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Opinião

ONOFRE RIBEIRO – O que vem por aí

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A reforma da Previdência ainda não está consolidada porque não foi votada por completo. Mas está sendo vista como um bom sinal de que o Brasil, afinal, resolveu enfrentar alguns dos seus obstáculos de natureza da segurança jurídica.

Será inevitável na sequência a reforma tributária e, ainda neste ano, o pacote anti-crime do ministro Moro. Aos olhos de nós brasileiros isso pode não parecer muito. Mas para os mercados mundiais e para os internos, representam sinais de que haverá segurança jurídica pra negócios no país. Bom lembrar que em 2015 o Brasil perdeu o grau de confiabilidade para investimentos das três agências internacionais de classificação. Perdeu mais pela crise política que gerava uma enorme crise econômica no governo Dilma Rousseff.

As mesmas agências já falam em rever posição diante da simples possibilidade da reforma da previdência passar em breve. No máximo até setembro.

A grande verdade é que o Brasil é um país hostil para receber investimentos e a abrir-se aos mercados mundiais. Herança dos tempos militares quando o sentido era o de proteger as empresas brasileiras. Era outro tempo. Tudo mudou.

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O Brasil é um dos países mais fechados do mundo para negócios. Tanto dentro como pra fora.  O Estado é paralítico e hostil. A desregulação da economia abrirá caminhos para os investimentos mundiais. Lembrando que hoje que o mundo tem estoques de dinheiro acumulados como nunca teve. É dinheiro que procura pátrias para investimentos.

O Brasil é carente de grandes investimentos em infraestrutura de rodovias, de ferrovias, de portos, de aeroportos, de hidrovias, de pesquisa e de exploração mineral, além dos seus imensos ativos ambientais que demandam investimentos de pesquisa e de exploração sustentável.

O que temos é um futuro promissor no curto prazo. A onda das transformações que estão acontecendo em rede parece invisível, mas é enorme. Morre lentamente um país velho e nasce rapidamente um país novo, mais antenado com o mundo moderno. Não há como ser pessimista neste momento. Nem mesmo quando tudo parece indicar direção contrária. Não tem mais volta!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso – o[email protected]    www.onofreribeiro.com.br

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Opinião

EDUARDO PÓVOAS – O fim da Piracema

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Esta não seria diferente das outras tantas que já convivemos no passado. Acaba cheia de dúvidas para aqueles que estão “arretados” para mergulhar um anzol, tais como; pescaria do dourado liberada? não, o Governo não liberou a pescaria do dourado.

Há mais de cinco anos que o dourado tornou-se proibitivo de ser embarcado, restou a ele procriar-se de maneira desenfreada, e segundo o homem pantaneiro (este sim vive, sabe e orienta doutores de Nova York, de Paris de Londres), como é que se comporta a bacia pantaneira. Nada nesta bacia com exceção de números de estatística deve ser levado da cidade para lá, e sim obedecer tudo, absolutamente tudo o que nos informa a sabedoria inigualável do pantaneiro.

Vejamos: em conversa com um velho e querido amigo das barracas do Cuiabá abaixo, deixou-me perplexo quando este cidadão começou a falar sobre o nível da água no pantanal, sobre a proliferação desordenada do jacaré e do dourado.

Começou a conversa assim: Eduardo o Manso tem ajudado a acabar com o peixe do pantanal. Perguntei à ele: por que Chico você diz isso? Respondeu-me. Eles soltam a agua que vem rio abaixo o peixe aqui pensa que “Xuva” e desova. Depois fecha a agua. O peixe fica louco sem saber se é “xuva” se desova ou não.

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Respeito a opinião de um técnico, mas respeito mais a de um homem que vive ali há mais de 60 anos.

E foi além: Você tá vendo Eduardo o tanto de dourado tem no rio? Esse peixe tá comendo todos os lambaris, Jejum sardinhas, tudo comida de peixe liso, além da quantidade de jacaré que nem medo da gente tem mais.

Eu presenciei isto ao vivo. Se não acredita de um pulinho entre o Porto Cercado e o Porto Jofre e você vai presenciar cenas que você jamais esquecerá.

Tá na hora ou passando dela, do Governo do Estado liberar a pesca do Dourado, e vou além, junto com a Universidade Federal de Mato Grosso, começar a pensar e um projeto sócio ecológico, com supervisão da Policia Federal, da diminuição da exagerada população de jacarés do pantanal.

Ou daqui a pouco tempo o ser humano passara a ser atacado por ele.

Respeitem a opinião do pantaneiro, único que pode de cátedra dar aula sobre o pantanal.

EDUARDO PÓVOAS- PÓS GRADUADO PELA UFRJ.

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Opinião

EMANUEL PINHEIRO – Mauro só pensa em desconstruir. Menos irritação e mais trabalho, governador!

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Definitivamente, o governador Mauro Mendes está tendo dificuldade de fazer oposição a uma gestão que tem entregas, apresenta resultados e, por gostar tanto de gente, avança na prioridade aos mais carentes. Na política, a especialidade do Mauro é desconstruir. Só assim ele consegue se afirmar como o salvador, aquela figura antiga que para existir precisava de uma sociedade acéfala e subjugada.

Como já percebeu que a teoria da “terra arrasada” não vai funcionar para desconstruir nossa gestão, ele se desespera. E randomicamente sai testando linhas de ataques ao sabor do seu descontrole e permanente irritação, mas elas sempre se enfraquecem por falta de fundamento. Vale notar que os ataques frequentemente são pessoais, o que não condiz com a estatura de um governador.

Basta pesquisar na internet para ver como os ataques na imprensa à minha pessoa têm sido recorrentes, pessoais e infundados. Mauro já disse que eu era preguiçoso (vejam que nível semântico!), mas viu logo que a estratégia estava errada, pois há um reconhecimento amplo de que nossa gestão é de trabalho recorde, em todas as áreas. Aí abandonou essa estória. Mas na mesma linha, me chamou de mentiroso, para depois se dar conta que a alcunha não iria colar em um prefeito que está entregando muito mais do que prometeu, como se constata em levantamentos feitos pela imprensa.

Às vezes parece aflorar no Mauro um traço até de ciúme juvenil. Feito aquele menino rico e mimado que quer mandar no jogo, mas esquece de combinar com a torcida. Parece incomodá-lo de verdade que um prefeito possa estar indo além do que ele fez como gestor de Cuiabá. Com a perspectiva da inauguração do HMC Mauro ventilou a notícia de que não iria comparecer, por não gostar de inaugurações. Lembram disso? Mas aí a cidadania cuiabana resgatou fotos dele inaugurando até parada de ônibus em posto de gasolina, quando era prefeito. E na inauguração do HMC lá estava o Mauro, sempre irritado, tentando chamar o protagonismo para si, mesmo se tratando de uma obra que deixou incipiente e em estado de abandono. Depois disso, danou-se a inaugurar as obras do Pedro Taques. (Pelo visto essa tal de “reconstrução” é seletiva).

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Recentemente, deu para falar e orientar seus áulicos a propagarem o seguinte: a cidade está quebrada e o próximo mandatário enfrentará o caos. Mais uma bola fora. Cuiabá tem os gastos dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal, baixo nível de endividamento, e consegue viabilizar financiamentos porque tem credibilidade e capacidade de pagamento comprovada. Com transparência, licitamos um montante expressivo de recursos nos últimos anos, conseguindo economizar mais de R$ 230 milhões nesses procedimentos.

A diferença da nossa gestão é que fazemos tudo isso valorizando e pagando em dia os servidores, pois eles também movimentam a economia, além de cumprirem a sagrada missão de atender a população. Servidor não é problema; é solução!

As declarações de hoje são mais do mesmo. Ou mais do Mauro. Ele tenta colocar a pecha da corrupção na nossa gestão na base do “se colar colou”, usando suas já manjadas técnicas de desconstrução. E não vai dar certo outra vez. Porque não tem base na verdade nem na percepção dos cuiabanos, que são justos por natureza.

Infelizmente, são declarações irresponsáveis. Merecem tão pouco crédito tais acusações que o Mauro, se fazendo de desentendido, fala da Operação Sangria, criada para investigar um esquema envolvendo licitações e contratos que vieram – pasmem – da própria gestão dele na Prefeitura. Sem nenhuma denúncia até o início de 2017, honrei de boa-fé os compromissos assumidos por ele. Faço essa anotação apenas para ilustrar que com esse mix de sentimentos mal resolvidos do Mauro (irritação, angústia, ciúme, leviandade, raiva) não está dando para levá-lo a sério.

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Ele cita ainda uma operação com a qual não tenho nada que ver e traz a questão da Santa Casa, a mesma que na inauguração do HMC ele disse ser de responsabilidade da iniciativa privada. Aliás, na área da Saúde cheguei a pensar que uma disputa entre Governo e Prefeitura seria benfazeja para a população, mas com o Mauro esse tipo de competição não vira debate, vira bate-boca e isso não traz ganhos para a sociedade.

Por fim, Mauro revela baixa estatura para o cargo de governador ao fazer eco a “conversas de corredores”, as chamadas fofocas. Mais uma vez é preciso dizer: essa postura não combina com a responsabilidade exigida pelo cargo que ocupa. Muito menos com o tamanho histórico de um homem como Dante de Oliveira e tantos outros gigantes que representaram nossa bandeira.

Em bares e corredores, se conversa de tudo, é verdade. Tem gente relatando que o Mauro Mendes foi até um bom prefeito, mas ainda não encontrou a chave para ser um grande governador. São comentários comezinhos, não é por isso que devam se transformar em notícias embasadas em forma de críticas nos noticiários.

Mauro criou para si a imagem do redentor, mas felizmente esse cenário sombrio no qual maneja a desconstrução de seus opositores não serve para a Cuiabá de hoje e do futuro. Meu conselho é que ele trabalhe mais, e com mais alegria, pelo nosso estado. Cuiabá está no caminho certo e com um futuro alvissareiro.

Emanuel Pinheiro é prefeito de Cuiabá

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