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O erro de US$ 400 bilhões de Bill Gates: como a Microsoft perdeu para o Android

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Olhar Digital

Nesta semana, Bill Gates deu uma declaração interessante. Ele, que liderou por muito tempo a lista dos maiores bilionários do mundo, revelou que seu grande erro como gestor da Microsoft foi não ter conseguido posicionar a sua empresa para ocupar o lugar que hoje é controlado pelo Android.

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Bill Gates
Reprodução/Facebook/Bill Gates

Bill Gates diz que erros fizeram a Microsoft perder a batalha contra o Android, do Google

“No mundo do software, especialmente entre as plataformas, esses são mercados no qual o ‘vencedor leva tudo’. Então o meu maior erro foi qualquer um de que eu participei que causou a Microsoft a não ser o que o Android é. Ou seja, o padrão para plataforma de celulares não-Apple. Era uma coisa natural para a Microsoft vencer. O vencedor realmente leva tudo. Se você tiver metade ou dos apps, ou 90% dos apps, você está a caminho da distribuição completa. Há espaço para exatamente um sistema operacional não-Apple e o que isso vale? São US$ 400 bilhões transferidos para a ‘companhia G’ [Google] para a ‘companhia M’ [Microsoft]”, disse Bill Gates  em entrevista.

E quando você pensa, o Android é hoje para os celulares exatamente o que o Windows é há décadas para os computadores pessoais: um sistema operacional dominante, que concentra quase totalmente a produção de aplicativos e softwares e não dá espaço para que outros concorrentes tomem o seu lugar, por melhor que eles sejam, justamente porque os adversários não podem ter acesso à vasta gama de aplicativos desenvolvidos para o Windows.

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No fim das contas, quais foram os erros que impediram a Microsoft de tomar o lugar do Android?

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Erro 1: custo

O Windows é um sucesso absoluto, e não é possível falar em computação pessoal sem falar do sistema operacional da Microsoft. São bilhões de pessoas ao redor do mundo com algum nível de contato com o software. Repetir o modelo de negócios nos celulares deve ter o mesmo sucesso, certo? Errado.

Enquanto o Android apostou em uma plataforma aberta e gratuita para as fabricantes, a Microsoft cobrava por licenças do Windows Phone, e isso ajudou a diminuir as opções do consumidor. Sem empresas gigantes como Samsung, LG, Motorola, Sony e tantas outras do seu lado, a Microsoft não conseguia levar seus sistema até o público.

Erro 2: atraso

A Microsoft talvez tenha demorado a entender que a mobilidade seria o próximo grande salto da computação pessoal e não deu a atenção devida a esse mercado no momento correto, que foi quando os primeiros smartphones começaram a se popularizar na metade da década passada.

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android
Shutterstock

Android dominou mercado mobile

Terry Myerson, ex-executivo da Microsoft que liderou por um tempo a divisão de Windows Phone na empresa, aponta que um dos erros da companhia foi que os primeiros celulares a usarem o sistema eram baseados em uma versão incompleta do Windows CE, voltado para sistemas embarcados, o que impediu que os aparelhos tivessem a mesma versatilidade dos computadores com Windows.

Quando a Microsoft decidiu levar a sério os smartphones, com o lançamento do Windows Phone 7 em 2010, o Google já estava ensaiando a dominação do mercado de smartphones e mantendo relações firmes com fabricantes, varejistas e operadoras, enquanto a Microsoft precisava tentar tirar o atraso.

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Erro 3: abandono de usuários

O Windows Phone nunca foi a mais popular das plataformas mobile, apesar de alguns picos de popularidade que fizeram com que, por exemplo, o sistema se tornasse o segundo mais comprado no Brasil durante um período. Ainda assim, isso tinha mais a ver com o alto custo dos iPhones do que pelo gosto pelo Windows.

Diante dessa realidade, a Microsoft jamais poderia abandonar sua base mais leal de fãs, e foi justamente isso que a empresa fez quando anunciou o Windows Phone 8. Nenhum aparelho que estava rodando o Windows 7, 7.5 ou 7.8 foi atualizado para o novo sistema, o que foi considerado uma traição grave na época.

Na prática, a decisão diluiu ainda mais a base de usuários e fez com que muitos procurassem seu próximo celular em outras plataformas.

Consequências: falta de celulares e aplicativos

Não há como falar que a falta de aparelhos rodando o Windows Phone e o déficit de aplicativos em relação a outras plataformas tenham sido erros da Microsoft. Sim, no fim das contas foram esses defeitos que mataram o sistema definitivamente, mas eles são apenas sintomas de algo que já nasceu errado.

As falhas mencionadas previamente fizeram com que os usuários não aderissem à plataforma, o que, por consequência, fez com que desenvolvedores não gastassem seu tempo desenvolvendo para a plataforma, afastando ainda mais os usuários e criando um ciclo que só poderia levar ao fim do sistema. Da mesma forma, as fabricantes, diante dessa turbulência, preferiram não lançar celulares com o sistema da empresa de Bill Gates para não perder dinheiro, então quem não era fã da Nokia (na época praticamente única parceira da Microsoft) e dos Lumias ficava sem opção.

Fonte: IG Tecnologia
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Proteja-se: golpe rouba conta WhatsApp e já afetou 8,5 milhões de brasileiros

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Olhar Digital

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Cibercriminosos conseguem roubar conta de WhatsApp e se passar por usuário

A clonagem de WhatsApp é um golpe que pode trazer transtornos graves à vítima, permitindo que ela seja imitada por alguém com más intenções, facilitando, por exemplo, a extorsão de amigos e familiares.

Para piorar, essa modalidade de ataque tem se tornado mais comum: segundo levantamento da empresa de segurança PSafe, cerca de 8,5 milhões de brasileiros já foram atingidos por um golpe do tipo.

WhatsApp fica instável na noite desta segunda-feira

Ainda segundo a empresa, o Dfndr Lab, divisão especializada em segurança digital ligada ao aplicativo de antivírus Dfndr, detectou apenas neste ano mais de 134 mil tentativas de roubo de contas de WhatsApp.

O método de ataque mais comum, segundo Emilio Simoni, diretor do laboratório, envolve enganar a vítima a fornecer o código de autenticação. O cibercriminoso cadastra o número em um aparelho, mas o código é enviado por SMS para o celular da vítima , ao qual o golpista normalmente não tem acesso direto.

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Hackers conseguem alterar mensagens no WhatsApp, diz empresa de segurança

Por isso, ele tenta entrar em contato com a vítima para fazer com que ela diga o código alegando algum motivo falso, normalmente ligado a segurança. Ao fornecer esse dado, o WhatsApp é bloqueado no celular da vítima e o cibercriminoso passa a ter controle da conta.

Esse não é o único método, no entanto. Uma técnica famosa é o “SIM Swap”, no qual o golpista obtém um chip de celular com o número da vítima, o que pode ser feito enganando um atendente da operadora ou simplesmente o subornando. A partir daí, ele pode usar o WhatsApp de outra pessoa livremente no seu smartphone.

De acordo com o estudo da PSafe, o principal prejuízo destes ataques foram o vazamento de conversas privadas , reportado por 26,7% dos entrevistados. Bem perto, na segunda colocação, está o envio de links com golpes para contatos, com 26,6% das respostas.

Outros relatos envolvem solicitações de dinheiro aos amigos (18,2%), perda da conta do WhatsApp (18,0%); e chantagem (10,5%).

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Como evitar

A forma mais fácil de evitar esse tipo de ataque é jamais informar para ninguém o número de autenticação que chega por SMS.

É preciso ativar a verificação em duas etapas para manter meu login seguro?

Outra opção, consideravelmente mais segura, é cadastrar a autenticação em duas etapas , o que garante que, mesmo que alguém tenha o código de verificação do WhatsApp em mãos ele ainda precisará de uma senha previamente cadastrada, o que é mais difícil de ser obtido.

Fonte: IG Tecnologia
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WhatsApp fica instável na noite desta segunda-feira

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Usuários do Twitter relatam instabilidade no serviço do WhatsApp na noite desta segunda-feira. As mensagens não estão sendo encaminhadas mesmo para quem está com serviço de internet estável.

No Twitter, internautas criticam o serviço com tom de brincadeira




A empresa ainda não se manifestou sobre o problema.

Fonte: IG Tecnologia
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