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Mato Grosso

“O grande objetivo é fazer com que nossos alunos aprendam com qualidade”, afirma secretária de Educação

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Um total de R$ 150 milhões estão sendo investidos, apenas este ano, pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na construção e melhorias das escolas da rede estadual de ensino.

Outros R$ 200 milhões, já previstos para 2021, serão aplicados na melhoria da ambiência escolar – em reformas, estrutura mobiliária, formação continuada e processo pedagógico.

“O grande objetivo é fazer com que nossos alunos aprendam e aprendam com qualidade”, diz a secretária de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, nesta entrevista.

Ela ressalta que este momento vivido pela Seduc é resultado da retomada da credibilidade do Governo do Estado (e da própria Secretaria) perante fornecedores e parceiros municipais. Confira a entrevista!

A Secretaria de Educação está passando por uma reformulação, que pretende ser uma virada de chave na educação do Estado. O que será feito para alcançar essa proposta?

Marioneide Kliemaschewsk – Para alcançar esta proposta, três pilares nos sustentarão – infraestrutura, valorização dos recursos humanos e melhoria pedagógica.

É importante salientar que, no pilar da infraestrutura, estamos investindo R$ 150 milhões na melhoria de nossas unidades escolares, beneficiando professores e alunos com espaços aconchegantes, acolhedores e propícios para a construção do processo ensino-aprendizagem.

Também já estamos aplicando o Programa Socioemocional, em parceria com o Instituto Península e Ayrton Senna, para todos os nossos professores e alunos da rede estadual de ensino. Sabemos do desafio, no período pós pandemia, de acolher nossos alunos e trazê-los para o processo pedagógico.

Além disso, estamos trabalhando com o Eduque Mais, um programa que permite aos pais acompanhar de perto o rendimento, a aprendizagem e a participação de seus filhos nas atividades escolares.

Estamos programando, para 2021, um grande investimento em tecnologias educacionais, com a reestruturação dos nossos espaços da biblioteca integradora. Levaremos esta tecnologia para as escolas, propiciando ao professor o contato com o mundo digital, com a mídia digital, com a educação remota e online, para suprir uma deficiência deste período de pandemia.  

Estamos focados em organizar projetos de melhoria da aprendizagem. O momento é de retomar a educação com uma grande virada, fortalecendo o processo pedagógico.

Por isso, em 2021 investiremos no Projeto Força-tarefa, cuja proposta é buscar estratégias diferenciadas para atender aos alunos nas dificuldades encontradas neste momento de pandemia. E no Pré-Enem, com foco no ensino médio, propiciando o contato dos alunos com as questões, com as atividades e com o programa de redação do Enem.

Na gestão escolar, a Seduc está promovendo o processo seletivo para secretários e diretores escolares. A meta é melhorar o processo pedagógico e a qualificação dos profissionais responsáveis pela articulação da aprendizagem nas unidades escolares.

Propiciar aos diretores e secretários não apenas o programa de formação continuada, como garantir a eles condições para o desenvolvimento de trabalho na escola, no chão da escola, onde de fato a educação acontece.

São investidos R$ 150 milhões em construções e reformas de escolas. O que mais está por vir?

Marioneide Kliemaschewsk – Há um grande investimento previsto para 2021 e 2022. O governador Mauro Mendes, com olhar sensível para a educação, priorizando a educação como uma transformação de vidas, nos deu credibilidade para desenvolver um trabalho pautado em melhoria de infraestrutura. 

Escola em construção no distrito de Celma, Jaciara. Foto Christiano Antonucci 

O foco é na manutenção preventiva, na reforma geral da estrutura escolar, na revisão e reorganização de toda a infraestrutura mobiliária da escola e do parque tecnológico. Para ter uma ideia, há escolas que há mais de 40 anos não passaram por reforma, nenhuma intervenção em sua infraestrutura.

Para 2021, já estão previstos mais de R$ 200 milhões para melhoria da ambiência escolar. Não só na em reformas, como também em estrutura mobiliária, formação continuada e processo pedagógico. O grande objetivo é fazer com que nossos alunos aprendam e aprendam com qualidade. 

Teremos, pela frente, dois anos de muito trabalho, mas, pautado no grande objetivo de uma Secretaria de Educação.  Fazer com que o conhecimento chegue a todos os nossos alunos e se transforme em melhoria dos resultados pedagógicos.  

O Governo colocou em dia os repasses do transporte escolar, paga em dia os fornecedores. Como isso contribui para a Educação no Estado?

Marioneide Kliemaschewsk – Passamos nos últimos anos por situações de falta de liquidez, gerando descrédito dos fornecedores e parceiros municipais em relação à própria Seduc e ao Governo do Estado.

Ao colocar em dia todos os pagamentos de fornecedores e repasses municipais, recuperamos a credibilidade e voltamos a ter liquidez. Assim, pudemos estabelecer novas metas no planejamento e garantir que com esta credibilidade chegue onde ela precisa chegar – aos munícipes.

Manutenção da Escola 11 de Março,em Cáceres Foto de Christiano Antonucci 

O governo estadual é um grande articulador da Educação, mas sob o ponto de vista do regime de colaboração, a educação acontece nos municípios, nossas escolas estaduais estão nos municípios.

Portanto, é necessário fortalecer esta colaboração. Entender que os alunos são de uma rede pública de ensino, independente de ser municipal ou estadual. O grande diferencial está em garantir à sociedade mato-grossense, aos nossos alunos, uma educação de qualidade. Qualidade que perpassa pela credibilidade da instituição Seduc junto aos fornecedores e aos municípios, para, através do equilíbrio econômico e fiscal, ter de fato possibilidade de maiores investimentos. 

Quais os desafios para garantir uma educação de qualidade para as crianças e os jovens e como alcançar estas metas?

Marioneide Kliemaschewsk -O grande desafio desta pandemia foi fazer com que nenhum aluno ficasse desassistido. Seja online ou off-line, como foram as opções nas aulas remotas.

Porém, os desafios do pós-pandemia serão bem maiores. Como reduzir os índices de evasão e retenção e melhorar a proficiência de nossos alunos. Tanto em Língua Portuguesa e Matemática como em todas as áreas do conhecimento.

Por isso, é preciso fortalecer o processo pedagógico. Propiciar ao professor uma formação continuada focada em oficinas das diversas áreas do conhecimento, garantindo o cumprimento da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), os direitos de aprendizagem, a melhoria da proficiência e, como resultado maior, a melhoria do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

Reforma da Escola Marechal Cândido Rondon em Vila Roda d’Agua, no distrito de Coqueiral, Nobres Foto Maike Toscano  

Não se pode falar em qualidade da educação sem pensar na meta de cada unidade educacional do Estado com relação ao Ideb. Há alguns questionamentos sobre ser única referência de avaliação. Mas, é a única com série histórica e é consequência de um trabalho desenvolvido no interior da sala de aula, da organização pedagógica de uma unidade escolar, na gestão orientada para resultados.

É este o foco da Secretaria de Educação nos anos de 2021 e 2022. A gestão articulada e orientada para resultados.

Qual a missão da senhora a frente da Seduc?

Marioneide Kliemaschewsk – Estar à frente da Seduc tem sido um grande desafio. Assumi, quando era preciso buscar a liquidez desta Secretaria, honrar compromissos não cumpridos, articular e organizar um processo de melhoria da aplicação dos recursos, com redução de gastos e foco no pedagógico.

Em 2019, o grande desafio, nos sete primeiros meses, foi colocar a casa em ordem, pagar as contas, planejar o pedagógico, o administrativo e o financeiro com foco na melhoria da aprendizagem. Foi um ano difícil, marcado por uma greve.

 Em 2020, a pandemia. Ou seja, poucas possibilidades de desenvolver um trabalho pedagógico com a qualidade esperada, sonhada.

Tenho tentado ter como missão articular o processo de virada educacional, que a Seduc tenha como foco fazer com que a aprendizagem chegue a todos os nossos alunos.

A meta deve ser sempre evasão zero, gestão 10. Uma Secretaria de Educação só existe, porque lá na ponta há crianças, adolescentes e jovens precisando aprender e aprender com qualidade.

Governador Muro Mendes e secretária Marioneide visitam escola em obras no município de Rondonópolis. Foto de Maike Toscano 

Portanto, o grande desafio é fazer a virada da educação, que acredito ser possível quando todos juntos unem suas forças para realizar a melhoria do processo ensino-aprendizagem no interior de nossas escolas.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Mato Grosso realiza transplante de rim com medidas preventivas à Covid-19

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A Central Estadual de Transplantes (CET) da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) mediou um transplante de rim no último sábado (23). A cirurgia foi realizada no Hospital o Santa Rosa, em Cuiabá, que é a unidade credenciada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para esse tipo de procedimento em Mato Grosso.

O órgão foi ofertado via Central Nacional de Transplantes (CNT), sendo que o rim foi disponibilizado de outro estado. Por meio do procedimento, um paciente de Barra do Garças recebeu a doação do órgão após um ano e meio na fila nacional de transplante.

“Em janeiro, o Governo teve a felicidade de anunciar a retomada do transplante de rim pelo SUS em Mato Grosso, após cerca de dez anos paralisado. Agora, este procedimento marca a retomada do serviço, que foi prejudicado pela alta nos casos da Covid-19 no Brasil. As equipes do Estado não mediram esforços para que esse procedimento fosse realizado”, disse o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo.

O paciente transplantado, Gerson Roberto da Silva, conviveu por oito anos com os sintomas, que o obrigaram a parar de trabalhar para tratar da saúde. “Eu pesava 90 kg antes da doença nos rins. Quando os sintomas surgiram, cheguei a pesar 35 kg e passei a fazer hemodiálise. Recebi um milagre muito grande com o tratamento e agora com o transplante”.

De acordo com a equipe médica, o procedimento de transplante durou cerca de cinco horas e o paciente segue em recuperação e adaptação. “Que Deus dê um lugar bom no céu para a pessoa que fez a doação do rim, que sei que uma parte dessa pessoa vai continuar vivendo aqui dentro de mim. Eu agradeço por esse momento, que é gratificante para mim e para toda a equipe de profissionais que me atendeu”, declarou Gerson.

O receptor do rim passou por uma série de exames, dentre eles o PCR, para a possível detecção da Covid-19. A medida é necessária como forma de monitorar a saúde do paciente que será transplantado.

A secretária adjunta de Regulação da SES, Fabiana Bardi, reforçou que o transplante marca a retomada do serviço no Estado após o pico da pandemia. “Em ocasiões anteriores foram iniciadas algumas tentativas, que não se concretizaram por razões de ordem clínica seja do receptor ou do próprio doador. Neste fim de semana se concretizou na íntegra um procedimento, um grande anseio de toda a equipe para efetivar o fluxo. Inclusive já estamos sinalizando novos transplantes”, avaliou a gestora.  

Segundo Bardi, outro fator que contribuiu para a efetivação do fluxo de transplantes foi a otimização da resposta do trabalho do Laboratório Central do Estado (Lacen-MT), que passou a realizar o exame de detecção em apenas duas horas, o que é uma condição para a realização do transplante. Essa medida contribuiu para dar mais segurança para toda a equipe, para o paciente, seus familiares e para os familiares do doador.

A equipe que realizou o transplante foi composta pelo cirurgião Carlos Eduardo Bouret, pelos médicos auxiliares Pedro Ernesto Pulcherio e Valter Torezan, pelo instrumentador Luiz Carlos da Silva, pelos circulantes da sala Eulinete Sena e Márcio Benedito Moraes, pela enfermeira Melissa Cristina Lopes e pela anestesista Alexandra do Nascimento Gonzaga.

Fonte: GOV MT

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Mato Grosso

Governo aguarda apoio para interdição da trincheira do Tijucal

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) solicitou apoio da Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob), para a realização do bloqueio do trânsito na parte interna da trincheira do Complexo Viário do Tijucal, e assim, dar início aos serviços de restauração do asfalto e outras melhorias de infraestrutura.

A previsão era de que a Sinfra iniciasse os serviços na última segunda-feira (26.10). Porém, para garantir a segurança da equipe de engenharia no local, dos motoristas e usuários que trafegam pela via, a Sinfra solicitou o apoio dos agentes de fiscalização de trânsito do Município, o que ainda não ocorreu.

De acordo com o secretário adjunto de Obras Especiais da Sinfra, Isaac Nascimento Filho, foi protocolado na Semob o pedido de apoio dos agentes em relação às atividades de orientação do trânsito no Complexo, a fim de permitir a fluidez do tráfego de veículos pelas alças laterais da trincheira e pelo viaduto do Complexo Viário, que não serão afetadas pelas obras.

Serão realizados os serviços somente na parte interna da trincheira

Agora a Sinfra aguarda um posicionamento e a interdição da via para dar início aos trabalhos. Serão realizados reparos pontuais no pavimento, bem como a substituição de drenos das cortinas que apresentem algum tipo de comprometimento em sua eficiência. Assim que iniciados, os serviços serão executados em até 30 dias.

“Essa é uma obra da Copa do Mundo que foi liberada para o tráfego de veículos em 2017 apesar de não ter sida concluída em definitivo. Não se trata de obra nova, que precise obter novas autorizações para sua execução. O que fizemos foi um grande esforço para identificar as causas de patologias relativas à umidade excessiva do solo e as soluções de engenharia aplicáveis. Com esse diagnóstico, o Estado e a contratada entrou em acordo e celebramos novo aditivo de prazo ao contrato para que seja possível executar esse projeto de restauração”, disse o adjunto.

A trincheira do Complexo Viário do Tijucal possui 740 metros de extensão e interliga a BR-364 até a Avenida Archimedes Pereira Lima, na Capital. O valor a ser investido para a execução da recuperação faz parte do contrato firmado em 2012 para obras na trincheira, na ordem de R$ 32,9 milhões. Desse modo, o  Estado não terá custos adicionais com a execução das melhorias de infraestrutura.

Fonte: GOV MT

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