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Ouro em 2003, Meligeni vai torcer por sobrinha no Pan: “Sensação muito louca”

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Carol Meligeni arrow-options
Gaspar Nóbrega/Inovafoto/COB

Carol Meligeni também aposta na garra para levar o ouro no Pan

Os Jogos Pan-Americanos 2019 começaram nesta quarta-feira (24), e para a família Meligeni, esta edição terá um gostinho especial. Comemorando16 anos de sua medalha de ouro, Fernando vê sua sobrinha Carol ser convocada para representar o Brasil em Lima, no Peru.

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Assim como o tio, Carolina Meligeni também é tenista, e representará o esporte lutando por uma medalha junto a mais cinco tenistas brasileiros. Outra semelhança entre os dois é o estilo de jogo sempre aguerrido, que desta vez será sentido também das arquibancadas.

“A torcida pra Carol vai ser gigantesca, estou tentando ir assisti-la, e lógico, a torcida vai ser totalmente diferente. Quando você torce para o Brasil ou alguém, você torce de uma maneira diferente. Torcer para um familiar é totalmente inusistado e maluco, a sensação é muito louca”, disse Fernando Meligeni em entrevista ao iG Esporte .

“Nunca torci para um familiar meu em um campeonato tão importante quanto o os Jogos Pan-Americanos, que tem tanta lembrança quanto tem pra mim. Espero que ela consiga seu melhor, jogue o melhor possível e conquiste seus sonhos. Sem pressão, mas com muita alegria e vontade de estar lá torcendo pra ela”.

O ouro em Santo Domingo

Meligeni comemora o ouro em 2003
COB

Meligeni comemora o ouro em 2003

Há 16 anos, em 10 de agosto de 2003, o “Fino”, como é conhecido Meligeni, vencia Marcelo Rios após quase três horas de uma partida muito emocionante, que permanece viva na memória de muitos brasileiros. O jogo marcou também a sua despedida das quadras.

“A emoção é diferente, hoje é muito mais de orgulho e lembrança. O que mais me impressiona é que 16 anos se passaram e tanto se fala ainda da minha conquista. As pessoas ainda têm na memória aquele jogo. Isso é muito legal. O carinho das pessoas e a lembrança desse jogo são o que mais me chamam a atençaõ e me deixam feliz”, conta o tenista .

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Maior conquista da carreira?

Apesar do ouro nos Jogos Pan-Americanos ser o feito mais lembrado de sua carreira por muitos, Meligeni, que permaneceu 10 anos entre os 100 melhores tenistas do mundo, aponta outra campanha, que não terminou com título, como a mais importante de sua trajetória no tênis.

“As pessoas deram uma importância gigantesca ao Pan , e eu respeito muito isso, mas ‘tenisticamente’ falando eu botaria a semifinal de Roland Garros, um torneio onde poucos caras conseguem chegar entre os quatro melhores e imaginar que você esteve lá em 1999, ganhando de um monte de cara bom, acho que foi minha maior conquista da carreira”, revelou.

Tênis brasileiro na atualidade

Questionado sobre a ausência de grandes nomes brasileiros no cenário mundial, Meligeni valorizou o cearense Thiago Monteiro e a paulista Beatriz Haddad, mas criticou o tratamento recebido pelo tênis no país.

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“A gente tem que tomar um pouco de cuidado ao falar que não tem nenhum representante. Temos dois jogadores entre os 100 melhores do mundo.No Brasil a gente não dá a devida importância, mas ser 100 do mundo é um resultado muito bom. Lógico que a gente se acostumou mal porque a gente teve grandes nomes, principalmente com o Guga sendo o número 1 do mundo, mas a gente sabe que não é o normal”.

“A respeito de base, pra ter mais jogadores, a gente tem que mudar a nossa maneira de fazer tênis no Brasil, é uma coisa mais incrustrada no problema do que é o esporte no Brasil, do que apenas o tênis. Os outros esportes não são tratados da maneira que deviam. Hoje a gente tem também um grande dificultador que é o dólar a quatro reais e o euro a cinco. Isso para um jogador de tênis do Brasil, que viaja o tempo inteiro, não é fácil”, ressaltou o tenista.

Projetos para o esporte

Fernando Meligeni arrow-options
Divulgação

Fernando Meligeni

No projeto “Bate bola com o tênis brasileiro”, Meligeni recebe semanalmente dois jogadores para sessões de treinos sem custo aos jogadores, em sua maioria juvenil e em transição para o profissional, onde transmite sua experiência, dá informações aos atletas e promove o debate com os técnicos e jogadores após as horas de “ralação”.

Além disso, o tenista está lançando um livro em que tenta responder a maior quantidade de perguntas que todo jogador já se fez ou se faz muitas das vezes que está em quadra. Com uma linguagem simples e objetiva para que todos os públicos possam desfrutar das observações, o livro é focado em todos aqueles que adoram praticar o esporte, de vez em quando, iniciantes na carreira ou ainda que almejam uma carreira profissional.

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“Não é facil ser tenista, muito menos no Brasil. A minha ideia de desenvolver, de ajudar, é simplesmente por ajudar. Eu acho que o ídolo tem que se aproximar das pessoas. É muito legal receber tapinhas nas costas, obrigados e parabéns, mas ao mesmo tempo você tem uma responsabailidade com tudo que conquistou, com tudo que te ajudaram, e eu tenho muito claro que quando for embora deste mundo quero ter entregado para as pessoas a minha experiência, nao quero ir embora com ela, e se isso ajudar a desenvolver o tenis, vou ficar muito feliz”, disse Meligeni .

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Esportes

Mercedes é a mais rápida em treinos para GP dos 70 anos da F1

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Nesta sexta-feira (7), na segunda sessão de treinos livres para o GP que marca os 70 anos da Fórmula 1, em Silverstone (Inglaterra), a Mercedes foi absoluta. O hexacampeão mundial Lewis Hamilton conseguiu o tempo de 1min25s606 para ser o mais rápido.

O segundo melhor do dia foi seu companheiro de equipe, o finlandês Valtteri Bottas. O australiano Daniel Ricciardo, da Renault, surpreendeu e ficou com a terceira melhor marca.

O holandês Max Verstappen, da RBR, ficou em quarto, sendo seguido pelos pilotos da Racing Point, o canadense Lance Stroll como quinto melhor e o alemão Nico Hulkenberg como sexto.

O monegasco Charles Leclerc, o britânico Lando Norris, o espanhol Carlos Sainz e o francês Esteban Ocon completaram os dez primeiros.

Já o tetracampeão mundial Sebastian Vettel segue o calvário que enfrenta na atual temporada, a última da sua carreira pela Ferrari. Atual 13º colocado no campeonato, nesta sexta o piloto teve problemas no carro no final da sessão de treinos.

Edição: Fábio Lisboa

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Esportes

Vôlei: Minas confirma acerto com levantador William

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O Minas Tênis Clube anunciou nesta sexta-feira (7), através de suas redes sociais, o acerto com o levantador William Arjona. O experiente atleta, de 41 anos, é o primeiro reforço da equipe treinada pelo técnico Nery Tambeiro, que vai para a sétima temporada no time de Belo Horizonte.

“Ficaria um vazio na minha carreira se não pudesse vestir a camisa do Minas. O clube, como um todo, é incrível, não só pelo esporte, mas por tudo que proporciona aos sócios. Vou ter a oportunidade de desfrutar da melhor estrutura do vôlei brasileiro e da qualidade dos profissionais. Joguei muitas vezes contra e considero a Arena o melhor ginásio do País. Estou feliz em trabalhar em um clube como o Minas, que tem torcedores apaixonados. Quero desfrutar desse momento, desenvolver o melhor do meu trabalho e levar alegria aos torcedores, que seja um prazer ir ao Minas e assistir jogos na Arena”, disse o campeão olímpico nos Jogos do Rio de Janeiro, que passou as últimas três temporadas no Sesi/SP, depois de sair do Sada Cruzeiro.

Além da medalha de ouro olímpica, o atleta possui três títulos de campeão do Mundial de Clubes e seis títulos da Superliga Brasileira, pelo Sada Cruzeiro, e várias outras conquistas. Enquanto o mago (alcunha pela qual William é conhecido) chega, tem gente saindo do Minas, é o oposto Davy. O jogador de 23 anos acertou nesta sexta-feira com o Berlin Recycling Volleys (Alemanha) e parte para a primeira experiência fora do Brasil.

Montes Claros Minas

Outro time mineiro que anunciou novidades nesta sexta-feira é o Montes Claros América. Chegaram o central Gabriel Cotrim, de 20 anos, que tem passagens pela seleção brasileira de base, e o ponteiro Erick Costa, de 23, que em 2019 jogou no Sporting Clube das Caldas (Portugal).

Vôlei feminino

Quando o assunto é vôlei feminino, o Sesi Bauru segue firme com a formação do plantel para a temporada 2020/2021. Nesta sexta, a equipe do interior paulista fez um anúncio importante, a renovação do contrato da oposto Polina Rahimova. Na temporada passada, a jogadora do Uzbequistão foi a maior pontuadora da competição (428 pontos, média de 5,28 pontos/set). E agora, aos 30 anos, vai para a segunda temporada no vôlei brasileiro. Na última quinta (6), o Brasília, que volta à elite do vôlei nacional na próxima temporada, anunciou a contratação da levantadora Ju Carrijo. Aos 28 anos, a atleta estava no Curitiba.

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

Ela ficou! ⠀ A oposta @polina_rahimova é nossa por mais uma temporada. ⠀ Seja muito bem-vinda novamente, Polina!❤??

Uma publicação compartilhada por Sesi Vôlei Bauru (@sesivoleibauru) em 7 de Ago, 2020 às 3:03 PDT

Edição: Fábio Lisboa

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