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Economia

OCDE alerta para aumento da inflação por conta da variante Ômicron

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OCDE alerta para aumento da inflação por conta da variante Ômicron
Fernanda Capelli

OCDE alerta para aumento da inflação por conta da variante Ômicron

O surgimento da nova variante sul-africana Ômicron pode agravar falhas no suprimento de peças, pressionar a inflação e pôr o freio na retomada econômica global. O alerta consta em relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolimento Econômico (OCDE), que reúne alguns dos países mais ricos do mundo, divulgado nesta quarta.

A nova variante traz incerteza devido ao receio de que medidas restritivas, que comprometem o aquecimento das economias locais, voltem com força.

Segundo o órgão, a política prioritária deve ser uma ação coordenada para garantir acesso a vacinas contra a Covid-19 em escala global que, além de evitar o surgimento de novas cepas, facilitaria a retomada das atividades econômicas.

O comprometimento com um programa de vacinação global poderia, de acordo com a OCDE, ajudar a enfrentar alguns gargalos, como o desabastecimento de peças para a indústria, por dar novo vigor a empresas e impedir novos fechamentos de fronteiras.

“Manter a recuperação forte e nos trilhos implica lidar com um número de desequilíbrios mas, acima de tudo, significa gerenciar a crise sanitária por meio de uma melhor coordenação internacional, melhorando sistemas de saúde e significativamente intensificar programas de vacinação pelo mundo”, afirma Mathias Cormann, secretário-geral da OCDE.

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No Brasil, energia pressiona inflação

O cenário instável levou a OCDE a aumentar previsões de inflação para países do G-20, bloco que reúne as 20 maiores economias do planeta, de 3,9%, no relatório divulgado em setembro, para 4,4%. O movimento de correção das expectativas para a inflação vem levando bancos centrais de várias nações a elevarem os juros.

No Brasil, os principais fatores que pressionam a inflação, elencados no documento, são o aumento no preço das commodities e o crescimento de custos logísticos e de transporte, que já levam empresas a pensarem em alternativas aos contêineres. O texto não cita previsões de inflação para o Brasil.

No cenário interno, o relatório menciona como pressões as altas tarifas energéticas, decorrente da crise hídrica, e o consumo reprimido, que leva a uma inflação de demanda, principalmente no setor de serviços.

Para conter a inflação, o órgão aponta o aperto da política monetária, a aprovação de reformas fiscais, que aumentariam a confiança do mercado no governo para manter as finanças sustentáveis.

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Economia

BC: saques em poupança superam depósitos em R$ 12,37 bilhões

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As retiradas da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 12,377 bilhões, em novembro, informou hoje (6) o Banco Central (BC). Essa foi a maior retirada líquida para o mês, na série histórica iniciada em 1995.

No mês passado, os depósitos chegaram a R$ 281,713 bilhões e os saques a R$ 294,09 bilhões. Em novembro de 2020, houve mais depósitos do que saques, com saldo positivo de R$ 1,479 bilhão.

De janeiro a novembro, foi registada retirada líquida de R$ 43,157 bilhões. Em 2020, a poupança captou R$ 166,31 bilhões em recursos, o maior valor anual da série histórica, por influência dos depósitos do auxílio emergencial e o aumento do interesse pelo investimento, em meio à crise gerada pela pandemia de covid-19.

Rendimentos

Em novembro, o investimento rendeu 0,44% em novembro, segundo o BC. O rendimento ficou abaixo da prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que chegou a 1,17%, no mês passado.

De acordo com a legislação atual, a remuneração dos depósitos de poupança é composta pela Taxa Referencial, que está em zero, mais 70% da taxa básica de juros, a Selic, mensalizada. Essa regra vale enquanto a taxa Selic for igual ou inferior a 8,5%. Atualmente, a taxa está em 7,75% ao ano.

Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a poupança rende a TR mais 0,5% ao mês. De acordo com a expectativa do mercado financeiro, a Selic deve subir para 9,25% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, responsável por definir a taxa, nesta semana.

Edição: Maria Claudia

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Economia

Banco do Brasil faz mutirão de renegociação de dívidas

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O Banco do Brasil (BB) começa nesta segunda-feira (6) um mutirão de negociação de dívidas que vai até o dia 17 de dezembro, com descontos de até 95% para pagamento à vista das dívidas vencidas. Também será possível descontos nas taxas de juros e prazo de até 100 meses para renegociação a prazo de operações vencidas, conforme o banco.

“As condições estão disponíveis para mais de 3,5 milhões de clientes – pessoa física, produtor rural e pessoa jurídica, que possuam dívidas inadimplidas oriundas de operações de crédito pessoal, cartão de crédito, cheque especial e outras”, diz nota da instituição financeira.

Para fazer a negociação os clientes podem procurar as agências do banco também os canais digitais: internet, App, WhatsApp (61-4004-0001) e pela Central de Atendimento (4004-001/ 0800 729 0001). 

Segundo a gerência executiva da Unidade Cobrança e Reestruturação de Ativos Operacionais do BB, o mutirão de renegociação “visa proporcionar aos nossos clientes a possibilidade de renegociar suas dívidas, para começar 2022 tranquilo, além de incentivar a educação e planejamento financeiro pessoal e contribuir para a retomada da economia”.

*Com informações do Banco do Brasil

Edição: Valéria Aguiar

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