A Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá emitiu uma nota de esclarecimento nesta terça-feira (20), afirmando que a investigação que resultou na prisão de ex-servidores municipais teve origem em denúncia formal apresentada pelo próprio órgão em abril de 2025, subscrita por cinco procuradores da Prefeitura.
"Assim que foram identificados os primeiros indícios de cancelamentos indevidos de débitos tributários no sistema da Administração Municipal, no início de 2025, o Procurador-Geral do Município e o Procurador-Chefe da Procuradoria Fiscal determinaram imediatamente a adoção de providências internas e a abertura de diligências técnicas junto ao setor de Tecnologia da Informação da Secretaria Municipal de Economia. O objetivo foi levantar dados, preservar evidências, dimensionar a extensão das irregularidades e reunir elementos suficientes para formalizar a notícia de fato encaminhada à Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), dando suporte à investigação da Polícia Civil", diz trecho da nota.
Ainda de acordo com a Procuradoria, os cancelamentos sob apuração, conforme informado oficialmente às autoridades, referem-se ao período entre os anos de 2020 e 202, destacando que nenhuma irregularidade ou suposto crime foram cometidos na atual gestão de Abilio Brunini (PL).
Segundo a Procuradoria-Geral, a prioridade foi a proteção do patrimônio público e a observância rigorosa dos princípios da legalidade, moralidade, eficiência e transparência que regem a Administração Pública. A atuação preventiva e a comunicação imediata às autoridades reforçam o compromisso institucional com a integridade da gestão pública.
"A Procuradoria também esclarece que todos os nomes citados nas reportagens já não integram os quadros da Prefeitura de Cuiabá".
O Município salienta que permanece à disposição das autoridades policiais e judiciais, "denunciando e colaborando integralmente para o esclarecimento dos fatos e para a responsabilização dos eventuais envolvidos, nos termos da legislação vigente. Qualquer indício de irregularidades será aos órgãos policiais e de controle".