Conteúdo/ODOC - O homem identificado como Rairo Andrey Borges Lemos, de 21 anos, preso por matar o próprio filho, de 2 anos, e tentar suicídio na noite de sexta-feira (2), em Sorriso (420 km de Cuiabá), deixou uma carta de despedida em que tentou justificar o crime. O conteúdo do manuscrito é tratado como peça central da investigação conduzida pela Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, a carta foi encontrada dentro da residência onde o crime ocorreu, um conjunto de quitinetes localizado nas proximidades do Mercado Filezão. No texto, o homem mencionou o fim recente do relacionamento com a mãe da criança e afirmou que, por erros que atribuía a si mesmo, teria decidido levar o filho junto para “deixar as pessoas felizes”. O mesmo conteúdo também teria sido enviado à mãe da criança por mensagem.
Vizinhos acionaram a Polícia Militar após ouvirem um barulho estranho vindo do imóvel e não obterem resposta ao bater na porta. Diante da situação, eles arrombaram a entrada e encontraram o homem desacordado e a criança sobre a cama. O Corpo de Bombeiros foi chamado e prestou os primeiros atendimentos.
O bebê foi encaminhado em estado grave ao Hospital Regional de Sorriso, onde chegou desacordado. Segundo a equipe médica, após mais de 30 minutos de tentativas de reanimação, a morte foi confirmada. A natureza exata da causa do óbito ainda não havia sido determinada naquele momento.
A mãe da criança compareceu ao hospital e relatou aos policiais que estava separada do suspeito havia cerca de duas semanas e que havia iniciado recentemente um novo relacionamento. Segundo ela, o homem tomou conhecimento da situação no mesmo dia e passou a enviar mensagens demonstrando irritação. Ainda conforme o relato, ela questionou diversas vezes sobre o filho e foi informada de que a criança seria entregue no domingo.
O homem foi localizado na Unidade de Pronto Atendimento de Sorriso, onde recebeu voz de prisão. Durante entrevista, apresentou falas desconexas ao ser questionado sobre o crime. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil e permanece à disposição da Justiça. A Politec também foi acionada para os procedimentos periciais.
