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Operação do Ibama intercepta madeira nativa ilegal na região Amazônica de Mato Grosso

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Operação do Ibama intercepta madeira nativa ilegal na região Amazônica de Mato Grosso

Uma ação fiscalizatória conduzida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Mato Grosso interceptou o escoamento ilegal de madeira nativa na região do município de Aripuanã, noroeste do estado.

No decorrer da operação, realizada no âmbito do Grupo de Combate ao Desmatamento da Amazônia (GCDA), os agentes ambientais identificaram o armazenamento da madeira em pátio abandonado na área urbana municipal, onde se concentram grandes serrarias.

O pátio fantasma servia aos madeireiros como depósito, onde a madeira era escondida para despistar a fiscalização. No momento de menor vigilância, os infratores realizavam beneficiamento e transporte do produto para o mercado clandestino.

A ação dos agentes impediu que o um total de 837 m³ de madeira fosse escoado e incorporado ilegalmente aos sistemas de controle. Do volume total, 763 m³ estavam ainda em estado bruto, em toras, enquanto o restante já havia sido serrado. O produto florestal apreendido foi calculado em mais de R$ 250 mil.

Destinação da madeira

A madeira apreendida foi doada à Prefeitura Municipal de Aripuanã, visando ao benefício direto da comunidade. A doação sumária do produto está amparada legalmente na Instrução Normativa Ibama nº 19/2023. 

Segundo a administração municipal, o recurso será destinado a obras sociais, com destaque para a revitalização de pontes na zona rural e urbana. Essa medida não apenas pune o infrator com a perda do bem, como transforma o produto do crime ambiental em benefício direto para os cidadãos que sofrem com a precariedade da infraestrutura local. 

Importância Estratégica no Combate ao Desmatamento

As ações conduzidas pelo GCDA têm sido a principal estratégia de enfrentamento à destruição do bioma amazônico. A presença dos agentes do Ibama durante todo o ano, inclusive no chamado inverno amazônico (período de chuvas), objetiva intimidar a ação dos grupos criminosos que atuam na região. 

Outras ações ocorrerão no bioma, como fiscalizações em áreas de desmatamento, incluindo terras indígenas, no contínuo objetivo pela queda nas taxas de desmatamento ilegal.