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Economia

Operação prende 18 suspeitos de roubo e alteração de combustível no Rio

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Agência Brasil

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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Quadrilha faturava cerca de R$ 4 milhões por mês com furto de combustível

A Polícia Civil faz hoje (21) uma operação para desarticular uma organização criminosa acusada de furto e adulteração de combustível no Rio de Janeiro. De acordo com a assessoria de imprensa da polícia, estão sendo cumpridos 17 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão.

Até as 9h desta quinta-feira (21) 18 pessoas tinham sido presas na chamada Operação Saccularis.

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As investigações, que começaram há oito meses, identificaram que os suspeitos agiam a partir de empresas legalizadas no ramo de transporte de combustíveis e desviavam cargas para diversas garagens localizadas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense .

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Quando os caminhões chegavam a essas garagens, uma pequena quantidade, de 60 a 120 litros, era retirada e substituída por solvente . Depois de retirar o combustível, eles esperavam atingir a marca de mil litros e depois revendiam a R$ 2 ou R$ 3 o litro para receptadores.

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Com o golpe, as empresas chegavam a lucrar até R$ 4 milhões por mês . Os investigados responderão por furto qualificado, receptação e adulteração de combustível, crimes contra ordem econômica, ordem tributária, relações de consumo, crimes contra o meio ambiente e lavagem de dinheiro.

Fonte: IG Economia
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Economia

Petrobras conclui venda de 34 campos terrestres no Rio Grande do Norte

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A Petrobras concluiu hoje (9) a venda de sua participação em 34 campos de produção terrestres na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, para a Potiguar E&P S.A, subsidiária da Petrorecôncavo S.A.

Em nota, a companhia informou que a operação foi concluída com o pagamento de US$ 266 milhões para a Petrobras, após o cumprimento de todas as condições precedentes e ajustes previstos no contrato. A companhia já havia recebido US$ 28,8 milhões a título de depósito em 25 de abril, quando houve a assinatura do negócio, e haverá o pagamento de US$ 61,5 milhões condicionado
à obtenção da extensão do prazo de concessão de 10 das 34 concessões.

“Estamos felizes ao fim desse processo tão importante para a carteira de desinvestimentos da Petrobras. Esses 34 campos no Rio Grande do Norte vão fomentar a indústria de exploração e produção em terra, enquanto a Petrobras foca em águas profundas e ultraprofundas, onde tem diferencial competitivo”, disse a gerente executiva de Gestão de Portfólio da Petrobras, Ana Paula Saraiva.

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Para o diretor executivo da Petrorecôncavo, Marcelo Magalhães, a aquisição é um marco para o setor. “Para a Petrorecôncavo, a aquisição do Polo Riacho da Forquilha é um momento histórico. É o primeiro polo dentro do projeto de desinvestimento da Petrobras em terra, no Rio Grande do Norte, um marco divisório para uma nova indústria onshore. Estamos certos de que será um sucesso e abrirá o caminho para que outras operadoras venham e a gente possa retomar os investimentos no Nordeste.”

Os 34 campos produziram em média 5,8 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2019. Todas as concessões são 100% Petrobras, com exceção dos campos de Cardeal e Colibri, onde a Petrobras detém 50% de participação, tendo a Partex Brasil Ltda. com 50%, e dos campos de Sabiá da Mata e Sabiá Bico-de-Osso, onde a Petrobras tem 70% de participação, e a Sonangol Hidrocarbonetos Internacional do Brasil Ltda., 30%.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Economia
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Economia

Prejuízos com corrupção são subestimados, diz presidente da Petrobras

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O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou hoje (9) que as estimativas das perdas financeiras que a corrupção causou à estatal são subestimadas. Castello Branco referia-se ao balanço do exercício de 2014, apresentado em abril de 2015. Na ocasião, a Petrobras reconheceu perdas de R$ 6,2 bilhões por pagamentos indevidos descobertos pelas investigações da Operação Lava Jato.

“Eu creio que essa estimativa, por melhores que sejam os critérios que orientaram sua elaboração, não corresponde à realidade. Somente da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, nós já recebemos de volta cerca de R$ 4,2 bilhões”, disse ele durante a abertura da 6ª Semana Petrobras em Compliance, ocorrida nesta segunda-feira, data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) celebra o Dia Internacional de Combate à Corrupção.

Dos 4,2 bilhões recuperados, R$750 milhões entraram nos cofres da estatal este ano. Para Castello Branco, além de subestimação nas próprias perdas financeiras, o cálculo realizado pela estatal não considera atos de gestão equivocados cometidos com o propósito de ampliar o universo da corrupção.

“Temos vários exemplos disso: US$ 15 bilhões jogados fora com o Comperj [Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro, no município fluminense de Itaboraí]. Um prédio na Bahia, a chamada Torre Pituba, onde se gastaram aproximadamente R$ 2 bilhões na construção do que eu chamo de templo da corrupção, porque foi superdimensionado para as necessidades da companhia. A Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, a mais cara do mundo, custou quase US$20 bilhões. E ainda ficou com a metade da capacidade do que havia sido planejado”, enumerou Castello Branco.

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Ele defendeu a classificação de hediondo para o crime de corrupção, devido aos danos causados à sociedade e à economia do país, e disse que a punição deve ser rigorosa, incluindo tanto a privação de liberdade como penas pecuniárias elevadas.

Castello Branco destacou ainda que os casos não podem ser esquecidos para que os erros não se repitam. “A corrupção gera distorção na alocação de recursos, gera redistribuição de renda na sociedade em benefício de criminosos. A corrupção deixa um legado muito negativo para a próxima geração, tendendo a corroer as bases de uma sociedade saudável”, afirmou.

Integridade

A 6ª Semana Petrobras em Compliance vai até sexta-feira (13). Na programação, há mesas e debates para troca de experiências e informações sobre temas relacionados ao compliance, termo em inglês que designa os esforços para garantir que empregados e dirigentes de uma instituição cumpram as regras estabelecidas e não se envolvam em desvios. Estarão em pauta questões como cultura de integridade, gestão de crise, gerenciamento de riscos e novas tecnologias, entre outros.

Segundo o diretor de Governança e Conformidade da Petrobras, Marcelo Zenkner, a empresa trabalha na construção de um sistema de sistema de integridade, que vai além do sistema de compliance, incluindo outras preocupações, relacionadas à transparência, ao desempenho e à reputação. De acordo com Zenkner, a proposta é não focar apenas na repressão, mas disseminar na empresa uma cultura da integridade. “Ao invés de ficar realizando investigações para descobrir as fraudes, vamos atuar para evitar que essas fraudes aconteçam.”

Zenkner citou medidas de BCI (Background Check de Integridade) e de DDI (Duo Diligence de Integridade), que envolvem uma verificação mais eficaz de antecedentes de fornecedores, bem como de seus empregados e dirigentes, antes que o contrato seja firmado. Além disso, com base na Lei Anticorrupção (Lei Federal 12.846/2013), a Petrobras passou a fazer este ano apurações a partir do chamado PAR, processo administrativo de responsabilização. Ao longo deste ano, foram abertas 11 investigações para apurar atos irregulares de fornecedores, dos quais seis já foram concluídas estipulando eventuais sanções e multas.

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As irregularidades não são necessariamente corrupção. “A Lei Anticorrupção traz uma série de atos lesivos. Por exemplo, se uma empresa contratada pela Petrobras vai apresentar documentação para receber uma medição de um contrato e entrega um documento falso. A Petrobras, detectando isso nos seus controles internos, vai abrir um processo e aplicar alguma sanção”, explicou Zenkner.

Pedido de desculpas

Ainda durante o evento, foi anunciado o envio de 2 mil cartas pedindo desculpas a empregados que participaram de procedimentos investigatórios internos nos últimos anos. Esses funcionários nunca haviam sido comunicados dos resultados dessas apurações, nas quais não houve responsabilização.

Zenkner anunciou algumas novidades para 2020, como o lançamento de um aplicativo de integridade que reunirá diversos conteúdos: legislação anticorrupção, artigos, pesquisas sobre compliance, relatos de bons exemplos da Petrobras e podcasts. Além disso, um jogo está em desenvolvimento e será usado para treinamento interno envolvendo os empregados de forma mais lúdica. A Petrobras também já prepara, para o próximo ano, mudanças nos seus procedimentos de apuração.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Economia
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