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Oito meses após zerar casos, Fernando de Noronha confirma 1ª morte por Covid-19

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Fernando de Noronha (PE) registrou primeira morte por Covid-19
Agência Brasil

Fernando de Noronha (PE) registrou primeira morte por Covid-19

Foi confirmada nesta sexta-feira (22) a primeira morte em decorrência da Covid-19 em Fernando de Noronha , José Bezerra da Silva Filho, de 62 anos, servidor da administração do arquipélago. Ele chegou a ser levado a Recife pela gravidade do seu caso, mas não resistiu. O óbito de José Bezerra foi comunicado à Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES).

A morte do servidor acontece pouco mais de oito meses após Fernando de Noronha ter zerado os casos de Covid-19 no início da pandemia após fechar a ilha . A primeira contaminação no arquipélago ocorreu em 27 de março, e menos de dois meses depois a situação foi controlada. Com as flexibilizações em todo o país e a volta dos turistas para Noronha, bem como a maior circulação dos locais, os casos voltaram a acontecer, provocando o primeiro óbito somente nesta sexta, quando o Brasil já registra 215.243 vítimas da Covid-19 .

Até o último dia 20 de janeiro, 377 casos de Covid-19 foram confirmados em Noronha, sendo 296 moradores da ilha e 81 casos importados, isto é, pessoas de fora que contraíram a doença.

“Seu Bezerra, como era conhecido na ilha, vinha trabalhando, nos últimos anos, como motorista do Posto de Saúde da Família, dando suporte aos demais profissionais da saúde, sobretudo durante as ações de combate à pandemia do novo coronavírus, no arquipélago”, lamentou o administrador de Fernando de Noronha, Guilherme Rocha , em nota divulgada nas redes sociais.

“Deixamos aqui o nosso reconhecimento e gratidão pela dedicação que Seu Bezerra sempre teve no desempenho de suas atividades, especialmente nesse difícil período de enfrentamento da Covid-19. À família, aos amigos e aos colegas de trabalho de Seu Bezerra, que seguem na árdua missão de salvar vidas, os nossos mais sinceros sentimentos”, completou.

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SP: para evitar aglomerações, prefeito decide apagar postes de iluminação

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Prefeito de Guarani d'Oeste, São Paulo
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Prefeito de Guarani d’Oeste, São Paulo

Em São Paulo , o prefeito Nilson Timporin Caffer (PTB), de Guarani d’Oeste, declarou que os postes de iluminação público serão desligados para evitar aglomerações nas ruas durante o fim de semana, com o propósito de diminuir a disseminação do novo coronavírus . O município fica cerca de 523 km de capital paulista e tem aproximadamente 2 mil habitantes, segundo o IBGE. As informações foram apuradas pelo Uol. 

A medida começou a valer na noite de sábado (06) e foi anunciada por um vídeo feito pelo prefeito e divulgado em suas redes sociais. “Olá, população de Guarani d’Oeste. A nossa energia da rua será desligada hoje às oito e meia e só será religada na segunda-feira. Obrigado a todos”, disse. 

Após anúncio, o desligamento ocorrerá na região central, em ruas ao redor da Igreja Matriz. Local é tido como principal ponto de encontro da cidade.   “Eu não tenho que saber o que a população pensa neste momento de crise. Em novembro do ano passado, fui escolhido para continuar cuidando da cidade da melhor maneira possível. Se for tomar uma atitude, que seja para valer ou não tome”, declarou. 

O abastecimento de energia da cidade é função de uma concessionária privada, porém, a gestão da iluminação pública é de responsabilidade da Prefeitura, de acordo com Caffer. “Com a iluminação desligada, a gente espera que as pessoas fiquem seguras em casa. Apaguei para estimular que as pessoas mudem de hábito neste momento de crise”. 

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Segundo os dados divulgados pela diretoria da Saúde , localidade chegou à marca de 157 casos do novo coronavírus confirmados. Cerca de 13 pessoas estão em tratamento domiciliar, sendo que uma delas, é uma criança de um ano. Desde o início da pandemia , três óbitos foram registrados na cidade. 

Guarani d’Oeste não possui as estruturas necessárias para atender casos considerados graves. Lá existe apenas uma Unidade Básica de Saúde. Com isso, um centro de triagem foi montado para atender pacientes que apresentem problemas respiratórios. 

 “A gente tem feito nossa parte oferecendo médicos e estrutura. Mas se precisar levar casos graves para UTI, não existem vagas na região. Está tudo lotado”, disse o prefeito. 

Foi publicado um decreto pela Prefeitura de Guarani d’Oeste, que é bem mais severo do que a fase vermelha do Plano São Paulo. Está sendo permitido somente o funcionamento de serviços essenciais, aulas nas redes púbica e privada de ensino estão suspensas. Decreto é valido até 21 de março. 

“Durante a semana, a iluminação ficará ligada normalmente, mas se não respeitarem a restrição de circulação, a gente apaga as luzes novamente. É preciso cuidar da vida. O dia que morrermos vamos ficar na escuridão eterna”, afirmou. 

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“Rachadinhas”: Bolsonaro fez transações com Queiroz semelhantes às de Flávio

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Jair e Flávio Bolsonaro, seu filho mais velho, investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro
Carolina Antunes/PR

Jair e Flávio Bolsonaro, seu filho mais velho, investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro

O presidente Jair Bolsonaro fez transações semelhantes às que levantaram suspeitas contra o seu filho, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), na investigação do caso das ” rachadinhas “. Parte dessas movimentações foram identificadas na quebra dos sigilos bancário e fiscal anulada pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo os dados, Jair Bolsonaro fez uso de dinheiro vivo para ajudar o filho Flávio a adquirir imóveis, e uma funcionária de seu antigo gabinete na Câmara dos Deputados abastecia as contas de Fabrício Queiroz , suposto operador financeiro do esquema das “rachadinhas”.

Os repasses identificados da família Queiroz para a conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro , que chamaram a atenção pelo alto valor , são maiores do que os comprovados para Fernanda Bolsonaro, dentista e mulher de Flávio.

A compra da casa da Barra da Tijuca do presidente também tem movimentações que indicam semelhanças com as transações que aprofundaram as investigações contra seu filho mais velho.

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Mencionado no material recolhido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro , Jair Bolsonaro não foi alvo das apurações, já que, em razão do cargo, só pode ser investigado por atos cometidos durante o mandato.

Flávio Bolsonaro é acusado pelo MP-RJ de liderar um esquema para ficar com parte do salário de 12 funcionários fantasmas em seu gabinete na Alerj entre 2007 e 2018, período em que Queiroz esteve subordinado ao senador como assessor.

Segundo o MP-RJ, foram desviados ao todo R$ 6,1 milhões dos cofres públicos, e R$ 2,08 milhões comprovadamente foram repassados para Queiroz. Investigadores dizem ainda que outros R$ 2,15 milhões sacados das contas dos supostos funcionários fantasmas podem ter sido disponibilizados para a organização criminosa.

A denúncia diz que os recursos da “rachadinha” no gabinete de Flávio circularam prioritariamente por meio de dinheiro vivo, e um dos meios de lavagem de dinheiro foi a aquisição de imóveis. Em janeiro deste ano, o filho mais velho do presidente fez sua 20ª transação imobiliária, adquirindo uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília , mesmo sem ter renda para financiá-la de acordo com as regras do próprio banco usado , o Banco de Brasília (BRB).

A defesa de Flávio Bolsonaro nega as acusações e diz que a denúncia do MP-RJ tem “erros bizarros”, e o Planalto não respondeu até a publicação da reportagem.

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