conecte-se conosco


Política Nacional

Notícia da Folha sobre troca de emendas por Previdência gera bate-boca em Plenário

Publicado

Deputados foram ao Plenário da Câmara comentar uma notícia da Folha de S.Paulo de que o governo teria oferecido R$ 40 milhões em emendas para deputados votarem a favor da reforma da Previdência. O tema gerou bate-boca e um início de confusão entre os parlamentares em Plenário.

O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) disse que os deputados que votaram favoráveis estão sentindo a “pressão das bases” após a publicação da notícia. “Deputado que votou ontem já está sentindo o peso dos seus eleitores que não concordam que suas aposentadorias sejam retiradas”, afirmou.

O deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) rebateu. “O deputado tem de se preocupar com a sua própria base em vez de fazer ataques sujos. Votamos pelo Brasil e, por isso, votamos a favor da Previdência”, disse.

O líder do PRB, deputado Jhonatan de Jesus (RR), disse que não participou de reunião sobre o assunto. “A matéria fala de ‘líderes’, mas eu não fui consultado”, declarou.

Divergências
A oposição foi mais incisiva nas críticas. O deputado Valmir Assunção (PT-BA) afirmou que o governo Bolsonaro “se rendeu à velha política”. “Está nos meios de comunicação: indicou para embaixador em Roma o assessor de aliado. E os deputados que votaram a favor da reforma da Previdência na CCJ vão receber de R$ 10 milhões a R$ 40 milhões através do Orçamento”, disse.

O deputado Marcelo Nilo (PSB-BA) afirmou que, apesar dos pronunciamentos, o governo federal não desmentiu a reunião. “Os jornalistas têm provas dessa decisão do ministro-chefe da Casa Civil [Onyx Lorenzoni], que acertou com os líderes que seriam R$ 100 milhões para os líderes e R$ 40 milhões em emendas parlamentares para os deputados”, disse.

Já o deputado Bibo Nunes (PSL-RS) classificou a matéria da Folha como “uma lenda maldosa”. “Não existe toma lá, dá cá no governo Bolsonaro”, afirmou.

publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Política Nacional

Lava Jato e PGR: Entenda a crise que pode acabar com a força-tarefa

Publicado


source
Procuradoria-Geral da República
José Cruz-Agência Brasil

Operação que dominou o cenário político nos últimos anos pode estar chegando ao fim.

Criada em 2014, a Operação Lava Jato é um conjunto de ações da Polícia Federal (PF) que investigam esquemas de lavagem de dinheiro que teriam movimentado bilhões de reais em pagamento de propina.

A operação foi uma das responsáveis por desestabilizar o governo de Dilma Rousseff e levou políticos e empresários a serem investigados e presos. Entretanto, os dias da operação podem estar contados.

Isso porque a portaria que criou a força-tarefa da Lava Jato expira em agosto, cabendo ao Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras, renovar a operação por mais um ano, como foi feito em outras cinco oportunidades. Entretanto, fontes da Lava Jato dizem que Aras não tem a intenção de renovar a operação até 2021. Mas afinal, onde o atrito entre o órgão e a operação começou?

O conflito

 Lindora Maria Araújo
Gil Ferreira/Agência CNJ

Visita de Lindora Maria Araújo foi estopim para o conflito.

O embate entre a equipe da Lava Jato e a PGR começou quando, entre os dias 23 e 25 de junho, a subprocuradora-gera da República Lindôra Araújo visitou os escritórios da força-tarefa no Paraná e pediu acesso a documentos sigilosos da operação.

O pedido gerou incômodo nos membros da equipe da força-tarefa, que fizeram uma queixa à Corregedoria do MPF. Em contrapartida, segundo o jornal O GLOBO, a PGR disse que a visita de Lindôra estava marcada há mais de um mês.

Em nota divulgada após a visita da subprocuradora, a PGR também afirmou que estranhou a “a reação dos procuradores e a divulgação dos temas, internos e sigilosos, para a imprensa”.

Sergio Moro

Sergio Moro
Carolina Antunes/PR

Sergio Moro foi juiz da Lava Jato entre 2014 e 2018.

Agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro, Sergio Moro foi juiz da Lava Jato entre 2014 e 2018, sendo um dos principais nomes da operação. Desde que os atritos começaram, o magistrado se posicionou a favor da continuidade da Força-Tarefa e contra um eventual encerramento das atividades.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Moro disse que ‘não entende’ as propostas de revisionismo da Lava Jato. “Não entendo essa lógica do revisionismo, como se a Lava Jato não representou algo extremamente positivo, que foi uma grande vitória contra a impunidade da grande corrupção. Quem ataca a Lava Jato hoje eu sinceramente não entendo bem onde quer chegar”, disse o ex-ministro.

Na ocasião, Moro também disse que respeita Aras, mas que acredita que falta apoio do PGR às ações da PF. “Tenho respeito ao Augusto Aras, seria importante que ele refletisse um pouco mais, ele e também a cúpula da Procuradoria. Ele tem que se somar a esses esforços das forças-tarefa da Lava Jato e de demais forças que certamente terão que ser criadas”, completou o magistrado.

Além disso, o ex-ministro também utilizou suas redes para dizer que o Brasil vive um momento “anti Lava Jato”. 

Moro, Bolsonaro e corrupção

O combate à corrupção foi uma das principais bandeiras da campanha eleitoral de Jair Bolsonaro. Ao nomear Sergio Moro para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Bolsonaro acenava à sua base eleitoral, que via no juiz uma figura de herói. Entretanto, ao deixar o governo, Moro pode ter criado situações adversas para o governo Bolsonaro. A principal delas, é o enfraquecimento da Lava Jato.  

Para Pedro Fassoni Arruda, cientista político e professor da PUC/SP, a saída de Moro do governo Bolsonaro pode contribuir para o fim da Operação Lava Jato. Segundo ele, a operação vem sendo enfraquecida ao longos dos últimos anos por uma séries de motivos, entre os quais está a saída de Moro do ministério da Justiça e Segurança Pública. 

“O ponto principal da Lava Jato foi a condenação e a prisão do ex-presidente Lula e depois, gradualmente, a Operação Lava Jato foi ficando cada vez mais distante dos holofotes da mídia, chamando cada vez menos atenção e perdeu bastante apoio da população e até mesmo no meio jurídico depois que se descobriu o conluio entre Ministério Público Federal e a Justiça Federal de Curitiba.”, afirma Pedro. 

Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Discurso anticorrupção é uma das marcas da campanha de Jair Bolsonaro.

Entretanto, o cientista reafirma que o eventual fim da Lava Jato se deve, também, a outros fatores. “esse processo já vinha, gradualmente, perdendo força e agora, com a saída do Sergio Moro, isso pode contribuir pro fim da Lava Jato. Claro que isso não é uma explicação unicausal porque tem muitos outros fatores que ajudam a explicar. Além desse, o próprio fato de que algumas iniciativas foram invertidas pela Justiça. Muitas condenações foram anuladas em outras instâncias. Isso pode facilitar também o fim da operação lava jato.”, completou.

Outro ponto a ser levado em conta são as consequências da saída de Moro e a perda de apoio de Bolsonaro. Ao comentar sobre possível essa possível perda após a saída de Moro e seus desdobramentos, Pedro diz que, apesar de condenar, no campo retórico, práticas ilícitas, o presidente, seus familiares e membros do alto escalão do governo estão envolvidos em irregularidades. E, segundo ele, a tentativa de tentar proteger seus filhos motivou a saída de Moro e pode acarretar em perda de apoio. 

“O Bolsonaro vinha falando em combater a corrupção durante a campanha eleitoral. Mas agora fica cada vez mais evidente que ele também estava envolvido em práticas ilícitas que ele mesmo condenava. A saída do Sergio Moro, sem dúvida, contribui para que ele (Bolsonaro) perca apoio. Até mesmo porque a motivação desta demissão do Moro foi o fato de que o Bolsonaro queria exercer um controle maior sobre o Ministério da Justiça e sobre a Polícia Federal para proteger os seus filhos”, concluiu.

Porque não renovar?

Apesar do atrito entre o órgão e a força-tarefa, Aras não se pronunciou sobre o caso e nem deu indícios públicos sobre qual será sua decisão. Entretanto, um dos motivos pelos quais o PGR estaria cogitando encerrar a Lava Jato seria a proposta de criar um novo órgão de combate à corrupção dentro do Ministério Público Federal (MPF).

Nomeado Unidade Nacional Anticorrupção (Unac), o órgão pertenceria ao MPF, seria coordenado por um membro da PGR e iria unificar forças-tarefas de combate à corrupção em um único local. Dados obtidos pelas investigações seriam disponibilizados para agentes da Unac.

A proposta da criação do órgão teria sido feita por dois subprocuradores que pertencem ao Conselho Superior da PGR.

Continue lendo

Política Nacional

TCU proíbe governo de anunciar em sites que promovem ilegalidades

Publicado


source
jair bolsonaro
Reprodução/Twitter

TCU proibiu o governo Bolsonaro de anunciar em sites que promovem ilegalidades e que não têm relação com o público das campanhas

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo determinou nesta sexta-feira (10) que o governo federal pare imediatamente de destinar recursos de publicidade para sites e canais que promovem atividades ilegais ou que não tenham conteúdos relacionados com o público-alvo de suas campanhas.

De acordo com levantamento da Folha de S.Paulo , o governo de Jair Bolsonaro destinou verba publicitária nas campanhas pela  reforma da Previdência a sites infantis , em russo e canais de jogo do bicho, prática ilegal no Brasil.

As informações a respeito dessa destinação de recursos estão detalhadas em planilhas da Secretaria de Comunicação da Presidência da República ( Secom ), responsável pelos anúncios e a escolha dos veículos em que são divulgados, que hoje faz parte do recriado Ministério das Comunicações, chefiado por Fábio Faria .

Comandada à época pelo secretário Fabio Wajngarten , a Secom contratou agências publicitárias que compram espaços para anúncios em páginas da internet, canais do YouTube e aplicativos para celular por meio do GoogleAdsense, e o órgão nega que tenha escolhido divulgar suas campanhas em sites infantis, em russo, ligados ao jogo do bicho e ainda endereços responsáveis por fake news , as notícias falsas.

Por meio do GoogleAdsense , o anunciante não escolhe exatamente os veículos em que as publicidades serão divulgadas, mas permite escolhe de que público se quer atingir, quais os tipos veículos não quer veiculação e palavras-chave que devem ser vetadas. Por exemplo, poderia ter sido escolhido vetar as divulgações em páginas com a palavra-chave “jogo do bicho”, em sites que não estão na língua portuguesa e ainda canais com o público infantil como alvo.

Após o anunciante escolher seus critérios para as campanhas serem divulgadas, a ferramente do Google distribui a propaganda aos veículos que cumprem os requisitos, sem uma seleção manual por páginas infantis, por exemplo. Para evitar distribuir campanhas de reforma previdenciária nesses locais, que não têm o público-alvo buscado, o governo teria de limitar o anúncio e escolher melhor onde seriam apresentadas as propagandas feitas com dinheiro público.

As planilhas da Secom revelam que, dentre os 20 canais no YouTube que mais veicularam anúncios da campanha da Nova Previdência  nos períodos de 6 de junho a 13 de julho de 2019 e de 11 a 21 de agosto de 2019, 14 têm como foco o público infantojuvenil, como o canal Turma da Mônica.

A lista cita o Get Movies, também voltado para crianças e 100% em russo, como um dos que mais recebeu anúncios pela reforma da Previdência, com 101.532 peças divulgadas.

O endereço resultadosdobichotemporeal.com.br., página de jogo do bicho, recebeu 319.0082 inserções do governo Bolsonaro .

Além de proibir a veiculação das campanhas em sites que promovam práticas ilegais, a decisão do TCU também cobra que o Ministério das Comunicações se explique em 15 dias sobre as despesas publicitárias, investigue os fatos e apresente “evidências robustas que afastem a ocorrência dos indícios de irregularidade”. O tribunal ainda pediu todas as planilhas de compra de espaços publicitários no GoogleAdsense ou sistemas similares para analisar os dados.

O TCU cobra que a investigação não fique restrita à reforma da Previdência e englobe as demais campanhas feitas pelo governo federal.

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana