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Saúde

Nova cloroquina? Ivermectina tem aumento de 1.800% nas vendas

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Covid-19
MARTIN HENKELMANN/STOCKXPERT

Não há comprovação de que o medicamento possa ser usado no combate da Covid-19

Com a desconfiança e comprovações dos efeitos colaterais da hidroxicloroquina, um novo medicamento vem sendo comprado em massa pela população: a Ivermectina. O remédio, utilizado no combate a vermes e parasitas, registrou um aumento de 1.892% na plataforma Consulta Remédios, e é citado como possível fonte de combate à Covid-19.

O medicamento passou a ser alvo de especulações após estudos realizados na Austrália, no entanto, não há eficácia comprovada. “A divulgação de estudos preliminares acaba incentivando as pessoas a comprarem medicamentos como forma de combater o novo coronavírus. No entanto, esse é um risco altíssimo, uma vez que não há nada comprovado e, sobretudo, porque todo medicamento possui efeito colateral, dependendo da condição de saúde de cada um”, alerta Francielle Mathias, farmacêutica responsável pelo Consulta Remédios.

Os dados mostram que o aumento se deu do mês de abril para maio. No primeiro mês, apenas 50 unidades do produto haviam sido vendidas, já em maio, foram comercializadas 996 unidades por meio da plataforma.

Covid-19: Mortes sobem para 23,4 mil no Brasil; casos passam de 374 mil

Além do aumento nas vendas, o Consulta Remédios registrou cerca de 900 mil visualizações do produto no mês de maio, e entre as cidades que mais compraram a Ivermectina estão Rio de Janeiro e São Paulo.

“Observamos que o estado do Rio de Janeiro vem sendo responsável por cerca de 70% das compras do medicamento. Como é um medicamento com um preço relativamente baixo, muitas pessoas estão comprando”, explica Francielle.

A automedicação é um comportamento comum dos brasileiros, e uma pesquisa realizada pela plataforma no começo do ano com mais de 5 mil usuários mostrou que 73% dos brasileiros realiza essa prática.

Novo estudo mostra que hidroxicloroquina aumenta risco de morte e de arritmia

“Como somos uma plataforma que oferece ampla informação a respeito dos mais variados medicamentos, achamos importante conscientizar a população a respeito do uso correto de medicações. Esse tipo de prática é perigosa e deve ser combatida, por isso, o Consulta Remédios realizou essa pesquisa até como uma forma de propor ações para que as pessoas entendam esses riscos e eliminem esse hábito”, diz Paulo Vion, CEO da plataforma.

Cloroquina continua em alta

Apesar de os cientistas continuarem afirmando que não há eficácia comprovada no uso do medicamento no combate à Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro continua incentivando o uso do medicamento, e muitas pessoas consideram o medicamento uma saída.

“Estamos tranquilos e serenos”, diz Ministério da Saúde sobre uso da cloroquina

Na plataforma Consulta Remédios, a busca pelo medicamento caiu consideravelmente após a proibição da venda sem receita médica, mas ainda é alta.

Ministério da Saúde recomenda cloroquina para tratamento de todos os pacientes

“No mês de março, foram mais de 1 milhão e 200 mil buscas pelo medicamento. Já em maio essa busca foi de apenas 653 mil. O que significa que a medida para regular a venda vem funcionando. Como a venda só é possível com retenção da receita e a venda de medicamentos controlados não é permitida por meio remoto, a queda nas buscas após essa medida faz sentido. Provavelmente quem acessa agora está em busca de informações da bula, por exemplo”, alerta Francielle.

Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reiterou a importância de o medicamento ser somente utilizado em estudos clínicos, hospitais e sob supervisão médica. 

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Governo do Rio vai multar em R$ 106 pessoas sem máscaras

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O governo do Rio de Janeiro multará em R$ 106,65 pessoas que estejam sem máscara em espaços públicos, transportes públicos, estabelecimentos comerciais e repartições públicas estaduais. A multa chegará a R$ 700 no caso de pessoas jurídicas.

O decreto que regulamenta o uso de máscara e a multa para quem descumprir a regra deverá ser sancionada pelo governador fluminense, Wilson Witzel, nesta segunda-feira (11). A medida visa aumentar a proteção das pessoas contra o novo coronavírus, que causa a covid-19.

As multas começarão a ser aplicadas, pela vigilância sanitária, polícias e agentes do programa Segurança Presente após 15 dias da publicação do decreto no Diário Oficial do Estado. Os valores arrecadados serão destinados ao Fundo Estadual de Saúde.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid-19: voo com carga de máscaras cirúrgicas chega ao Brasil

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Um voo vindo da China chegou neste sábado (11) ao Brasil trazendo uma carga de 7,942 milhões de máscaras cirúrgicas de três camadas que serão distribuídas para as 27 unidades da Federação para uso de profissionais da saúde que atuam no enfrentamento da pandemia de covid-19.

Ministério da Infraestrutura traz ao Brasil 35º voo com carga de máscaras Ministério da Infraestrutura traz ao Brasil 35º voo com carga de máscaras

Ministério da Infraestrutura traz ao Brasil nova carga de máscaras compradas da China – Divulgação/Latam

Desde o dia 6 de maio, o país já recebeu cerca de 221 milhões de máscaras cirúrgicas e do tipo N95 de um total de 240 milhões de unidades adquiridas pelo Ministério da Saúde.

O avião foi fretado pelo Ministério da Infraestrutura, que vai contratar mais de 40 voos para transportar ps volumes para os destinos finais. A carga de 7,942 milhões de máscaras cirúrgicas de três camadas foi transportada em aeronave de passageiros Boeing-777, que aterrissou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

O Ministério da Infraestrutura é responsável pela operação especial para trazer da China as 960 toneladas de máscaras cirúrgicas e N95 compradas pelo Ministério da Saúde. Para auxiliar no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, o ministério desenvolveu um plano de logística e distribuição, em apoio ao Ministério da Saúde e aos governos estaduais e municipais.

“O plano nacional abrange ações para viabilizar a chegada do material importado, articulação com órgãos governamentais que atuam nos aeroportos para prioridade no desembaraço aduaneiro e apoio na distribuição dos equipamentos nos estados”, diz a pasta da Infraestrutura em nota.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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