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Saúde

O que acontece se você mistura álcool e medicamentos e como evitar problemas

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Quando se começa um tratamento contra algum problema de saúde é praxe que os médicos recomendem que não se misture álcool e medicamentos. Mas essa recomendação não se aplica apenas aos remédios vendidos com receita: ela deve ser seguida sempre, até mesmo quando você for usar uma medicação para dor de cabeça ou mal estar estomacal.

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Homem segurando garrafa de whiskey com uma mão e um punhado de remédios na outra arrow-options
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Misturar álcool e medicamentos pode resultar na potencialização ou na anulação dos efeitos do remédio

Isso porque o uso simultâneo de álcool e medicamentos pode levar tanto à potencialização como à redução ou anulação dos efeitos do remédio, segundo o farmacêutico Jamar Tejada.

“O álcool pode alterar a interação de enzimas e de outras substâncias corporais quando em contato com ao menos 5 mil medicamentos disponíveis no mercado, vendidos com ou sem prescrição médica”, observa.

Portanto, independentemente de qual for a reação causada pela interação da bebida alcoólica com o remédio, ela irá atrapalhar o seu tratamento. Mas então como é possível saber quando é seguro voltar a ingerir álcool depois de tomar um medicamento?

Como administrar o uso de álcool e medicamentos

Médico conversando com seu paciente arrow-options
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Ao invés de arriscar consumir álcool e medicamentos juntos, converse com seu médico antes de iniciar o tratamento

Segundo Jamar, o primeiro passo antes de praticar qualquer forma de consumo de álcool durante um tratamento é procurar um especialista. “Consulte seu médico e/ou farmacêutico e, na dúvida, aguarde 4 dias após qualquer tratamento”, recomenda.

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Por outro lado, nem sempre é prático ou possível encontrar um especialista. Um exemplo disso seria a  prática da automedicação que, embora não seja recomendada, ainda é muito comum. Neste caso, é importante respeitar o tempo de duração do efeito do remédio antes de consumir álcool.

“Observe na bula do medicamento o tempo de excreção do mesmo. Esta informação fica no item ‘farmacocinética’”, explica o farmacêutico. Segundo ele, é somente depois do período indicado na bula que o consumo de bebida alcoólica volta a ser seguro.

Esse tempo, contudo, não é o mesmo para todos os remédios. “O paracetamol, por exemplo, possui um tempo de excreção na urina de 24h. Após esse tempo, aí, sim, o uso do álcool não causará interação com a substância”, exemplifica.

Já um remédio mais forte, como o Rivotril, demora mais tempo para ser completamente eliminado do organismo e requer cuidado redobrado se você tem o perigoso hábito de consumir álcool e medicamentos.

“O tempo médio de eliminação do organismo de fármacos que produzem efeito ansiolítico [diminuição de ansiedade ou tensão] é de 96h, portanto não é seguro consumir bebidas alcoólicas tendo utilizado essa classe de medicamento”, adverte o farmacêutico.

O consumo de bebida alcoólica e a meia-vida da medicação

Mulher lendo a bula de um remédio na cama arrow-options
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Antes de consumir uma bebida alcoólica, leia a bula para descobrir a duração do efeito do remédio e sua meia-vida

Outra informação pertinente para se prestar atenção é a chamada meia-vida do remédio. Este é o tempo que o corpo leva para excretar 50% da dose da droga, mas que pode ser reduzido pelo consumo de álcool.

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“Lembrando que o álcool é diurético, ele pode, sim, diminuir o tempo de meia-vida de um medicamento e deixar o corpo sem a substância necessária se ingerido em grandes quantidades”, explica Jamar.

Isso acontece, segundo ele, porque a partir de certa quantidade a bebida alcoólica ingerida começa a competir com os remédios pelas funções excretoras do organismo, controladas pelo fígado, levando a uma sobrecarga hepática.

O outro lado do consumo de álcool e medicamentos

Mulher segurando taça de vinho tinto e comprimidos arrow-options
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O consumo de álcool moderado e sistemático tem sido associado a uma redução da mortalidade de pacientes cardiopatas

Por outro lado, o consumo de álcool não traz apenas malefícios quando usado em moderação com certos medicamentos e por pacientes acometidos por algumas condições específicas.

“A ingestão moderada e sistemática de bebidas alcoólicas em pacientes cardiopatas tem sido associada com baixa mortalidade em doença coronariana, reforçando a ação de outros fármacos destinados ao controle desta condição”, atesta o farmacêutico.

Ele também lembra de um estudo que indicou que o consumo moderado de vinho com ômega 3 pode aumentar a concentração desse ácido graxo. “Também se relataram interações com flavinóides [metabólicos com ação anti-inflamatória e anticâncer] e outros componentes polifenólicos do vinho tinto, mas ainda precisa-se de muitos estudos para obter a resposta para essa pergunta”, conclui.

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Mesmo assim, a regra continua sendo falar com seu médico ou farmacêutico e ler a bula do remédio antes de qualquer tratamento, seja ele longo ou pontual. Dessa forma, você evitará as consequências potencialmente desastrosas de misturar álcool e medicamentos . E se decidir ingerir qualquer bebida alcóolica, saiba dos riscos e lembre-se sempre da beber com moderação. 

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Brasil tem 47,2 milhões de usuários de planos de saúde

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Dados divulgados nesta sexta-feira (5) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) revelam que, em outubro, o Brasil registrou 47.255.912 beneficiários em planos de assistência médica. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve leve oscilação positiva, de 71,2 mil usuários.

O levantamento mostra que 15 unidades da federação registraram crescimento, e os níveis  mais expressivos foram observados nos estados de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de Goiás. A ANS ressalta, porém, que os números não são definitivos e podem sofrer algumas modificações retroativas em função das revisões efetuadas pelas operadoras.

O número de usuários de planos exclusivamente odontológicos também cresceu, mantendo a trajetória de evolução que está em cursos nos últimos anos. Em outubro deste ano, foram registrados 25.677.129 usuários, cerca de 1,5 milhão a mais do que outubro de 2018. Os estados com os avanços mais significativos estão no Sudeste: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde
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Saúde

Pesquisadores sugerem que teste de colesterol seja feito a partir dos 25 anos

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Jovens a partir de 25 anos de idade precisam conhecer o nível de colesterol em seu sangue para que possam se prevenir contra ataques cardíacos e derrames mais tarde. Essa foi a conclusão de um estudo divulgado, na última quarta-feira (4), na revista médica britânica The Lancet .

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Entenda por que o colesterol deve ser testado a partir dos 25 anos, segundo especialistas

Os autores, que analisaram os dados de mais de 400.000 pessoas de 19 países ocidentais por um período muito longo —até 43 anos, em alguns casos— confirmam o vínculo entre uma taxa de colesterol excessivamente alta e o maior risco cardiovascular a longo prazo.

Mas também demonstram que esse risco aumentado é maior em pacientes relativamente jovens (menos de 45 anos) do que naqueles com mais de 60 anos.

Assim, as mulheres com menos de 45 anos com um nível de colesterol LDL (o “mau”) um pouco alto — entre 1,45 e 1,85 gramas por litro — que apresentam pelo menos dois fatores de risco para doenças cardiovasculares (como obesidade, diabetes, hipertensão ou tabagismo) têm 16% de chance de acidente cardiovascular antes dos 75 anos, de acordo com o estudo.

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No caso de mulheres acima de 60 anos com o mesmo perfil, o risco é de 12%, de acordo com o estudo, publicado na Lancet . Nos homens com as mesmas características, as chances são de 29% e 21%.

Duração da exposição

“O que se sugere é que não é apenas o nível de colesterol, mas a duração da exposição a um colesterol alto que coloca a saúde em risco”, ressalta Paul Leeson, professor de medicina cardiovascular da Universidade de Oxford (Reino Unido), em um comentário independente sobre o estudo.

Com a ajuda de um modelo estatístico, os pesquisadores demonstram que, se metade da taxa de colesterol ruim for reduzida —com a ajuda, por exemplo, de medicamentos da família das estatinas—, o risco cardiovascular em mulheres com menos de 45 anos cairia para 4% e nos homens para 6%.

O colesterol HDL, descrito como “colesterol bom”, é constituído por lipoproteínas que transportam o excesso de colesterol para o fígado, impedindo assim seu acúmulo nos vasos sanguíneos.

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O colesterol LDL é medido subtraindo a quantidade total de colesterol e a do colesterol HDL. Consiste em colesterol LDL (associado ao risco de aterosclerose, um endurecimento dos vasos sanguíneos devido à formação de ateromas) e triglicerídeos.

“Esses resultados consolidam a ideia de que o controle do nível de colesterol o mais rápido possível no decorrer da vida pode produzir melhores resultados do que esperar tratamento em uma idade avançada”, diz Leeson.

No entanto, antes de deduzir recomendações médicas, é necessário fazer mais pesquisas sobre como reduzir efetivamente o colesterol em pessoas relativamente jovens, especialmente sobre a relevância de fazer o tratamento continuamente por décadas, enfatiza.

Os dados atuais sobre as estatinas “não avaliam tratamentos há várias décadas; portanto, o risco de efeitos colaterais que modificam a relação benefício-risco não está claramente estabelecido”, estima Jennifer G. Robinson, professora do departamento de epidemiologia da Universidade de Iowa (Estados Unidos) em outro comentário independente sobre o estudo.

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Vários autores do estudo declararam que receberam vários tipos de financiamento, como bolsas de pesquisa ou remuneração de diferentes laboratórios farmacêuticos.

Fonte: IG Saúde
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