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Internacional

Onda de calor extremo deixa pelo menos 25 mortos na Índia

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Onda de calor extrema atinge a índia e deixa 25 mortos
Reprodução: pixabay

Onda de calor extrema atinge a índia e deixa 25 mortos

Pelo menos 25 pessoas morreram por insolação na Índia devido à forte onda de calor que atinge o país desde o fim de março em Maharashtra, seu Estado mais rico, cuja capital é Mumbai, informaram autoridades locais.

O número de falecidos é o mais alto dos últimos 5 anos. As autoridades consideram provável haver mais vítimas de insolação em outras partes do país, ao passo que as temperaturas têm ultrapassado os 40 ºC, numa época em que não costuma fazer tanto calor na Índia. Grande parte das mortes em Maharashtra ocorreram em áreas rurais.

Segundo as autoridades, no Estado oriental de Odisha, um homem de 64 anos morreu de insolação em 25 de abril e vários outros residentes foram atendidos pelos médicos. Em Subarnapur, o distrito mais quente de Odisha, a temperatura máxima foi de 43,2 ºC nesta terça-feira (3).

Os cientistas associaram o início precoce de um verão intenso às mudanças climáticas e dizem que mais de 1 bilhão de habitantes da Índia e do vizinho Paquistão estão, de uma forma ou outra, vulneráveis ​​ao calor extremo.

“Antes do aumento das temperaturas globais, teríamos experimentado o calor que fez na Índia em abril cerca de uma vez a cada 50 anos” , explica Mariam Zachariah, do Imperial College, em Londres. Agora, tal evento ocorre a cada 4 anos. Enquanto a emissão de gases de efeito estufa não for sustada, ele ocorrerá com ainda mais frequência, dizem os cientistas.

Quedas de energia

Até as famílias mais ricas, com mais condição aquisitiva e possibilidade de adquirir aparelhos de ar-condicionado, estão sofrendo com o calor. Isso por conta das chuvas frias de monções previstas apenas para junho e quedas de energia cada vez mais frequentes em algumas partes da Índia.

À medida que a demanda por energia aumenta, as empresas geradoras estão enfrentando escassez extrema de carvão, do qual o país é muito dependente. O governo pede que elas intensifiquem as importações.

Quebra na safra de trigo

Após 5 anos consecutivos de recordes, a Índia, que é o 2º maior produtor de trigo do mundo, deve perder seu posto no ranking por conta do calor intenso, que já demonstra impactar a safra deste ano.

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Nos Estados de Punjab, Haryana e Uttar Pradesh, já houve uma queda de 10% a 35% na produção, devido à onda de calor precoce, conforme o jornal The Economic Times.

Março mais quente em um século 

O último mês de março foi registrado como o mais quente em mais de 100 anos na Índia. A temperatura máxima em todo o país subiu para 33,1 ºC, quase 1,86 ºC acima do normal, de acordo com o Departamento Meteorológico da Índia. Muitas partes do norte, oeste e leste tiveram temperaturas acima de 40°C.

O corpo de bombeiros informou que alguns aterros sanitários pegaram fogo devido ao calor e ao acúmulo de gases. Na capital, Nova Délhi, o aterro sanitário de Bhalswa –que cobre uma área de mais de 50 campos de futebol e tem uma pilha de detritos mais alta que um prédio de 17 andares– ficou em chamas por dias, encobrindo a área com fumaça tóxica.

Algumas escolas tiveram que fechar. Crianças e idosos, em particular, apresentaram problemas respiratórios em razão dos gases, informou a emissora de TV India Today.

Paquistão alerta para inundações

No Paquistão, país vizinho da Índia, as autoridades alertaram para inundações devido ao rápido derretimento da neve nas montanhas Hindu Kush.

O governo local colocou em alerta a autoridade de defesa civil. De acordo com a ministra de Mudanças Climáticas do Paquistão, Sherry Rehman, a quantidade de chuva em 2022 foi menos da metade da dos anos anteriores.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Queda de geleira: Itália encontra novos corpos em Marmolada

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Vista do maciço da Marmolada, extremo-norte da Itália
Reprodução/Ansa – 04.07.2022

Vista do maciço da Marmolada, extremo-norte da Itália

Socorristas encontraram e recuperaram nesta quarta-feira (6) novos restos mortais na área do glaciar da Marmolada, onde o desabamento de um bloco de gelo fez pelo menos sete vítimas no último domingo (3).

A hipótese é de que os corpos sejam de alguns dos cinco alpinistas que ainda estão desaparecidos. “Mais detalhes serão fornecidos em uma coletiva de imprensa”, afirmou o governo da província de Trento, onde fica a geleira.

Também não se sabe ainda a quantas pessoas pertencem os restos mortais tirados da montanha. “Temos a obrigação moral de restituir os corpos às famílias, é o empenho que eu o presidente da província de Trento, Maurizio Fugatti, assumimos”, comentou nesta quarta o governador do Vêneto, Luca Zaia.

As buscas são feitas com o auxílio de drones equipados com câmeras térmicas, mas o calor na região nesta época do ano torna as operações mais perigosas devido ao risco de novos desmoronamentos.

O desabamento ocorreu no glaciar da Marmolada, montanha de maior altitude das Dolomitas, com 3.343 metros, em meio a uma das piores secas das últimas décadas na Itália, com drásticas reduções na cobertura nevosa das geleiras.

Um estudo científico divulgado em meados de junho aponta que a camada de neve no glaciar no fim de maio era de 714 milímetros, número 50% menor que a média do período. Além disso, a geleira já perdeu mais de 80% de seu volume nos últimos 80 anos, e previsões apontam que ela pode desaparecer antes de 2050.

Tanto o premiê Mario Draghi quanto o presidente Sergio Mattarella atribuíram o desmoronamento do último domingo à crise climática.

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Internacional

Canadá é primeiro país a ratificar adesão de Finlândia e Suécia à Otan

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Líderes da Otan se reunidos em Bruxelas
Reprodução/Ansa – 24.03.2022

Líderes da Otan se reunidos em Bruxelas

O Canadá se tornou o primeiro país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a ratificar a adesão de Finlândia e Suécia, que decidiram se juntar à aliança militar para se proteger de eventuais agressões da Rússia.

“O Canadá tem plena confiança na capacidade de Finlândia e Suécia de se integrar efetiva e rapidamente à Otan e contribuir para a defesa coletiva da aliança”, disse o premiê Justin Trudeau em um comunicado divulgado na última terça-feira (5).

O Parlamento canadense já havia aprovado a entrada dos dois países escandinavos no início de junho, de forma que bastou um ato administrativo da ministra das Relações Exteriores, Mélanie Joly, para ratificar a adesão.

“Queríamos ser o primeiro país a ratificar”, disse um porta-voz da chanceler.

O protocolo de adesão de Finlândia e Suécia foi assinado pelos países-membros da Otan na manhã da última terça, mas o ingresso ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos dos outros 29 integrantes da aliança, em um processo que pode levar até um ano.

Helsinque e Estocolmo mantinham uma histórica política de neutralidade militar entre o Ocidente e a Rússia, porém abandonaram essa estratégia depois da invasão à Ucrânia.

Moscou, por sua vez, já disse que o ingresso das nações escandinavas na Otan não representa por si só uma ameaça, mas deixou claro que sua reação vai depender da presença militar da organização, especialmente na Finlândia, que compartilha 1,3 mil quilômetros de fronteira com a Rússia.

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Fonte: IG Mundo

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