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Economia

Países do Brics buscam investimentos privados para infraestrutura

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Memorando de entendimento foi assinado nesta segunda-feira (11), no Rio de Janeiro, entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os bancos de desenvolvimento dos demais países que compõem o Brics, formado, além do Brasil, pela Rússia, Índia, China e África do Sul. Segundo o BNDES, o objetivo é mobilizar investimentos privados em projetos de infraestrutura nos países do bloco.

As instituições deverão criar um grupo de trabalho para avaliar experiências concretas de aplicação de recursos privados em projetos de infraestrutura. Os resultados deverão ser apresentados aos dirigentes das entidades em 2021. “A ideia é que sejam apresentadas iniciativas como soluções financeiras, modelagens para concessões e parcerias público-privadas (PPPs), bem como propostas de aperfeiçoamento dos marcos legais e regulatórios aplicáveis”, informou o BNDES.

Na etapa seguinte, com base nas conclusões do grupo de trabalho, os bancos de desenvolvimento do Brics poderão avaliar a implementação de instrumentos que tenham possibilidade de atrair recursos privados.

Ainda de acordo com o BNDES, os bancos de desenvolvimento dos países do bloco manifestaram interesse em renovar, em abril de 2020, o memorando de cooperação estabelecido em 2010 e reeditado em 2015, que constitui o marco inicial de aproximação enttre tais instituições. O memorando, que serviu de base para a criação do New Development Bank (Banco do Brics), estabelece os termos básicos de cooperação entre as entidades envolvidas, concluiu o BNDES.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Economia
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Economia

Grandes municípios perdem participação no PIB ano a ano, mostra IBGE

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Os 69 municípios de maiores PIBs representavam, em 2017, cerca de metade do total do Produto Interno Bruto nacional (PIB, soma de todos os produtos e serviços fabricados no país) e pouco mais de um terço da população brasileira. É o que revela o Boletim PIB dos Municípios 2017, divulgado hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A gerente de Contas Regionais do IBGE, Alessandra Poça, disse à Agência Brasil que o fato de 69 municípios representarem metade do PIB significa que há uma concentração econômica muito grande e “isso não muda de ano para outro”. O que se observa é que esses grandes municípios, independente do recorte que seja dado, vêm perdendo participação a cada ano. “Isso é uma constante. Isso ocorre porque os outros municípios estão aumentando sua economia”. As grandes cidades estão perdendo participação relativa, mas esse processo ainda é uma coisa muito lenta, explicou a gerente do IBGE.

Em 2017, sete municípios brasileiros responderam por quase um quarto do PIB do Brasil e por 13,6% da população. São eles São Paulo (SP), com 10,6%; Rio de Janeiro (RJ), com 5,1%; Brasília (DF), com 3,7%; Belo Horizonte (MG), com, 1,4%; Curitiba (PR), com 1,3%; Osasco (SP), com 1,2%; e Porto Alegre (RS), com 1,1%. Já em 2002, apenas quatro municípios somavam um quarto da economia nacional. Eles eram São Paulo (SP), com 12,7%; Rio de Janeiro (RJ), com 6,3%; Brasília (DF), 3,6%; e Belo Horizonte (MG), 1,6%.

Desconcentração

Segundo Alessandra Poça, a ampliação do número de municípios entre 2002 e 2017 permitiu identificar a tendência à desconcentração, com os municípios de menor valor ganhando participação em relação aos de maior valor. Levando em conta os 100 municípios com os maiores PIBs, nota-se que perderam participação no PIB do Brasil entre 2002 e 2017, de 60% para 55,3%. Excluindo as capitais, a perda de participação dos 100 maiores PIBs foi de 27,1% para 26,6%, no mesmo período.

Alessandra Poça disse que desde o ano passado, a Gerência de Contas Regionais começou a fazer um trabalho conjunto, na parte de análise de dados, com a Diretoria de Geografia, que usou recortes, fazendo regionalizações do território brasileiro conforme as questões geográficas. “Aí a gente está olhando mais a geografia econômica”, esclareceu Alessandra Poça. Acrescentou que o olhar da geografia trouxe mais ferramenta analítica para interpretar os dados.

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Concentrações urbanas

Olhando-se a distribuição do PIB por concentrações urbanas, que são arranjos de municípios com mais de 100 mil habitantes, com características similares ou uma interação econômica muito forte, constata-se que duas concentrações urbanas responderam por um quarto da produção econômica brasileira em 2017: São Paulo/SP, com 17,3%, e Rio de Janeiro/RJ, com 7,7% do PIB. Já as dez maiores concentrações urbanas, ou agregados de municípios, respondem por cerca de 43% do PIB nacional, ou R$ 2,838 trilhões (São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, Brasília/DF, Belo Horizonte/MG, Porto Alegre/RS, Curitiba/PR, Campinas/SP, Salvador/BA, Recife/PE e Fortaleza/CE).

Outro conceito geográfico, da densidade econômica, pega o valor do PIB e divide pela área do município ou do arranjo de municípios. Isso significa, por exemplo, que a concentração urbana de São Paulo respondeu por um PIB de R$ 1,139 trilhão, com densidade econômica de R$ 159,230 milhões por quilômetro quadrado (159.230 mil R$/km2). Olhando somente a capital de São Paulo, verifica-se que o PIB em 2017 atingiu R$ 699,288 bilhões, ou 10,6% no PIB do Brasil.

Em 2017, os municípios das capitais representavam 32,4% do PIB nacional, menor participação da série. Em 2002, era 36,1%. “Significa que os demais municípios vêm ganhando participação. A leitura é essa: se a capital perdeu e os 100 maiores (municípios) sem a capital perderam, então o restante está ganhando”, disse Alessandra Poça.

PIB per capita

Em relação ao PIB per capita, isto é, por indivíduo, a gerente de Contas Regionais do IBGE informou que os dez municípios com os maiores PIB por pessoa somavam, em 2017, 1,5% do PIB nacional e 0,2% da população. Alessandra destacou que o PIB per capita vê a relação entre o PIB do país e a população. “Não necessariamente os maiores PIBs per capita são os municípios de maior valor de PIB, porque a maioria desses municípios tem uma indústria muito atrelada a commodities ou à indústria extrativa, como petróleo e minério, e, mais recentemente, municípios que têm grandes hidrelétricas. Quando a gente pega o PIB e divide pela população, a gente vê um PIB per capita grande; não necessariamente são os maiores PIB”, observou.

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O município com maior PIB per capita (R$ 344. 847,17), em 2017, foi Paulínia (SP), em função da indústria de refino de petróleo. Já entre os municípios das capitais, a liderança foi exercida por Brasília, com R$ 80.502,47. A menor posição foi apresentada por Belém (R$ 20.821,46). Em 2017, 13 capitais brasileiras tinham PIB ‘per capita’ maior que o PIB brasileiro (R$ 31.702, 25). Em 2002, esse número era menor (11 capitais). Alessandra Poça ressaltou, porém, que um PIB per capita  elevado não quer dizer que a renda gerada está sendo apropriada pela população daquela localidade. “A gente não consegue enxergar essa informação”.

A pesquisa mostra também que 13 grandes concentrações urbanas, com mais de 750 mil habitantes, apresentavam em 2002 um PIB per capita superior à média nacional. Brasília ocupava a primeira posição, naquele ano, passando para a segunda classificação em 2017, depois de Campinas. Em 2017, as grandes concentrações urbanas com PIB por pessoa maior que a média nacional incluíram Cuiabá/MT.

Tomando por base a hierarquia urbana dos municípios, observa-se que quanto maior a hierarquia, maior o PIB per capita. Em 2017, as metrópoles, com PIB por indivíduo da ordem de R$ 42.170, 42, superaram o PIB nacional (R$ 31.702, 25). O mesmo ocorreu com as capitais regionais, cujo PIB per capita alcançou R$ 34.190, 09. As demais classes da hierarquia urbana (centro sub-regional, centro de zona e centro local) tiveram PIB per capita menor que o nacional.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Economia
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Economia

Dívida recorde das famílias paulistanas atinge 60,5% em novembro

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O endividamento na capital paulista atingiu 60,5% dos lares em novembro, registrando mais um recorde histórico, com o maior nível desde 2010. O resultado significa que 2,38 milhões de famílias permanecem com algum tipo de dívida. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), divulgada nesta sexta-feira (13).

Em relação ao mesmo período de 2018, o levantamento mostra que houve alta de nove pontos percentuais. Na comparação com outubro, a elevação foi de 0,7 ponto percentual.

Apesar da expansão do nível de endividamento, a inadimplência caiu, passando de 22,8% em outubro para os atuais 21,9%. A dificuldade de pagar contas atrasadas ainda está, no entanto, mais alta do que em novembro do ano passado e atinge 862 mil famílias. 

O principal tipo de dívida das famílias continua sendo o cartão de crédito (75,5%). Na segunda posição, ficaram os carnês (13,8%), seguidos pelo financiamento de casa (10,9%) e financiamento de carro (10,4%), com praticamente o mesmo percentual.

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Segundo a FecomercioSP, com o retorno da liberação de recursos pelas instituições financeiras, os consumidores voltaram a comprar no crédito, inclusive, ampliando os gastos para bens duráveis. O cenário explica o aumento do uso do cartão e do endividamento em novembro mas, para a instituição, o dado é positivo já que revela movimento da economia e queda na inadimplência.

A pesquisa ainda mostrou que 12% dos entrevistados afirmaram que pretendem obter algum tipo de crédito nos próximos três meses. O dinheiro, segundo pesquisados, será destinado principalmente para a aquisição de produtos (17,6%). Apenas 10,9% disseram que usarão o dinheiro para pagar dívidas.

Para a Federação, com o mercado de trabalho mais aquecido, juros reduzidos e inflação controlada, o parcelamento sem juros se torna uma ótima opção de pagamento, pois o consumidor não precisa se desfazer do seu dinheiro para quitar o produto ou serviço no ato. A recomendação da FecomercioSP é para que os comerciantes pesquisem quais máquinas de cartão são mais vantajosas diante desse cenário e ajudam a melhorar o giro do fluxo de caixa.

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Na visão da entidade, a tendência é de que com o bom desempenho da economia, o crédito continue em expansão. O resultado deve ser a manutenção do endividamento e redução da inadimplência.

A PEIC é apurada mensalmente pela FecomercioSP desde fevereiro de 2004. São entrevistados aproximadamente 2,2 mil consumidores na capital paulista. O objetivo da pesquisa é diagnosticar o nível de endividamento e de inadimplência do consumidor.

Edição: Carolina Gonçalves

Fonte: EBC Economia
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