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Polícia Federal

Operação Miopia combate evasão de divisas e lavagem de dinheiro no Paraná

Publicado

Foz do Iguaçu/PR – A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram hoje (8/8) a Operação Miopia, com o propósito de desarticular uma organização criminosa transnacional especializada na prática de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As contas bancárias das empresas controladas pela organização criminosa investigada movimentaram mais de R$ 6,5 bilhões de origem ilícita somente no período de 2010 a 2018.

Policiais federais deram cumprimente a 26 ordens judiciais, sendo 11 mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão em Foz do Iguaçu e São Paulo/SP. As medidas judiciais foram expedidas pela A 9a. Vara Federal de Curitiba.

As investigações, resultado de quatro inquérito policiais, tiveram como foco quatro grupos criminosos que atuavam de forma autônoma e/ou interdependente e utilizavam contas bancárias de interpostas pessoas, física e jurídica fantasma, para receber vultosos valores de interessados em adquirir mercadorias, drogas e cigarros provenientes do exterior, especialmente do Paraguai.

O dinheiro “sujo” era creditado nas contas controladas por cada um dos grupos investigados, no Brasil, e posteriormente utilizado para pagar, em reais, aqueles que disponibilizaram moeda estrangeira no Paraguai (operações dólar-cabo) e/ou enviado para o exterior por intermédio de ordens de pagamento internacionais emitidas por instituições financeiras diversas. Essas ordens de pagamento eram realizadas com base em contratos de câmbio manifestamente fraudulentos, celebrados com empresas “fantasmas” que nem sequer possuíam habilitação para operar no comércio exterior.

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A operação, batizada de Miopia, é um desdobramento da operação Hammer On, deflagrada pela Polícia Federal e pela Receita Federal em Foz do Iguaçu, em 2017. Nesta operação, além da investigação abranger os operadores financeiros e os seus clientes (traficantes, empresários, “cigarreiros” do Brasil e os seus pares no Paraguai), foram identificadas as instituições financeiras que deixaram de cumprir regras de “compliance” e possibilitaram que milhões de reais de origem espúria fossem remetidos para o exterior. Os responsáveis por essas instituições financeiras fechavam operações de câmbio sem se preocupar com a origem dos valores que lhes eram remetidos, condutas essas que revelam que tinham uma visão míope do real cenário em que operavam.

Inicialmente, dois dos grupos investigados transferiam  valores para empresas importadoras “fantasmas” e, em seguida, sob o pretexto de pagar importações fictícias, contava com o auxílio de determinadas instituições financeiras (corretoras de câmbio) para remeter esses recursos para o exterior, especificamente para as contas bancárias tituladas pelos fornecedores das empresas paraguaias.
Os responsáveis por estas instituições financeiras fechavam operações de câmbio, sem se preocupar com a origem ilícita dos valores. Nesse caso, a remessa para o exterior ocorre com a finalidade precípua de concluir o pagamento em benefício das exportadoras chinesas e estadunidenses para quem a casa de câmbio paraguaia incumbiu-se de enviar os dólares que lhe foram entregues, em espécie, por grandes empresas paraguaias (importadoras).

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 Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e operação irregular de instituição financeira.

Haverá coletiva de imprensa às 10h30, de hoje, na sede da Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR, com a participação de representantes da Polícia Federal e da Receita Federal.

Fonte: Polícia Federal
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PF combate exploração sexual infantojuvenil pela internet

Publicado

Belo Horizonte/MG – A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (23/8) a Operação Pega Pega III, para combater a veiculação de conteúdo de exploração sexual de crianças e adolescentes pela internet.

Foram cumpridos quatro mandados judiciais de busca e apreensão, todos expedidos pela 35ª Vara Federal de Belo Horizonte/MG. Dois mandados foram cumpridos em Belo Horizonte, um em Mateus Leme/MG e um em Guanhães/MG.

Foram apreendidos telefones celulares e algumas mídias computacionais. Não houve prisões em flagrante.

A deflagração de hoje decorre de investigações relativas a materiais apreendidos nas duas fases anteriores da Operação, desencadeadas em 13 de março e 24 de abril deste ano.

 

[email protected] | www.pf.gov.br

Fonte: Polícia Federal
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Polícia Federal

PF deflaga a 2ª fase da Operação Tríplice Aliança

Publicado

Maceió/AL – A Polícia Federal desencadeou nesta sexta-feira (23/8) a segunda fase da Operação Tríplice Aliança, com o objetivo de apurar a prática de crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de entorpecentes e organização criminosa. Estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão, todos em Maceió, expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

Até o momento, foram apreendidos 18 veículos, realizado bloqueio de contas até o valor de R$ 420 mil, bem como sequestro de outros 6 veículos.

RELEMBRE
A Polícia Federal, conjuntamente com a Polícia Civil (Divisão Especial de Investigações e Capturas – DEIC/AL) e a Polícia Militar de Alagoas (Batalhão de Operações Especiais – BOPE/PMAL), deflagrou em maio de 2019 a fase ostensiva da Operação Tríplice Aliança, para desarticular um grupo criminoso voltado à prática de delitos de tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro, roubo de veículos, assalto a banco e estelionato em Maceió/AL, Arapiraca/AL e Jaboatão/PE.

 

Contato: 3216-6723 / 82-99327-7671

Fonte: Polícia Federal
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