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Internacional

Papa diz que abusos contra crianças são ‘graves e inaceitáveis’

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Papa Francisco
Reprodução/Vatican Media

Papa Francisco

O papa Francisco se reuniu nesta sexta-feira (29) com membros da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores e voltou a condenar os abusos sexuais contra crianças e adolescentes cometidos por religiosos católicos .

“O abuso, em qualquer forma, é inaceitável.  O abuso sexual de crianças é particularmente grave porque ofende a vida enquanto ela está desabrochando. Ao invés de florir, a pessoa abusada é ferida, às vezes, de maneira indelével”, disse aos presentes.

Durante sua longa fala, Francisco ainda revelou detalhes de um caso de abuso que soube por meio de uma carta enviada pelo pai da vítima. “Por causa disso, ele não conseguia mais sair de seu quarto por muitos anos, levando consigo diariamente as consequências impressas do abuso – e também para a família. As pessoas abusadas se sentem, às vezes, como presas entre a vida e a morte”, acrescentou.

“A realidade do abuso e o seu impacto devastador e permanente sobre a vida dos pequenos parecem sobrecarregar os esforços de todos que buscam responder com amor e compaixão. A estrada para a cura é longa e difícil, pede uma esperança bem fundamentada, a esperança daquele que andou para a cruz e além dela”, pontuou ainda.

Aos membros da Comissão criada por Jorge Mario Bergoglio em 2014, o líder católico afirmou que o “testemunho dos sobreviventes representa uma ferida aberta no corpo de Cristo que é a Igreja”. Por isso, o Papa fez um apelo para que todos “trabalhem intensamente e corajosamente para fazer conhecer essas feridas, para buscar aqueles que sofrem e para reconhecer essas pessoas como testemunhas do nosso Salvador que sofre”.

“Essa é a estrada para todos nós: bispos, superiores religiosos, presbíteros, diáconos, pessoas consagradas, catequistas, fiéis laicos. Cada membro da Igreja, segundo o próprio estado, é chamado a assumir a responsabilidade de prevenir os abusos e trabalhar para a justiça e para a cura”, pontuou ainda.

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Francisco também reforçou as novas normas adotadas pela Igreja Católica para combater a pedofilia e disse que elas são “importantes sinais que foram plantados”. Mas, reconheceu que “ainda há muito o que fazer”.

“As sementes que foram espalhadas estão começando a dar bons frutos. A incidência dos abusos contra os menores por parte do clero está em queda já há diversos anos nas partes do mundo onde há dados disponíveis e informações confiáveis. Anualmente, quero que me preparem um relatório sobre as iniciativas da Igreja para a proteção dos menores e dos adultos vulneráveis. Tal relatório será um elemento de transparência e de responsabilização e eu desejo que ele dê uma clara visão sobre os nossos progressos nesse compromisso”, deu ainda como missão para os membros da comissão.

Para o chefe da Igreja Católica, “se os progressos não forem feitos, os fiéis continuarão a perder a confiança em seus pastores, tornando mais difícil o anúncio e o testemunho do Evangelho”.

Francisco agradeceu o trabalho desenvolvido pelos membros da comissão desde a sua criação, que “pode ajudar na minha missão pastoral com aqueles que se dirigiram a mim por suas dolorosas experiências”.

A Pontifícia Comissão para Tutela dos Menores foi criada pelo papa Francisco para enfrentar a grande quantidade de denúncias de abusos sexuais cometidos por membros da Igreja Católica ou por pessoas laicas ligadas às dioceses.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Líbia: migrantes sofrem violência sexual em troca de comida, diz ONU

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Migrantes sofrem violência em troca de comida na Líbia
Reprodução

Migrantes sofrem violência em troca de comida na Líbia


Os migrantes detidos na Líbia enfrentam diversos abusos, e as mulheres são especialmente vulneráveis à violência sexual e geralmente são estupradas em troca de comida e água, denunciaram funcionários da ONU nesta quarta-feira.

A missão da ONU que investiga a situação na Líbia afirmou que os migrantes denunciam ter sofrido “violências sexuais por parte dos traficantes, muitas vezes com o objetivo de extorquir dinheiro de suas famílias”.

“A missão tem motivos razoáveis para acreditar que foram cometidos crimes contra a humanidade contra os migrantes na Líbia”, destacou a missão, reiterando denúncias anteriores desse grupo de investigação.

Milhares de migrantes são detidos em centros administrados pelo Departamento da Luta contra a Migração Ilegal, cujas instalações estão controladas por grupos armados não estatais ou são retidos pelos traficantes.

Os migrantes são detidos “arbitraria e sistematicamente” e são vítimas de “assassinatos, desaparecimentos forçados, tortura, escravidão, violência sexual”, entre outros abusos.


O risco de sofrer violência sexual é tanto que “algumas mulheres e meninas colocam um implante anticoncepcional para evitar uma gravidez não desejada”, afirmaram os autores do relatório.

Uma migrante que foi detida em Ajdabiya relatou que seus captores exigiram manter relações sexuais com ela em troca da água que precisava para seu filho de seis meses que estava doente.

Em outubro, a missão da ONU denunciou que o país sofreu crimes de guerra e contra a humanidade desde 2016.

* Com informações de agências internacionais

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

‘Ambições imperiais’: Putin critica ações da Otan na guerra da Ucrânia

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Putin acusa Otan de usar guerra na Ucrânia com
Reprodução/Kremlin – 09.05.2022

Putin acusa Otan de usar guerra na Ucrânia com “ambições imperiais”

O presidente da Rússia, Vladimir Putin , acusou a Otan, a principal aliança militar do Ocidente, de usar a guerra na Ucrânia para “confirmar suas ambições imperiais” e sua “hegemonia” no cenário regional e global. 

As declarações foram feitas durante uma visita ao Turcomenistão, e no momento em que a aliança realiza uma reunião de cúpula, em Madri, marcada pelo convite a Finlândia e Suécia para que sejam seus novos membros.

Para Putin, o apoio dado pela aliança à Ucrânia, especialmente militar, além do que chama de “apelo para abandonar as negociações”, seriam uma prova de que a Otan não quer ver um fim rápido ao conflito, mas sim de usar a guerra para benefício próprio.

“Com as mãos dos ucranianos, os membros da Otan e os principais países da Otan simplesmente querem afirmar seu papel no mundo, e confirmar não apenas sua liderança, mas sim suas ambições imperiais”, declarou Putin, segundo a RIA Novosti. 

“A Ucrânia e o bem-estar do povo ucraniano não são o objetivo do Ocidente, nem da Otan, mas um meio para defender seus próprios interesses.”

O líder russo afirmou que o conflito no país vizinho é parte do que vê como um plano mais amplo para conter a Rússia, algo que, segundo ele, vem sendo planejado desde 2014. 

No começo daquele ano, a revolução popular surgida na Ucrânia contra o governo pró-Moscou de Viktor Yanukovich atingiu seus estágios mais violentos, com mortais confrontos nas ruas e, eventualmente, com a queda do presidente, que fugiu para a Rússia.

Ao mesmo tempo, Moscou atuou para anexar a Crimeia, uma península no Mar Negro, e apoiou separatistas no Leste do país, área onde, hoje, se concentram os principais combates da guerra.

Putin declarou que, desde então, a Otan faz planos para atacar os russos em diversas frentes e cenários, além de aplicar sanções contra empresas russas e integrantes do governo e elite econômica.

“Devemos tratar isso como um fato. O fato de estarem se preparando para algum tipo de ação ativa contra nós desde 2014 não é novidade. É exatamente isso que explica nossas ações decisivas para proteger nossos próprios interesses”, declarou.

Para ele, o principal país da aliança, os EUA, declararam que a Rússia é uma nação inimiga, acusando Washington de formular um pretexto para unir seus aliados em torno de uma suposta ameaça.

“O Irã não era muito adequado para isso, a Rússia é mais adequada”, acusou Putin. “Isso mais uma vez confirma o que temos falado, que a Otan traz vestígios de eras passadas, da Guerra Fria. Sempre dizem que a Otan mudou, que é uma união política, mas todos procuravam uma razão e oportunidade para um novo impulso como organização militar. Bem, agora estão fazendo isso.”

‘Completamente diferente’ Nas declarações, Putin repetiu que não vê a nova expansão da aliança, com a provável inclusão de Suécia e Finlândia, como uma ameaça, dizendo que a situação dos dois países é “completamente diferente” da questão da Ucrânia. Contudo, alertou que qualquer reforço militar perto de suas fronteiras terá resposta.

“Não temos problemas com Suécia e Finlândia, mas infelizmente temos com a Ucrânia”, afirmou, segundo a RIA. “Só precisamos imaginar que não havia ameaça antes. Mas no caso do destacamento de contingentes militares e de infraestrutura, teremos que responder de forma igual e criar as mesmas ameaças aos territórios de onde nos ameaçam.”


Em maio, quando os governos dos dois países apresentaram seus planos para quebrar uma histórica neutralidade militar e se juntar à Otan, a Chancelaria russa declarou que, no caso específico da Finlândia, o movimento “causaria sérios danos” às relações bilaterais, e que seria forçada a “tomar medidas de aspecto técnico-militar” em resposta.

Ao fim das declarações, Putin comentou as “brincadeiras” feitas por líderes do G7, em reunião de cúpula no fim de semana, na Alemanha: ali, alguns deles zombaram de fotos em que o líder russo aparece sem camisa, e chegaram a sugerir que fizessem o mesmo ao final do encontro.

“Não sei como eles queriam se despir: até a cintura, abaixo da cintura, mas acho que seria uma visão nojenta”, afirmou o presidente, antes de dar “dicas” sobre como ter um corpo mais saudável, recomendando o consumo moderado de álcool e a prática de exercícios físicos.

* Com informações de agências internacionais

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Fonte: IG Mundo

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