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Economia

Pagamento do décimo terceiro deve injetar R$ 3,3 bilhões na economia de Mato Grosso

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O pagamento do 13º salário dos mato-grossenses deve injetar R$ 3,3 bilhões na economia do Estado. O dado foi divulgado nesta terça-feira (5) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Para a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), a liberação do recurso deve ajudar no movimento do comércio. A entidade espera um incremento de 5% a 7% nas vendas de Natal, que serão movimentadas, em grande parte, pelo 13º salário. “Dezembro é o melhor mês do ano para o comércio e um dos motivos é esse, o abono natalino. Esperamos com ansiedade que isso venha reforçar o resultado deste ano, continuando a escalada de crescimento do 2º semestre. O ambiente macroeconômico está ficando bom e isso transmite segurança para o trabalhador que acaba tendo mais confiança em comprar, porque tem certeza de que honrará seus compromissos”, afirma o presidente, Nelson Soares.

Conforme o Dieese ainda, em relação a 2018 o pagamento dos setores públicos e privados ficou em R$ 3,1 bilhões, ou seja, houve um incremento de 5%  em 2019, onde o salário médio subiu de R$ 2,790 mil para R$ 2,907 mil, crescimento de 4,2%.

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O Dieese aponta também que o 13º será liberado a 339,8 mil aposentados e pensionistas. Eles ficarão com 21% do valor total, com a soma de R$ 719 milhões e salário médio de R$ 2.115,63. Já os 903,6 mil trabalhadores do mercado formal receberão R$ 2,6 bilhões (78,5%), com média de R$ 2.907,11 por pessoa. Até dezembro de 2019, o pagamento do 13º salário deve injetar na economia brasileira mais de R$ 214 bilhões, cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

“Diante desses resultados acreditamos que somente no natal deveremos ter uma movimentação na economia em torno de R$ 769 milhões no Estado, o que resultará também em contratações temporárias. Essa é a oportunidade tanto para os empresários de faturarem mais, quanto para quem está desempregado”, avalia Soares.

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Economia

Setor de serviços cresce 1,2% em setembro, aponta IBGE

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O setor de serviços cresceu 1,2% no mês de setembro, frente a agosto, divulgou hoje (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o setor acumula alta de 0,6% em 2019 e 0,7% no período de 12 meses encerrado em setembro.

O terceiro trimestre teve alta de 0,6% na comparação com o mesmo período de 2018, um desempenho mais dinâmico que o do segundo trimestre, que teve apenas 0,1% de variação positiva.

O IBGE constatou aumento em quatro de cinco grupos de atividades pesquisados. O único que teve queda foi o dos serviços de informação e comunicação, com retração de 1% na comparação com agosto.

O grupo de atividades que engloba os setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio cresceu 1,6%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram alta de 1,8%. Os serviços prestados às famílias tiveram expansão de 0,8% e os outros serviços, de 0,5%.

As comparações com setembro de 2018 apontam um crescimento de 1,4% no setor de serviços como um todo e expansão em três dos cinco grupos de atividades pesquisados.

Nessa base de comparação, os serviços de informação e comunicação cresceram 2,2%, os outros serviços, 11%, e os serviços profissionais, administrativos e complementares, 2,9%. Já o grupo dos serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio caiu 1,7%, e os serviços prestados às famílias, 0,3%.

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A pesquisa também permite visualizar que 14 das 27 unidades da federação tiveram alta em setembro, em relação a agosto. São Paulo (1,6%), Rio de Janeiro (1,5%), Paraná (1,0%) e Distrito Federal (1,3%) se destacam.

Na comparação com o ano passado, o número de estados que registram crescimento cai para 11, mas São Paulo e Rio de Janeiro continuam com os principais impactos positivos, puxados pelo segmento de tecnologia da informação. Já Bahia e Rio Grande do Sul influenciam o resultado negativamente, com o desempenho do transporte rodoviário de cargas.

Turismo

O índice que acompanha as atividades ligadas ao turismo teve alta de 4,8% em setembro, na comparação com agosto. A alta recupera a retração de 4,5% registrada em agosto e é composta por um resultado positivo em nove de 12 unidades da federação pesquisadas.

O estado de São Paulo teve o maior crescimento, de 10,5%, e outros destaques foram a alta do Distrito Federal, de 4,8%, e do Rio de Janeiro, de 2,1%. A Bahia teve o principal resultado negativo, de 3,7%.

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Ao comparar os resultados de 2019 e 2018, é possível verificar um crescimento de 1% em setembro, que tem como principal causa a expansão da receita das empresas de locação de automóveis. Outros serviços importantes como o transporte aéreo e rodoviário e os restaurantes pesaram negativamente sobre o resultado.

Também nessa base de comparação, há destaque para os avanços de São Paulo (1,9%) e Rio de Janeiro (4,4%). As atividades turísticas cresceram 4,5% em Minas Gerais na comparação com o ano passado e caíram 7,6% no Paraná, 7,2% em Goiás e 5,9% no Distrito Federal.

De janeiro a setembro, as atividades turísticas acumulam crescimento de 2,2% se os resultados forem comparados com os mesmos meses do ano passado. Mais uma vez, a locação de automóveis se destaca, junto com os hotéis e os serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada. Por outro lado, o transporte aéreo de passageiros acumula perdas.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Economia
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Economia

Receita Federal ‘emperra’ adequação e aeroporto Marechal Rondon continua sem voo entre Cuiabá e Bolívia

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Comitiva do Governo do Estado esteve no aeroporto e cobrou celeridade da obra de adequação da Receita Federal [F- JLSiqueira]

A internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, ainda não saiu do papel. Nesta segunda-feira (11), uma comitiva formada pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o secretário adjunto de Turismo, Jefferson Moreno, e os deputados estaduais da Câmara Setorial Faixa de Fronteira estiveram no local para verificar quais dificuldades emperram este processo.

De acordo com o superintendente da Infraero, Laelson Augusto do Nascimento, as obras físicas já estão concluídas e têm o aval do Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Polícia Federal. Ainda há impasse em relação à área da Receita Federal, que encaminhou o projeto da obra, que foi construído, e depois voltou atrás. Desta forma, o espaço de 51 metros quadrados construídos já não atende mais e há a solicitação de nova obra de 180 metros quadrados.

Com as adequações feitas atualmente, o aeroporto tem condições de atender 200 passageiros por hora. O início da internacionalização se dará com dois voos semanais da empresa Azul de Cuiabá a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Os membros da comitiva concordaram que não há necessidade de ampliação neste momento.

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“É inconcebível que um Estado com o potencial e a economia de Mato Grosso não tenha voos internacionais porque um órgão federal se coloca como atrapalhador do desenvolvimento do Estado exigindo mudanças não necessárias. Temos exemplos de aeroportos alfandegados que não têm a estrutura que temos aqui”, ressaltou o secretário César Miranda.

Ele lembrou que o governador Mauro Mendes tem cobrado desde o início de seu mandato para que haja uma solução no empecilho junto à Receita Federal. “Termos que resolver esta questão porque o Brasil precisa ser destravado e as coisas precisam ser simplificadas. Precisamos gerar emprego e renda e os governos federal, estaduais e municipais não podem atrapalhar. Temos que ter alternativas para ir e vir. A Assembleia Legislativa está de parabéns por também encampar este desafio”, frisou o secretário.

Para o secretário adjunto Jefferson Moreno, a estrutura existente hoje – proposta pelo próprio órgão federal, dá condições de começar a operar e, com o tempo, deverá ser ampliada porque o Estado é o centro geodésico da América Latina e o maior polo de desenvolvimento do Centro Oeste. “Temos muitos turistas interessados em vir para Mato Grosso, inclusive dos países vizinhos. Voos internacionais são importantes para facilitar o acesso e fomentar o segmento”, afirmou.

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O deputado Carlos Avalone pontuou que o problema é pequeno e deve ser solucionado de uma vez por todas. Segundo ele, a alegação da Receita Federal é de que houve uma remodelação nas normas e o Aeroporto Marechal Rondon passou de pequeno para médio porte.

“Porém, aqui tem condições de receber e de sair os voos necessários. Precisamos agora do empenho de todos, bancadas estadual e federal, poderes executivos, comprometidos e trabalhando para que se forem necessárias mais obras, que sejam feitas, mas com a internacionalização funcionando”, disse.

Também participou do encontro o superintendente da Centro Oeste Airports, concessionária que irá administrar o Marechal Rondon, Marco Antônio Campos Gomes.

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