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O que a ciência diz sobre os homens alfa?

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Personagens peaky blinders são as grandes inspirações para o movimento
Reprodução/ Pinterest

Personagens peaky blinders são as grandes inspirações para o movimento

Você já ouviu falar dos homens alfa? A nomenclatura tem ganhado cada vez mais força na internet durante última década, especialmente em plataformas digitais como o YouTube e o TikTok, onde homens aparecem dando dicas sobre masculinidade e relacionamentos, muitas vezes até mesmo vendendo cursos sobre esses assuntos. O que não seria um problema, se não fosse pela constante presença de discursos machistas, gordofóbicos e de ódio às mulheres. 

Declarações como a do influencer Gabriel Breier, que já falou abertamente que “Eu não treino de segunda a segunda, me cuido, faço dieta para ficar pegando mina com circunferência abdominal larga” e “Outra coisa também é a mina não querer tomar o seu leite. Isso é falta de respeito, mano”, não são incomuns. 

Outro ponto constantemente abordado pelos criadores de conteúdo “alfa”, são as dicas de como seduzir mulheres, que por muitas vezes usam generalizações depreciativas ao gênero feminino. Obviamente que nem todo o canal que se propõe a falar sobre masculinidade e relações amorosas são negativos, mas a crescente presença de grupos de ódio às mulheres na internet tem preocupado especialistas.

Segundo o psicanalista Leandro dos Santos, esta é uma questão de saúde pública, especialmente por esse discurso atrair garotos jovens, que possuem muitas vezes problemas emocionais e de socialização, que deveriam ser tratados com terapia e não na internet. 

“Qualquer canal que se propõe a falar de coisas relacionadas à saúde mental, eu acredito que deveria ter um amparo ou uma consultoria profissional especializada. Porque de fato, o que eu percebo, é que os jovens vão procurar informação e aconselhamentos em questões às vezes muito complexas, que precisariam  de um profissional”, diz o especialista. 

Mas será que o homem alfa existe cientificamente? 

Apesar de os produtores de conteúdo usarem argumentos que podem parecer à primeira vista como “científicos”, como dos homens das cavernas, instinto masculino ou afirmarem que um comportamento “dominante” masculino é algo biológico. A ciência de fato afirma que, para os humanos, não existe algo como homens alfa. Leandro dos Santos fala, inclusive, que isto não passa de um mito contemporâneo, não muito diferente do ideal do “príncipe encantado”. 

“Essa é uma invenção contemporânea. Eu até ousaria dizer que é um sinal dos nossos tempos, poderia até ser considerado inclusive uma variação do príncipe encantado. Esse homem alfa, seria poderoso, acima da média, que satisfaz todas as mulheres, um parâmetro para os outros homens. Entretanto, isto não existe, é apenas o imaginário das pessoas”, explica Santos.

O psicanalista também alerta sobre como a construção desses ideiais e expectativas de masculinidade pode ser prejudiciais para os próprios homens, especialmente para os mais jovens, que podem acabar sendo capturados por grupos extremistas, como os Incel, grupo de homens celibatários involuntários que colocam a culpa de suas frustrações sexuais nas mulheres. 

“Esse é um sintoma de uma doença social, esse novo lugar para a masculinidade me preocupa como psicanalista, em como pode ser tóxico para os mais jovens. Um menino não pode ficar preso nesses ideais de grupo dos homens. Ele precisa criar uma masculinidade própria”, alerta o profissional. 

Discurso de ódio na internet

O machismo não é algo novo na sociedade, esse problema social vem se perpetuando durante séculos e está muito longe de acabar. Contudo, com a internet ele vem ganhando um novo espaço e novas características. De acordo com a socióloga e pesquisadora, especializada no estudo sobre gênero, Rosane Oliveira, a internet traz consigo algumas novidades, como o poder de difundir ideologias em grande escala e a sensação de impunidade. 

“A internet traz o pensamento de que ela é terra sem lei, onde você pode colocar tudo o que você pensa e que tudo é opinião. Nessa lógica, os discursos de ódio ganham um ambiente adequado para existir, se tornando esses espaços digitais, lugares de perpetuação do machismo em grande escala”,  fala a socióloga. 

A confusão entre liberdade de expressão e discurso de ódio são uns dos principais problemas na internet. Por ser possível usar a frase “esta é a minha opinião”  em qualquer situação, mesmo quando a pessoa compartilhe conteúdos ofensivos e até mesmo criminosos. Juntamente com a cultura do “mimimi”, em que qualquer violência é deslegitimada e tratada como exagero. 

“Se tudo é mimimi e opinião, não existem culpados e nem vítimas. Então qual é o problema em cometer bullyng? Por exemplo, a internet vai descortinar o ódio das pessoas, especialmente depois da posse do Presidente Bolsonaro, naquele momento as pessoas sentiram que receberam carta-branca para o ódio”, afirma a pesquisadora. 

Outro fator que colabora para a disseminação desses discursos é a busca por visualizações e curtidas. É perceptível que na sociedade do espetáculo, pessoas apareçam dispostas a escandalizar e ofender quem está a sua volta em troca de conseguir visibilidade. 

“A nossa principal hipótese é que esta é uma tentativa brutal por visualizações, revelando quem de fato essa pessoa é. A misoginia mostrada no ambiente digital é muito bem articulada, a pessoa quando fala coisas preconceituosas ela sabe o que esta falando e quando alguém a crítica, ela diz que esta é apenas a opinião dela”, conclui Oliveira. 

Amor e ódio pelas as mulheres 

Embora as mulheres sejam o objeto de desejo dos homens alfa, ao ponto de eles estarem buscando estratégias e técnicas de atraí-las, é contraditório que as mesmas também sejam alvo de ódio e repulsa. O psicanalista Leandro dos Santos explica que essa relação contraditória já foi estudada por Freud.  

“O homem no campo amoroso, muitas vezes precisa degradar a mulher, ou seja, ele precisa de alguma maneira rebaixar a mulher para ele sentir desejo por ela.  É  um fenômeno muito comum na mente masculina. Então, na verdade, eu acredito que quando a mulher representa uma ameaça, até em termos inconscientes, ele reage tentando se ‘defender’, uma defesa contra o próprio desejo. Os homens precisam entender que eles têm que amar as mulheres, que elas merecem ser amadas. Você até pode brincar de  amor e ódio na cama, mas isso é diferente de uma relação abusiva. Questões como essa precisam ser tratadas na análise”, diz o profissional. 

Além da relação de amor e ódio do subconsciente masculino, o especialista também pontua sobre como os traumas e históricos da infância refletem nas relações mesmo depois  da vida adulta. 

“A história e o passado  da pessoa têm ligação com o presente, a ideia de uma boa análise é ressignificar esse passado para não ficar só preso nessa chave do ódio com as mulheres”, esclarece Leandro.

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Fonte: IG Mulher

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Casas astrológicas: veja o que significa cada uma delas

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Casas astrológicas: veja o que significa cada uma delas
Redação EdiCase

Casas astrológicas: veja o que significa cada uma delas

O Mapa Astral, também conhecido como mapa astrológico ou mapa natal, é uma representação do céu no momento do nascimento de cada pessoa. Ele é composto por alguns elementos, como planetas, signos e casas. Além disso, é utilizado para explicar características individuais.

As casas astrológicas no Mapa Astral representam os setores da nossa vida. Logo, entender os assuntos de cada casa é muito importante. Elas são divididas em 12 partes e cada uma possui um significado diferente. Para entender melhor, a astróloga Franciele Campara explica sobre elas!

Casa 1

É o nosso ascendente. Representa o eu, a individualidade. Jeito próprio de ser, aparência, características físicas e personalidade. Simboliza como nos mostramos para o mundo.

Casa 2

Essa casa representa recursos, finanças, posses e bens materiais. Simboliza como cada um ganha e gasta dinheiro, além dos talentos e habilidades. É a casa da matéria.

Casa 3

A casa 3 representa aprendizado, memória, trocas, mente e comunicação. Fala do estudo primário, isto é, de como se aprende. É casa do convívio social com parentes próximos e irmãos, simboliza pequenas viagens e estudos mais curtos.

Casa 4

A casa 4 representa família, lar, raízes e ancestralidade. Também simboliza passado, base, construção de laços afetivos e senso de pertencimento. É o local em que se mora.

Casa 5

A casa 5 representa criatividade, criações, projetos. Também simboliza lazer, hobbies, diversão, prazer e autoestima , romances e paixões. É a casa que fala sobre filhos.

Casa 6

Essa casa representa trabalho, rotina, hábitos e atividades diárias. Também simboliza produtividade, organização e deveres. É a casa que fala sobre saúde, alimentação, autocuidado e animais de estimação.

Casa 7

A casa 7 significa casamento e relacionamentos estáveis. Representa formas de estabelecer parcerias, associações, sócios, elos e acordos que fazemos. Experiência do encontro com o outro, é a casa do compartilhar.

Casa 8

A casa 8 representa transformações, desapego e como lidamos com a impermanência. Simboliza investimentos, dinheiro do outro, morte e renascimento, profundidade, tabus, poder, ocultismo e mistério.

Casa 9

Essa casa representa o estudo superior, pesquisa e universidade. Também simboliza viagens longas, cultura, intercâmbio, filosofia, religião e sabedoria. É ligada à jornada de busca pelo sentido da vida, desejo de expansão, planos e motivação.

Casa 10

A casa 10 significa carreira, reputação, status e vida pública. Simboliza também reconhecimento, realização profissional, marca no mundo e legado. Essa casa é o meio do céu, é o chamado que temos no mundo.

Casa 11

A casa 11 representa amigos, grupos, associações e clubes. Também está ligada à intelectualidade, redes sociais e mídias, sociedade, políticas públicas, coletividade e ideais humanitários.

Casa 12

Essa casa representa espiritualidade, subjetividade, energia, metafísica e transcendência. Simboliza também sonhos , medos, reclusão e sentimentos ocultos. É a casa do inconsciente.

Por Franciele Campara

Fonte: IG Mulher

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Conheça os 4 signos mais intuitivos do zodíaco

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Conheça os 4 signos mais intuitivos do zodíaco
Redação EdiCase

Conheça os 4 signos mais intuitivos do zodíaco

Quem nunca ouviu as seguintes frases: “às vezes este sentimento não é nada” ou “nossa, será que não é coisa da sua cabeça?”. Intuição é o nosso sexto sentido. É o processo pelo qual sabemos de algo sem a necessidade da razão e da mente analítica. Para algumas pessoas, a intuição parece ser mais aguçada, podendo chegar por meio de uma palavra, um sonho, um sentimento ou um desejo.

Por isso, alguns nativos do zodíaco têm mais facilidade em sentir essas sensações, como os regidos pela Água, elemento relacionado às emoções, sentimentos, empatia e transformações, e pelo Ar, que corresponde ao intelectual e a comunicação. Considerando a influência dos elementos, a astróloga Rebecca Wedekin explica quais são os signos mais intuitivos do zodíaco. Confira!

1. Câncer 

Câncer é o único signo regido pela Lua, o astro que promove contato com a nossa afetividade, sensibilidade e intuição. Além disso, representa tudo o que nos traz conforto emocional. Logo, os  cancerianos sentem tudo profundamente. A sua conexão com as emoções é tão forte que ele é capaz de perceber tudo o que ocorre ao seu redor e entender a raiz das coisas. Quanto mais os nativos de Câncer souberem confiar naquilo que sentem, mais irão se beneficiar deste poder, ajudando, inclusive, todo o seu entorno. 

2. Escorpião 

O signo mais observador, profundo e intenso do zodíaco. Parece até que o escorpiano consegue ler a alma de quem está ao seu lado. Regido por Plutão, tem a força do desapego, do renascimento, da transformação e das emoções mais profundas. Os nativos de Escorpião possuem uma profunda consciência de si e, por isso, conseguem facilmente entender uma situação, pessoa ou lugar. É quase impossível enganar alguém deste signo, pois com a sua determinação e seu instinto irá descobrir a verdade. 

3. Peixes 

Peixes é o último signo do zodíaco e carrega na memória as experiências de todos os signos anteriores. Portanto, é disso que vem sua sabedoria, compaixão e empatia. É representado pelos sonhos, amor incondicional, espiritualidade e inconsciente. As pessoas regidas por este signo possuem uma capacidade enorme de inspiração e criatividade. São extremamente intuitivas e confiantes. Desconhecendo a razão, se deixam levar pelo fluxo e, no fim, criam algo extraordinário, como se estivessem conectados a um poderoso “wi-fi” divino.

4. Aquário

Aquário é o signo do aguadeiro, o homem que rega a humanidade com seu saber. Representa a originalidade, as invenções, as novas direções a seguir e a liberdade de questionar e mudar para o bem coletivo. Assim, os aquarianos possuem intuição e visão futurista, contribuindo para as novas possibilidades e rompimento com qualquer ideia, crença, ideal, percepção, situação e pessoas que já não fazem mais sentido. Apesar de ser um signo de Ar, que procura explicações lógicas, com um pouco de atenção consegue entender o que sua intuição quer dizer. 

Rebeca Wedekin 

Esteve viajando pelo mundo durante os últimos anos e, nessa jornada, começou a estudar astrologia. Conhecer o próprio mapa astral incentivou a astróloga a se conectar com o seu eu interior, encontrando autoaceitação e amor-próprio. Sempre interessada no ocultismo, esoterismo e astrologia, uma das realizações que a faz feliz é ajudar as pessoas a buscarem o autoconhecimento e/ou evolução espiritual. 

Fonte: IG Mulher

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