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Opinião

OTACÍLIO CANAVARROS – FIEMT: 45 anos de criação – novembro de 1975 a novembro de 2020

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Estávamos no final dos anos sessenta. Um reduzido grupo de proprietários de pequenas indústrias, tão idealistas quanto atuantes, DECIDE trabalhar para a criação da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso. Decorreram sete anos de frequentes contatos, reuniões e articulações.

Noite de 25 de novembro de 1975, no centro histórico de Cuiabá, no edifício Palácio do Comércio, na sede da instituição FECOMERCIO, a FIEMT é finalmente criada e uma diretoria provisória é eleita por aclamação com os aplausos de todos aqueles integrantes do pequeno e dedicado grupo.

A carta sindical da FIEMT é assinada no dia 6 de maio de 1976 sendo o documento entregue ao presidente da FIEMT, pelas mãos do governador José Garcia Neto a pedido do Ministro do Trabalho presente ao evento, este ocorrido no final daquela tarde no plenário da Assembleia Legislativa.

Pelo desejo e decisão dos colegas industriais eu fui eleito e reeleito três vezes presidente da FIEMT nas primeiras quatro gestões. A principal preocupação, à época, foi a de implantar as instituições FIEMT, SESI, SENAI e IEL e colocá-las em pleno funcionamento nas principais cidades do Estado.

O sucesso pretendido foi alcançado em sua plenitude. O Sistema FIEMT, em razão das ações conjuntas de suas instituições, conquistou ao longo de sua primeira década, o respeito e a admiração de todos os mato-grossenses em especial das classes: produtora e política nas diversas regiões do Estado.

O tempo passou… a FIEMT atualmente tem a sua décima quinta diretoria. Os colegas que nos sucederam prosseguiram com os trabalhos em defesa da indústria mato-grossense, administrando a formação e a qualificação dos industriários e zelando da saúde e do lazer da família operária.

Muito foi feito nestes 45 anos, todavia muito mais precisa ser realizado. A indústria mato-grossense está EXIGINDO um maior esforço e dedicação dos atuais dirigentes do Sistema FIEMT. O Estado de Mato Grosso NECESSITA, com urgência, de uma indústria forte distribuída em todo o seu território.

O Sistema FIEMT está consolidado, portanto preparado para responder, com sucesso, a esse atual desafio. A ideia do Pacto Pró Industrialização, sugerida as nossas principais autoridades, em uma solenidade no plenário da Assembleia Legislativa no mês de maio do ano passado, é uma estratégia a ser debatida. Outras boas ideias poderão somar-se a ela. Ao presidente da FIEMT Gustavo de Oliveira compete liderar esse urgente processo.

Bem acompanhei como também participei, nos últimos 60 anos, de muitos acontecimentos relevantes em nosso Estado. A maioria deles está relatada no meu livro com o título “A evolução de Mato Grosso”. O lançamento irá ocorrer no dia 18 de dezembro – uma sexta feira a partir das 18 horas -, no anfiteatro do SESC ARSENAL no bairro do Porto, em Cuiabá.

Concluo esta mensagem desejando a todos que a ouvem ou a leiam, um ANO NOVO no qual prevaleçam: o respeito, o entendimento, o progresso e a harmonia entre todas as pessoas. Cordialmente eu me despeço de vocês.

Otacílio Borges Canavarros – Cuiabá, 25 de novembro de 2020.

 

 

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Opinião

JOSÉ WENCESLAU – 2021, o ano para se reinventar

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Logo no início de 2021, tivemos boas notícias com a chegada das vacinas no Brasil contra a Covid-19, o que têm gerado confiança e esperança à população. Para o comércio, 2020 foi um ano de grandes desafios e, acredito que em 2021, as principais diretrizes deverão estar pautadas na reinvenção e no planejamento dos negócios.

É certo que a pandemia afetou alguns segmentos de forma mais intensa, entretanto, mesmo diante da crise mundial, muitas empresas foram capazes de prosperar e ampliar suas atividades, pois se reinventaram e descobriram formas de manter e obter novos clientes.

Uma pesquisa recente da CNC, em parceria com o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio (IPF-MT), mostrou que iniciamos 2021 com alta na intenção de consumo das famílias da capital mato-grossense. Foi a quinta melhora consecutiva da pesquisa, ou seja, mesmo com a retração da economia, a população está otimista e continua consumindo.

Por isso, é importante que os empresários avaliem quais são as adaptações necessárias para que o seu comércio siga atrativo. Analisar o mercado, identificar ameaças, ter foco em diferenciais competitivos, redesenhar o modelo de negócio, abusar da criatividade e utilizar estratégias de inovação são ferramentas cada vez mais necessárias.

Empreender no Brasil nunca foi uma tarefa fácil. Lidar com a burocracia, com a alta carga tributária, com a cultura da corrupção nos órgãos públicos, entre outras questões que interferem nas relações comerciais, são desafios diários para o empresariado.

Reconhecer as oportunidades e entender que existem novas e crescentes demandas é vital para a sobrevivência dos negócios. Dados do Ministério da Economia demonstram que apesar de todas as circunstâncias, entre maio e agosto de 2020, foram abertos mais de 782 mil negócios no país. Portanto, o empreendedorismo continua crescendo no país.

No último ano, várias tendências foram aceleradas e a presença digital se tornou imprescindível, já que por algum tempo, as lojas físicas foram fechadas. Quem não incluiu o comércio eletrônico, neste ano, não terá escapatória, pois é um grande aliado para ampliar as transações comerciais. O velho ditado nunca foi tão atual: são nas crises que surgem as melhores oportunidades.

José Wenceslau de Souza Júnior é presidente da Fecomércio, Sesc, Senac e Sindcomac em Mato Grosso, e comerciante há mais de 40 anos. E-mail: [email protected]

 

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Opinião

JANDIRA MARIA PEDROLLO – Produzindo nossos espelhos

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A cada final de ano, aparecem imagens das praias mais badaladas do país, abarrotadas de plásticos e outras coisas totalmente desnecessárias, resultado dos festejos do início do novo ciclo.

Nas áreas urbanas brasileiras são geradas diariamente 220 mil de toneladas de lixo, desses, 92% são coletados. Do coletado 60% vai para aterros sanitários; e 40% descartados em aterros inadequados ou, terrenos baldios e corpos hídricos próximos das cidades, acarretando prejuízos ambientais e à saúde pública.

Nas últimas décadas, temos falado muito sobre o excesso de lixo produzido e despejado em todo planeta. Existe uma necessidade da deposição adequada para que esse resíduo possa ser reaproveitado ou reciclado, o que considero uma ação paliativa, haja vista a urgente necessidade de mudança de hábitos.

De que “mudança” me refiro? A princípio, sobre o conceito de vida e da nossa relação com o consumo. Temos que olhar para o que realmente nos interessa e com isso deixar de ser massa consumidora de mercadorias. Por que comprar tantas “coisas” que por vezes duram dias ou horas? Qual o sentido nisso?

Desde os anos 1990, a política dos 3R’s é ensinada nas escolas com o objetivo de estimular o consumo sustentável. O primeiro “R” é justamente reduzir, só depois vêm reutilizar e reciclar. Mas não adianta a escola trabalhar esses conceitos se as mídias (incluo as plataformas digitais) e a família agirem no sentido inverso.

Os pais talvez não se deram conta: as nossas crianças desde o berço são bombardeadas por mensagens que reforçam a necessidade de ter uma infinidade de produtos e serviços: para estar moda, ser aceito, ser feliz e/ou estar em “destaque”, afinal, consumir também é sinônimo de poder.

Enquanto isso, acompanhamos a produção diária de toneladas de lixo. Há um discurso falacioso afirmando que essa produção “não pode ser reprimida”, pois afetaria a economia do país, que vive de impostos cobrados sobre a circulação de bens, mercadorias e serviços, importações e exportações. Então, me pergunto, a que preço? O planeta aguentará essa lógica econômica?

Além do excessivo consumo de supérfluos degradantes ao ambiente, a grande maioria dos produtos que se acumulam nos lixões são “made in (…)”, ou seja, não foram produzidos no Brasil, portanto, não agregam empregos aos cidadãos brasileiros. É incompreensível que uma presilha de cabelo vinda de tão distante seja mais “em conta” que as fabricadas localmente.

Hoje, o Brasil ajuda outros países a “se livrar” de seus lixos ao mesmo tempo em que “exporta empregos”. Em suma, aumentamos a nossa pegada ambiental com o excessivo consumo; importamos o lixo reciclado travestido de brinquedos, bijuterias e outras manufaturas produzidas a quilômetros de distância sem promover empregos verdes aqui.

Nosso país dispõe de matéria-prima (resíduos sólidos) e tecnologia para reciclar e fabricar produtos diversos com a nossa própria força de trabalho, a exemplo a reciclagem de alumínio que é altamente rentável. Por que não criamos esses empregos aos cidadãos que se encontram desamparados e desesperados?

Sabe-se que o maior número de consumidores e com maior poder aquisitivo está nas grandes cidades brasileiras. Porém, nelas também está um contingente de miseráveis que poderia ser beneficiado com uma política econômica voltada ao social e ambiental.

Ganham empresários locais, maiores geradores de empregos, e também as cooperativas de catadores. No embalo aumentamos a vida útil dos aterros e contribuímos com a melhoria da qualidade de vida no campo e nas cidades.

O país se orgulha de ser um grande exportador de produtos do agronegócio, tem mercadorias bastante valiosas, mas importa quinquilharia. Já passou da hora de quebrarmos um ciclo vicioso que vem desde o descobrimento do Brasil, de trocar mercadorias nobres por espelhinhos, concorda?

Jandira Maria Pedrollo é arquiteta e urbanista

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