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Internacional

Nova Iorque: Suprema Corte é contra lei de restrição ao porte de armas

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Payton Gendron foi preso após ataque a tiros que matou dez pessoas em Buffalo, no estado americano de Nova York
Reprodução/Twitter – 15.05.2022

Payton Gendron foi preso após ataque a tiros que matou dez pessoas em Buffalo, no estado americano de Nova York

A Suprema Corte americana decidiu nesta quinta-feira (21) que ‘exigir que as pessoas demonstrem necessidade específica para portar arma tendo que obter uma licença específica para portar arma em público  seria uma violação ao direito da Segunda Emenda  da Constituição dos Estados Unidos. 

A votação teve um resultado de 6 votos favoráveis e 3 votos contrários , vencendo a maioria conservadora dos magistrados do tribunal. Nos EUA cerca de um quarto da população será afetada pela decisão. O que deve aumentar o número de pessoas com porte de armas legais nas ruas das maiores cidades do país como Nova York, Los Angeles e Boston.

“Chocante, absolutamente chocante que eles tenham tirado nosso direito de ter restrições razoáveis. Nós podemos ter restrições a liberdade de expressão. Você não pode gritar palavras sujas em um teatro lotado por exemplo, mas de alguma forma não podemos colocar restrições na Segunda Emenda [da Constituição]?”, disse a governadora do Estado Nova York, Kathy Hochul .

Essa é primeira grande decisão do tribunal sobre armas em mais de uma década no país. A decisão acontece exatamente no momento em que o Congresso atua ativamente na legislação sobre armas , após os recentes tiroteios em massa no Texas, Nova York e Califórnia . As decisões da Suprema Corte  americana sobre armamento, respectivamente nos anos de 2008 e 2010 , estabeleceram um direito nacional de manter uma arma em casa para autodefesa . A questão que o tribunal enfrentou hoje é sobre o direito de portar uma arma fora de casa.

Nova York havia exigido que qualquer pessoa que solicitasse uma licença de porte de arma oculta primeiro apresentasse o que seria de um ” razão adequada ” para o pedido. Então as corte do estado Nova York entenderam que isso poderia significar que alguém precise ‘demonstrar uma necessidade especial de se defender’, o que entraria em conflito com o direito de defesa de cada cidadão americano. Para os juízes, existem leis restritivas semelhantes na Califórnia, Havaí, Maryland, Massachusetts, Nova Jersey e Rhode Island. O presidente Joe Biden disse que esses estados podem ser afetados por uma decisão contra Nova York, enquanto que a oposição alerta para um aumento na violência nas ruas. O prefeito de Nova York, Eric Adams , acredita que há muitos riscos em suspender as restrições.

Legislação

A lei de porte oculto de Nova York está em vigor desde 1913 e diz que, para portar uma arma escondida em público para autodefesa , uma pessoa que solicita uma licença deve demonstrar “causa adequada” , uma necessidade real de portar a arma. Quando as autoridades locais emitem uma licença de porte de arma, ela é irrestrita , o que permite a pessoa carregar uma arma em qualquer lugar não proibido por lei . A opção de licença é restrita, permitindo carregar uma arma apenas  eterminadas circunstâncias, o que pode incluir o porte de uma arma para caça , clube de tiro ou porte em viagens em regiões longe da cidade.

Fonte: IG Mundo

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Internacional

Boris Johnson renunciará ao cargo nesta quinta, diz imprensa britânica

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Pessoas protestam no Reino Unido com cartazes
Reprodução/Flickr Reggie McLarhan – 07.06.2022

Pessoas protestam no Reino Unido com cartazes

A imprensa britânica afirma que o primeiro-ministro Boris Johnson renunciará ao cargo. Uma série de meios de comunicação afirmam que ele entregará o posto nesta quinta-feira. A Sky, a BBC e o The Guardian informam que Johnson concordou em renunciar, o que dará fim a uma crise sem precedentes, marcada por escândalos e acusações de que o primeiro-ministro não tenha mais capacidades de gerir o país.

“Boris Johnson renunciará hoje como líder do Partido Conservador”, postou Chris Mason, editor político da BBC, no Twitter. Um porta-voz do primeiro-ministro informou que ele fará uma declaração à nação nesta quinta.

Desde terça-feira, uma onda de renúncias tomou o governo do Reino Unido, com mais de 40 demissões de ministros e secretários , forçando Johnson a ver seu poder por um fio em meio à crescente pressão para deixar o cargo. Mas a decisão de destituir nesta quarta-feira o ministro da Habitação, Michael Gove – seu braço direito na campanha de 2016 pelo Brexit –, mostrava que o líder conservador não pretendia cair sem lutar.

A série de renúncias teve como ponto de partida um escândalo sexual envolvendo Chris Pincher, então deputy chief whip do Partido Conservador no Parlamento: ele foi acusado de apalpar dois homens em um clube privado em Londres. Essa acusação causaram novos problemas para Johnson. O deputy chief whip é quem garante que parlamentares do partido votem conforme a orientação das lideranças da bancada

Pincher renunciou imediatamente. Ele havia sido nomeado por Johnson para o cargo em fevereiro passado. Depois da primeira acusação, a mídia britânica levantou outros seis casos sobre conduta sexual inapropriada envolvendo Pincher. Ele foi suspenso do Partido Conservador e pediu desculpas, garantindo que procura ajuda. Em julho, o governo afirmou Johnson não sabia de alegações contra Pincher antes de sua nomeação.

Pressão

Boris sobreviveu a um voto de desconfiança no Partido Conservador no começo de junho, conquistando 59% dos votos a seu favor. De acordo com as regras partidárias, quando sobrevivem a uma dessas votações, os líderes do partido não podem ter o cargo posto à prova de novo durante um ano.

Muitos conservadores pediram a mudança das normas internas do partido para acabar com essa imunidade. Uma reunião do grupo que decide as regras, chamado de Comissão 1922, estava marcada para as 13h de Brasília, mas foi adiada porque, segundo a imprensa britânica, alguns de seus membros consideravam a queda de Boris inevitável.

‘Partygate’

O premier britânico é confrontado desde o final de 2021 com o escândalo conhecido como “partygate”, marcado pela realização de festas na sede do governo durante os períodos de quarentena contra a Covid-19.

É também acusado de adotar posição leniente diante de denúncias de má conduta de aliados, como Chris Pincher, que nomeou como vice-chefe do governo no Parlamento. Além disso, o Reino Unido passa por um momento econômico difícil, com queda do PIB por dois trimestres neste ano, inflação alta e greves.

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Fonte: IG Mundo

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Fome afetou mais de 700 milhões de pessoas no mundo em 2021, diz ONU

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Fome afetou mais de 700 milhões de pessoas em 2021
Ansa

Fome afetou mais de 700 milhões de pessoas em 2021

Um relatório divulgado pela  Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) nesta quarta-feira (6 informou que entre 702 e 828 milhões de pessoas foram afetadas pela fome em 2021.

O número aumentou cerca de 150 milhões desde o início da pandemia de Covid-19 – mais de 103 milhões de indivíduos entre 2019 e 2020 e 46 milhões no ano passado.

Segundo o estudo, o mundo está se afastando do objetivo de derrotar a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição em todas as suas formas até 2030, quando é estimado que cerca de 670 milhões de pessoas (8% da população mundial) ainda vão sofrer de fome.

Os números mostram um quadro desanimador. Depois de permanecer relativamente inalterada desde 2015, a proporção de pessoas afetadas pela fome saltou em 2020 e continuou a subir em 2021, chegando a 9,8% da população mundial. Isso se compara com 8% em 2019 e 9,3% em 2020.

Outro dado alarmante é o de que cerca de 2,3 bilhões de pessoas no mundo (29,3%) enfrentaram insegurança alimentar moderada ou severa em 2021 – 350 milhões a mais em comparação com antes da pandemia de Covid-19.

O documento aponta ainda que cerca de 924 milhões de pessoas (11,7% da população global) sofreram de insegurança alimentar em níveis severos, um aumento de 207 milhões em dois anos, enquanto que quase 3,1 bilhões de pessoas não podiam pagar uma dieta saudável em 2020, 112 milhões a mais do que em 2019.

O relatório também observa um aumento na disparidade de gênero em relação à insegurança alimentar. Em 2021, 31,9% das mulheres em todo o mundo estavam em risco moderado ou grave de fome, em comparação com 27,6% dos homens.

Estima-se que 45 milhões de crianças menores de cinco anos sofriam de baixo peso para a estatura, a forma mais mortal de desnutrição, o que aumenta o risco de morte em até 12 vezes na infância.


Além disso, 149 milhões de crianças menores de cinco anos sofreram atraso no crescimento e desenvolvimento devido à falta crônica de nutrientes essenciais em suas dietas, em comparação com 39 milhões de crianças com excesso de peso.

De acordo com o relatório, espera-se que cerca de 670 milhões de pessoas (8% da população mundial) ainda passem fome em 2030, refletindo os efeitos da inflação nos preços dos alimentos decorrentes dos impactos econômicos da emergência sanitária.

O número é semelhante ao de 2015, quando o objetivo de combater a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição foi lançada até o final desta década, no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

O estudo é uma produção conjunta da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Brasil

Os dados também trazem números regionais e mostram que a prevalência de insegurança alimentar grave no Brasil aumentou de 3,9 milhões entre 2014 e 2016 para 15,4 milhões entre 2019 e 2021.

Já a prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave em relação à população total aumentou de 37,5 milhões de pessoas (18,3%) entre 2014 e 2016, para 61,3 milhões de pessoas (28,9%) entre 2019 e 2021.

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Fonte: IG Mundo

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