ACIDENTE NA FEB

OAB suspende advogado preso por atropelamento que matou aposentada em Várzea Grande

· 1 minuto de leitura
OAB suspende advogado preso por atropelamento que matou aposentada em Várzea Grande
Decisão foi assinada pela presidente da entidade, Gisela Cardoso, e encaminhada ao Tribunal de Ética e Disciplina

Conteúdo/ODOC - A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso suspendeu preventivamente o advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, preso pelo atropelamento que matou a servidora pública aposentada Imes Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, em Várzea Grande.

A decisão foi assinada pela presidente da entidade, Gisela Cardoso, e encaminhada ao Tribunal de Ética e Disciplina para a adoção das providências cabíveis.

Segundo a OAB-MT, a medida foi adotada diante da gravidade da conduta atribuída ao advogado, da ampla repercussão social do caso e do potencial dano à imagem da advocacia, além do histórico criminal de Paulo Roberto. A suspensão impede o exercício profissional até que haja deliberação colegiada no âmbito do Tribunal de Ética.

Paulo Roberto foi preso na terça-feira (20) após atropelar a idosa na Avenida da FEB. Ele dirigia uma Fiat Toro quando atingiu a vítima, que atravessava a via. Com o impacto, o corpo foi arremessado para o outro lado da avenida e acabou sendo novamente atropelado por um Fiat Strada. O advogado deixou o local sem prestar socorro.

Em audiência de custódia realizada na quarta-feira (21), a defesa pediu a substituição da prisão por domiciliar, alegando problemas de saúde como diabetes e hipertensão. O pedido foi negado pelo juiz Pierro de Farias Mendes, que converteu a prisão em flagrante em preventiva.

Na decisão, o magistrado ressaltou a gravidade do crime, o risco à ordem pública e o histórico do réu em utilizar documentos falsos para escapar da responsabilização penal.

O advogado responderá por homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual, e por fuga do local do acidente. Em depoimento à Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito, ele afirmou que teria sido a própria vítima quem “atropelou” o seu veículo.

A decisão judicial também destacou o passado criminal de Paulo Roberto. Ele foi condenado pelo assassinato da amante Rosimeire Maria da Silva, ocorrido em 2004, e pelo homicídio do delegado Eduardo da Rocha Coelho, morto em 1998 no Rio de Janeiro. Em razão dessas condenações, chegou a ser excluído da OAB-MT em 2014, mas constava como advogado ativo no sistema nacional da Ordem.