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Internacional

OEA elabora recomendações para eleições transparentes na Bolívia

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Representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) estiveram hoje (19) com a presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez, no Palácio do Governo, em La Paz, em um movimento de receber sugestões para elaborar um documento com recomendações que possam garantir um processo eleitoral legítimo, justo e livre no país. Outros atores políticos e representantes da sociedade civil devem contribuir com o organismo internacional, que deve divulgar o documento na próxima quinta-feira. 

A Bolívia passa por uma crise política e social desde que, no dia 20 de outubro, foram realizadas as eleições gerais. Em um processo com suspeitas de fraude, que posteriormente foram confirmadas por uma auditoria da OEA, Evo Morales venceu em primeiro turno, com uma margem apertada de vantagem sobre Carlos Mesa, o candidato opositor.

Após três semanas de protestos, no dia 10 de novembro, após a OEA divulgar o resultado da auditoria que apontava “falhas graves” e manipulação no processo eleitoral, Evo Morales renunciou, pressionado pelas Forças Armadas.

Jeanine Áñez, que era a segunda vice-presidente do Senado naquele momento, se autoproclamou presidente interina do país, uma vez que todos os políticos que ocupavam cargos importantes na linha sucessória haviam renunciado, entre eles o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado e o primeiro vice-presidente do Senado.

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“Faremos algumas recomendações na quinta-feira à tarde, assim que concluirmos a agenda de consultas com diferentes atores e setores e entendermos melhor as possibilidades e condições da Bolívia para garantir o processo eleitoral legítimo, justo e livre”afirmou Rodolfo Piza, chefe da delegação da OEA.

Piza afirmou ainda que o novo pleito deveria ter data definida o quanto antes e ser realizado o mais breve possível, sempre com respeito às garantias constitucionais. Além disso, afirmou que as recomendações estarão centradas em convocar o país à pacificação.

“Os países passam por etapas complexas e difíceis, a Bolívia não é exceção, tem problemas como todas as sociedades latino-americanas e a vontade é sempre de buscar a paz, o desenvolvimento, os direitos fundamentais e humanos e, claro, a democracia e os processos eleitorais justos, livres e que atendam aos padrões exigidos pelos tratados internacionais “, afirmou o chefe da delegação da OEA.

Direitos Humanos

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) informou hoje que enviará ao país uma missão de observação para avaliar o respeito aos direitos humanos no contexto da atual crise que o país atravessa.

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A missão acontecerá entre os dias 22 e 25 de novembro. Paulo Abrão, secretário executivo da CIDH, chefiará a delegação. Até o momento, foram registradas as mortes de 23 pessoas. Mais de 700 feridos desde o início das manifestações.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Internacional
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Integrantes do PCC fogem de prisão no Paraguai

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Nas primeiras horas deste domingo (19), 91 prisioneiros da Penitenciária Pedro Juan Caballero, no Paraguai, fugiram. Presume-se que tenham escapado da prisão por um túnel com a cumplicidade de autoridades. O chefe de Segurança e o diretor da instituição foram demitidos.

A ministra da Justiça, Cecilia Pérez, disse que “a possibilidade de envolvimento de agentes penitenciários corruptos” é alta na fuga dos 91 membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Impossível que eles não tenham visto a quantidade de areia em uma das celas. O túnel foi cavado de uma cela que vai para o lado da prisão. Não é possível que os funcionários não tenham visto uma saída no perímetro da penitenciária. Existe um conluio brutal óbvio”, disse a ministra Pérez.

A ministra da Justiça confirmou que o chefe de Segurança, Matías Vargas, e o diretor da penitenciária, Cristian González, foram demitidos. Também foram presos cinco guardas da prisão.

Ela adiantou que se encontrará com o presidente da República, Mario Abdo Benítez, para oferecer sua renúncia ao cargo de Ministro da Justiça. “A responsabilidade política deste ministério é minha e eu trabalho e devo ao Presidente da República, à cidadania e à opinião pública. O presidente tomará a decisão que ele deve tomar”, afirmou.

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Perez disse que, se o presidente determinar, ela continuará trabalhando para reverter “esses eventos sérios”, para que as responsabilidades sejam determinadas e as pessoas envolvidas sejam processadas.

O ministro do Interior, Euclides Acevedo, afirmou que a fuga foi uma libertação de prisioneiros. “Já nos dias anteriores vários dos fugitivos teriam deixado a prisão pela porta principal. Isso implica que, com efeito, toda a penitenciária está envolvida”.

Ele afirmou que a maioria dos 91 presos do PCC que escaparam da prisão “não saiu pelo túnel”. Os outros, segundo o ministro, “saíram pela porta da frente”.

Em 16 de dezembro, a ministra da Justiça, Cecilia Pérez, e o vice-ministro de Política Penal, Hugo Volpe, relataram a descoberta de um plano de voo para um suposto membro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com os dados fornecidos pelas autoridades, a quantia de até US$ 80 mil foi oferecida a agentes penitenciários ou membros das forças públicas para esse fim. Perez acrescentou que, segundo a inteligência, a fuga foi planejada para um preso da Penitenciária Regional Pedro Juan Caballero, em Amambay.

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* Com infomações da Agência de Informação do Paraguai

Fonte: EBC Internacional
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Internacional

Brasil trabalha com paraguaios na recaptura de presos fugitivos

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Após a fuga de 75 prisioneiros da Penitenciária Pedro Juan Caballero, no Paraguai, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, anunciou que o governo brasileiro está trabalhando junto com as força de segurança paraguaias para impedir a entrada dos criminosos no Brasil.

“Estamos trabalhando junto com as forças estaduais para impedir a reentrada no Brasil dos criminosos que fugiram de prisão do Paraguai. Se voltarem ao Brasil, ganham passagem só de ida para presídio federal”, disse Moro pelo Twitter.

Em outra postagem, o ministro disse ainda que está à disposição do Paraguai para ajudar na recaptura dos presos, que integram o Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Estamos à disposição também para ajudar o Paraguai na recaptura desses criminosos. O Paraguai tem sido um grande parceiro na luta contra o crime”, escreveu.

Fuga

Nas primeiras horas deste domingo (19), 75 prisioneiros escaparam da penitenciária por um túnel. Inicialmente, a ministra da Justiça do Paraguai, Cecilia Pérez, disse que 91 presos haviam fugido. Pouco depois, a ministra corrigiu o número de fugitivos para 75.

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O chefe de Segurança, Matías Vargas, e o diretor da penitenciária, Cristian González, foram demitidos. Também foram presos cinco guardas da prisão.

“Impossível que eles não tenham visto a quantidade de areia em uma das celas. O túnel foi cavado de uma cela que vai para o lado da prisão. Não é possível que os funcionários não tenham visto uma saída no perímetro da penitenciária. Existe um conluio brutal óbvio”, disse a ministra Pérez.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Internacional
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