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Internacional

ONU pede fim do financiamento ao carvão e apoio à energia renovável

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu que países deixem de financiar o setor de carvão e se comprometam a não construir novas usinas movidas pelo combustível fóssil, para que uma mudança rumo à energia limpa seja possível.

As declarações foram feitas em cúpula virtual sobre transição energética, envolvendo 40 países que representam 80% do uso de energia e emissões de gases de efeito estufa. Eles discutiram maneiras de impulsionar a economia, reduzir emissões e tornar os sistemas energéticos mais resilientes às mudanças climáticas.

À medida que países tentam reabrir suas economias em meio à desaceleração causada pela pandemia de covid-19, governos e investidores pedem que os pacotes de recuperação sejam focados, em parte, em estímulos “verdes”. A União Europeia e a Coreia do Sul já se comprometeram com programas de recuperação voltados ao meio ambiente.

Guterres afirmou que alguns países usaram pacotes de estímulos para fornecer apoio a empresas de combustíveis fósseis que já passavam por problemas financeiros, e que outros optaram por fortalecer as usinas movidas a carvão.

“O carvão não tem vez nos planos de recuperação da covid-19”, disse Guterres em discurso virtual na cúpula, organizada pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).

Para ele, os argumentos a favor de energias renováveis são melhores do que os pró-carvão em praticamente todos os mercados, e empregos relacionados à proteção do meio ambiente e ao crescimento sustentável são fatores cruciais.

Os custos de energias renováveis, como eólica e solar, tiveram forte queda ao longo da última década.

A China, segunda maior economia do mundo e maior produtora global de carvão, disse que está comprometida com um desenvolvimento limpo, eficiente e de baixo teor de carbono no setor energético.

Enquanto isso, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Dan Brouillette, afirmou que se opõe a qualquer proibição a combustíveis que produzem emissões de gases de efeito estufa.

“As renováveis não conseguem, por si só, garantir um fluxo confiável de energia para qualquer nação”, disse. “Resumindo, toda nação pode se beneficiar de um ‘mix’ mais amplo de combustíveis para manter sua rede funcionando. Se uma fonte não é tão limpa, a inovação busca torná-la mais limpa e, por fim, totalmente limpa”, disse o secretário.

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Internacional

ONU se declara disposta a investigar desastre em Beirute

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beirute
Arquivo pessoal/Bárbara Saleh

A mega explosão aconteceu no principal porto de Beirute


A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que estaria disposta a lançar uma investigação internacional sobre a explosão que devastou Beirute, capital do Líbano, mas que ainda não recebeu tal pedido do governo libanês.


O porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq, disse a repórteres, nesta sexta-feira (07), que “certamente estamos dispostos a ajudar as autoridades libanesas, como quiserem”.

Cerca de 50 libaneses proeminentes, representando sociedade civil e grupos ativistas, enviaram uma carta ao Secretário-Geral da ONU, Antonio Guterres, pedindo ao Conselho de Segurança que estabeleça uma comissão internacional para  apurar as causas do desastre.

A carta também pede ao conselho que estabeleça uma comissão e um fundo fiduciário para conduzir um levantamento detalhado dos danos, fornecer ajuda às vítimas e supervisionar a reconstrução da capital Beirute.

Fonte: IG Mundo

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Internacional

Chega a 17 número de mortos em acidente aéreo na Índia

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Pelo menos 17 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas quando um avião de passageiros da Air India Express, que repatriava cidadãos indianos que estavam afastados do país por conta da pandemia de covid-19 ultrapassou a pista ao aterrissar durante uma forte chuva na cidade de Calicute, no sul do país, nesta sexta-feira (7), disseram autoridades.

O Boeing 737, que operava um voo de Dubai para o Aeroporto Internacional de Calicute levava 190 passageiros e tripulantes, afirmou o Ministério de Aviação em nota. Entre os passageiros, havia 10 crianças.

Imagens de televisão mostraram equipes de resgate se movimentando pelos destroços no meio da chuva, que ainda era forte. A aeronave estava partida em pelo menos dois pedaços depois que a fuselagem da aeronave se rasgou e caiu em um barranco aproximadamente 12 metros abaixo, disseram as autoridades.

“Por conta das condições climáticas, ele não pôde pousar da primeira vez, então ele fez a volta e tentou a aproximação por uma direção diferente”, disse o ministro da Aviação Civil, Hardeep Singh Puri, ao canal DD News, acrescentando que apenas uma investigação revelaria as causas do acidente.

Puri disse que as autoridades conseguiram resgatar a maior parte dos passageiros, pois a aeronave não pegou fogo enquanto descia a ladeira no final da pista de pouso, que fica num morro.

Tais pistas são localizadas em altitude e têm quedas bruscas em uma ou nas duas pontas.

“A boa notícia é que o avião se partiu e assim conseguimos acessar os passageiros”, disse Puri. Segundo o ministro, as operações de resgate estavam finalizadas.

O gabinete do ministro-chefe do estado de Kerala, onde o aeroporto está localizado e que é lar de um grande número de indianos trabalhando no Oriente Médio, anunciou que, além dos 17 mortos, os 173 demais haviam sido hospitalizados.

Pior acidente em 10 anos

Foi o pior acidente aéreo da Índia desde 2010, quando um voo da Air India Express, vindo de Dubai, excedeu a pista alta em Mangalore, uma cidade no sul, e desceu morro abaixo, matando 158 pessoas.

Informações da imprensa sugerem que o avião deslizou para fora da pista em Calicute, batendo com a parte da frente no chão.

A Boeing anunciou que estava reunindo mais informações sobre o incidente, monitorando de perto a situação e oferecendo assistência a seu cliente.

A Índia, que paralisou todas as viagens aéreas no fm de março para tentar conter o novo coronavírus, reiniciou as viagens de maneira limitada. O voo Air India Express AXB1344 era uma operação do governo de repatriação de cidadãos indianos que não conseguiam voltar para casa por conta das restrições de viagem.

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