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Economia

Obsessão de Bolsonaro, nióbio está longe de ser um minério insubstituível

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IstoÉ

Bolsonaro e nióbio
Reprodução

Presidente Jair Bolsonaro exibiu cordão de nióbio durante vídeo transmitido do Japão

Enquanto o mundo pega fogo, o presidente Jair Bolsonaro promove bijuterias de nióbio em seus vídeos . É incrível essa obsessão do presidente com o metal. Desde Enéas Carneiro não se via um político tão preocupado com o assunto. Para Bolsonaro, que atua como uma espécie de camelô globalizado, o nióbio pode ser a solução para nossos problemas econômicos, um caminho para a salvação da pátria. Seu potencial é tamanho que podemos sonhar no futuro com um Vale do Nióbio, como o Vale do Silício americano.

Quem ouve Bolsonaro emocionado falando desse material reluzente, começa a pensar que vivemos nas trevas da ignorância e menosprezamos nossas riquezas ocultas. Para ele, estamos deitados num berço esplêndido de minério e não aproveitamos a nossa fartura. Bolsonaro vê o nióbio como o novo ouro.

Leia também: Bolsonaro tenta ‘vender’ bijuteria de nióbio no Japão e vira meme na internet

Na sua viagem ao Japão para a reunião do G20, Bolsonaro fez uma live em um hotel em Osaka, ladeado pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, e pelo secretário-geral do Itamaraty, Otávio Brandelli, na qual exibiu, orgulhoso, um cordão de nióbio de US$ 1 mil para os espectadores. Mostrou também uma colher, um garfo e um pingente banhados pelo metal, cada peça comprada por US$ 150 no Japão.

“Temos aqui um cordãozinho. Ele é azul, mas tem de várias cores, de acordo com a têmpera do nióbio”, propagandeou. “A vantagem disso, em relação ao ouro, primeiro são as cores, que variam, e ninguém tem reação alérgica a nióbio. Alguns têm a ouro. Às vezes a mãe põe um brinquinho na orelha da menina. Menina, para deixar bem claro. E tem reação. Disso aqui, não tem (reação)”.

Que bom seria se o nióbio usado em bijuterias fosse capaz de nos livrar das nossas mazelas. Trata-se realmente de um mineral importante, mas longe de ser insubstituível, como o presidente quer fazer crer — há vários metais concorrentes, como o vanádio e o tungstênio.

Além disso, embora seja valioso, vale muito menos do que o ouro, tem um mercado limitado e a ampliação de seu uso não passa de uma esperança, além de envolver investimentos bilionários. Embora neste momento a produção do metal esteja concentrada no Brasil (o País explora 98,2% das reservas ativas), existem outras reservas identificadas em várias partes do mundo.

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Ou Bolsonaro sabe de alguma coisa que não sabemos ou essa história do nióbio é apenas mais um exagero ou uma fantasia do presidente. O negócio representa 1% das exportações brasileiras de minério. E não há sinais de uma explosão do mercado do metal. A não ser, é claro, que surja uma febre mundial por correntinhas, pingentes, talheres e outras bugigangas de nióbio.

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Economia

Petrobras: Senador quer que STF investigue interferência de Bolsonaro

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Bolsonaro é acusado de interferir na Petrobras
Isac Nóbrega/PR

Bolsonaro é acusado de interferir na Petrobras

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta interferência na Petrobras. A ação é motivada após o ex-presidente da companhia Roberto Castello Branco afirmar, em um grupo privado, que seu antigo telefone tinha provas que poderiam incriminar o mandatário.

Em um grupo privado de mensagens com economistas, Castello Branco diz que antigo seu celular corporativo tinha mensagens e áudios que provavam que Bolsonaro tinha interferido na Petrobras. O caso foi antecipado pelo site “Metrópoles”.

O aparelho foi devolvido à companhia após Castello Branco ter deixado a presidência da Petrobras, no início do ano passado. Na conversa, o ex-presidente não detalha quais seriam os crimes que Bolsonaro teria cometido.

No pedido ao STF, Randolfe pede, além da abertura do inquérito contra Bolsonaro, por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR), que Castello Branco preste depoimento sobre o caso e que o celular citado seja apreendido para ser periciado. O senador pede também que as mensagens que eventualmente forem encontradas sejam divulgadas.

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“Solicitamos a Vossa Excelência que se oficie ao Procurador-Geral da República para analisar a abertura de inquérito investigativo em face do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, para que esclareçam os fatos e os eventuais crimes cometidos por ele contra o erário público, com a tomada urgente de depoimento do Sr. Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras, e de Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil, bem como a tomada das medidas acautelatórias indispensáveis ao esclarecimentos dos fatos, tais como a busca e apreensão do telefone celular indicado, a sua perícia e a imediata publicidade sobre os conteúdos que digam respeito ao caso, que contempla manifesto interesse público subjacente”, disse no documento.

Randolfe pede ainda que a apreensão do celular seja feita o mais rápido possível a fim de evitar que o conteúdo das mensagens sejam apagados.

“Tal medida acautelatória é, por pressuposto, urgente, na medida em que há real risco de iminente apagamento de todos os dados que porventura impliquem o Presidente da República em atos criminosos.”

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Economia

Paes de Andrade é nomeado conselheiro e eleito presidente da Petrobras

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O Conselho de Administração da Petrobras aprovou hoje (27) a nomeação de Caio Mário Paes de Andrade como novo conselheiro, elegendo-o em seguida para a presidência da estatal. Ele assumirá a função após o ato de posse, cuja data ainda não está definida. Seu mandato irá até 13 de abril de 2023. É a quarta troca de comando na estatal durante o mandato presidencial de Jair Bolsonaro.

Formado em comunicação social pela Universidade Paulista, Paes de Andrade aprofundou seus estudos nos Estados Unidos: possui pós-graduação em administração e gestão pela Universidade de Harvard e mestrado em administração de empresas pela Duke University. Segundo currículo divulgado pela Petrobras, ele acumula experiências como empreendedor em tecnologia de informação, mercado imobiliário e agronegócio.

Paes de Andrade foi indicado por Jair Bolsonaro para substituir José Mauro Ferreira Coelho. O presidente da República vinha manifestando publicamente  sua insatisfação com os reajustes dos combustíveis.

Desde 2016, a Petrobras adota a chamada Política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que vincula o preço do petróleo ao mercado internacional tendo como referência o preço do barril tipo brent, que é calculado em dólar. Essa diretriz foi defendida por todos os presidentes da estatal indicados nos últimos seis anos, durante os mandatos de Michel Temer e de Jair Bolsonaro.

A nova troca de comando na Petrobras foi anunciada em 23 de maio pelo Ministério de Minas e Energia. A pasta informou que o governo federal, como acionista controlador da Petrobras, tinha decidido pela indicação de Paes de Andrade. José Mauro Ferreira Coelho pediu demissão no dia 20, pouco mais de dois meses após assumir o posto. Ele havia sido empossado em 14 de abril. Desde a sua renúncia, a presidência vinha sendo exercida de forma interina por Fernando Assumpção Borges.

O nome de Paes de Andrade havia sido considerado apto na semana passada pelo Comitê de Elegibilidade da Petrobras (Celeg), instância responsável por analisar informações e requisitos dos indicados pelo governo para exercer cargos na estatal. Avaliou-se que o indicado do governo federal preenche os requisitos previstos na legislação das estatais.

Diferentes funções

Paes de Andrade já ocupou diferentes funções no governo e não será a primeira vez que ele preside uma estatal. Entre 2019 e 2020, ele esteve à frente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), referência do setor de tecnologia de informação e responsável por gerenciar sistemas da administração pública federal.

Desde 2020, Paes de Andrade ocupava o posto de secretário especial de desburocratização, gestão e governo digital no Ministério da Economia. Ele coordenou a elaboração da Reforma Administrativa e o desenvolvimento da Plataforma GOV.BR, ferramenta criada para conduzir a digitalização do atendimento de diferentes serviços públicos.

Edição: Fábio Massalli

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