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Economia

Número de estrangeiros que vêm ao Brasil a trabalho cai pelo quinto ano seguido

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Carteira de trabalho
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Estrangeiros que vem a trabalho são os que gastam mais no Brasil


O número de estrangeiros que vieram ao Brasil a trabalho caiu pelo quinto ano seguido em 2018. De acordo com o Ministério do Turismo, a quantidade de pessoas que viajaram ao País para negócios, eventos e convenções corresponde a 13,5% do total dos 6,6 milhões de turistas.

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Apesar da diminuição no número de estrangeiros que vem trabalhar no Brasil, a quantidade de turistas a passeio cresceu, subindo pouco mais 32 mil de um ano para o outro.

Mesmo assim, os gastos dos estrangeiros no Brasil diminuíram, já que os que vem a negócios gastam diariamente US$ 30,17, cerca de R$ 115, a mais que a média. Com essa redução, o gasto médio dos turistas internacionais por dia atingiu o menor valor em pelo menos onze anos, chegando a US$ 53,96.

Entre as cidades que se destacam nesse tipo de turismo estão São Paulo e Rio de Janeiro. Juntos, os dois municípios representam 68,4% desse mercado.

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Nos últimos anos, no entanto, a capital carioca tem perdido importância: com exceção de 2016, ano das Olimpíadas, a cidade está em uma curva decrescente desde 2014, passando de 27,5% naquele ano para 19,7% em 2018.

Ao contrário dos turistas que vêm ao Brasil para negócios, eventos e convenções, a pesquisa indica uma estabilidade na porcentagem de visitantes internacionais que vieram ao País por lazer, que permaneceu a mesma de 2017 — 58,8% do total.

De acordo com o estudo, o sol e a praia continuam sendo o principal atrativo do país — é o motivo principal de 71,7% dos visitantes estrangeiros. A natureza e a cultura brasileira também são relevantes no setor e representam a motivação principal de, respectivamente, 16,3% e 9,3% dos visitantes estrangeiros. 

Nesse mercado, o Rio de Janeiro é o principal destino de turistas — 29,7% dos estrangeiros vão à cidade. As outras duas localidades mais visitadas, Florianópolis (SC) e Foz do Iguaçu (PR), ficam no sul do país e são beneficiadas com a vinda, principalmente, de argentinos. A cidade catarinense recebe 17,1% dos visitantes, já o município paranaense recebe 12,9% do total.

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O estudo divulgado também trouxe informações sobre a procedência dos turistas internacionais. Os visitantes da América do Sul representam 54,2% do total que chegam ao Brasil, seguidos pela Europa, com 16,2%, e pela América do Norte, com 8,1%.

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Entre os países, a Argentina é de onde mais vem turistas. Os argentinos, sozinhos, representam 37,7% do total de estrangeiros que visitam o Brasil, seguidos pelos Estados Unidos, Chile, Paraguai e Uruguai.

Fonte: IG Economia
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Economia

Governo processa agências de viagem por escassez de informações sobre a Avianca

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avião da avianca
Divulgação/Avianca Internacional

Em caso de condenação, CVC Brasil, Submarino Viagens e Decolar poderão ser multadas em até R$ 9,7 milhões cada

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) instaurou, nesta quarta-feira (26), um processo administrativo para investigar se CVC Brasil, Decolar e Submarino Viagens estão comunicando de forma correta os clientes afetados pela crise da Avianca Brasil, em recuperação judicial desde dezembro . O órgão questiona a qualidade e a efetividade das informações fornecidas pelas agências de viagem, além da falta de assistência. 

Se não puderem comprovar a eficácia do serviço que prestaram aos passageiros, as empresas poderão ser multadas em até R$ 9,7 milhões cada em caso de condenação. Após a intimação, as operadoras terão um prazo de dez dias para apresentar suas defesas e serão submetidas à decisão do DPDC, vinculado à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) .

Procurada, a CVC Brasil , que responde pela Submarino Viagens, informou que não recebeu nenhuma comunicação do DPDC. Em nota, a operadora declarou que têm dado todo respaldo necessário aos seus clientes sobre as viagens inicialmente contratadas com a Avianca.

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“Devido à interrupção dos voos da Avianca Brasil, estamos atuando em caráter de força-tarefa, por meio da área de Atendimento a Clientes e de equipes de atendimento na rede de lojas em todo o Brasil e equipes de apoio nos aeroportos, auxiliando seus clientes na reprogramação da viagem ou processamento de reembolso”, esclareceu a agência.

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A Decolar sinalizou que também não foi notificada pelo órgão e que tem trabalhado juntamente à Avianca Brasil para “auxiliá-la em suas soluções e reduzir o impacto de suas responsabilidades aos clientes Decolar”.

Fonte: IG Economia
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Economia

Previdência já acumula déficit de R$ 80 bilhões em 2019, diz governo

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previdência
Marcos Corrêa/PR

Déficit global da Previdência para este ano está previsto em R$ 314,9 bilhões, o que corresponde a 4,4% do PIB brasileiro

O Ministério da Economia informou hoje (26) que, de janeiro a maio deste ano, o déficit nas contas da Previdência Social chegou a R$ 80,7 bilhões. O Tesouro Nacional e o Banco Central tiveram, juntos, superávit de R$ 63,3 bilhões. É por causa dessa diferença que as contas públicas do Governo Central – Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social – registraram déficit de R$ 17,4 bilhões no período.

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Já o déficit global da Previdência  para este ano, somando os trabalhadores da iniciativa privada, que se aposentam pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), e os servidores públicos civis e militares será de R$ 314,9 bilhões. O valor representa 4,4% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

O governo também divulgou as projeções para a evolução da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), cuja trajetória de crescimento começou em 2014 e deve alcançar o pico no atual governo, chegando a 82,2% do PIB em 2022. No ano passado, a dívida ficou em 77,8% e deve encerrar 2019 na casa dos 80%. A trajetória de alta deverá ser revertida a partir de 2023, ficando em patamares próximos de 71% em 2028.

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A média de países emergentes, como o Brasil, é de 50% do PIB. “Se o Brasil fosse um país desenvolvido, uma dívida bruta de quase 80% do PIB não seria tão preocupante. [Mas] Para o grupo de países [de] que nós participamos, [com] que as agências de classificação de risco nos comparam, a nossa dívida está excessivamente elevada”, avaliou Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional. 

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Teto de gastos

No caso da regra do teto de gastos , que impõe limite orçamentário para os gastos públicos, o Tesouro Nacional informou que, nos primeiros cinco meses do ano, foi executado um total de 38,2% do valor total previsto, que é de R$ 1,4 trilhão. Entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do Ministério Público da União, a maioria dos órgãos vem executando o orçamento em valores inferiores ao limite permitido pelo teto.

“No acompanhamento por órgão, que é uma exigência dessa regra, tem órgãos que estão com a execução acumulada, de janeiro a maio, com valor superior ao que ele pode crescer no ano como um todo. Esses órgãos são a Justiça Militar da União e o Ministério Público da União”, disse o secretário de Planejamento Estratégico da Política Fiscal do Ministério da Fazenda, Pedro Jucá.

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Regra de ouro

O secretário adjunto do Tesouro, Otávio Ladeira, informou que, após o Congresso Nacional aprovar crédito suplementar no valor de R$ 248,9 bilhões, o governo terá uma folga de R$ 1,8 bilhão neste ano para o pagamento de despesas correntes. Sem esses recursos, o governo descumpriria a chamada regra de ouro .

Parte desse crédito extra, cerca de R$ 171,2 bilhões, foi transferida para pagamento de despesas de 2020, ano para o qual ainda não há recursos em caixa para quitar todas as contas previstas. “Mesmo com a transferência desses R$ 171,2 bilhões de 2019 para 2020, a deficiência que estava sendo observada na regra de ouro em 2019, superior a R$ 100 bilhões, transformou-se em uma suficiência de R$ 1,8 bilhão”, explicou Ladeira.

Fonte: IG Economia
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