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Normativo vai disciplinar o uso de drones na pulverização de defensivos agrícolas

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O uso de drones para a pulverização de defensivos com tecnologia que pode substituir o pulverizador costal (pendurado nas costas) e que possibilita aplicação mais segura, eficiente e econômica, beneficiando o ser humano e o meio ambiente, é o objetivo de instrução normativa preparada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A normativa permitirá a aplicação aérea de agrotóxicos em áreas onde aviões agrícolas não conseguem chegar, em função de segurança operacional e de voo (obstáculos físicos como árvores, rede elétrica) e em áreas onde as máquinas agrícolas têm dificuldade de aplicação (solos encharcados, áreas de declive como os cafezais).

A minuta da norma foi apresentada pela Divisão de Política de Produção e Desenvolvimento Agropecuário da Superintendência Federal da Agricultura de São Paulo com o apoio da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, durante reunião em Campinas (SP), na semana passada. É uma resposta a demandas de setores da agricultura nacional. E também em função do uso crescente dessa tecnologia no mundo todo. O Sindicato Nacional das Empresa de Aviação Agrícola (Sindag) participou da reunião, assim como representantes da Embrapa, da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), além de auditores fiscais federais agropecuários do Mapa de vários estados.

A instrução normativa vai abranger os drones pertencentes à Classe III – aeronaves com peso máximo de decolagem entre 250 g e 25 kg (classificação segundo a Agência Nacional de Aviação Civil). As demais categorias – Classe I, com mais de 150 quilos, e Classe II, de 25 kg a 150 kg – continuarão seguindo a Instrução Normativa N° 02/2008, que trata das normas de trabalho da aviação agrícola.

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Todos os operadores de drones de pulverização (pessoas físicas ou jurídicas) terão que ter registro no Mapa. Eles devem ser qualificados para operar esse equipamento e aplicar o produto com segurança. Das empresas que pretendem utilizar drones para pulverização, será exigido que possua um engenheiro agrônomo, um piloto agrícola remoto certificado pelo Ministério e um técnico agrícola com curso de executor em aviação agrícola para as missões em campo.

No caso dos agricultores, será preciso contratar um engenheiro agrônomo e piloto agrícola remoto certificado. Tanto as empresas, quanto os agricultores terão que fazer os relatórios técnicos de cada operação, que deverão ser guardados por, no mínimo, dois anos e ficarão à disposição de eventuais fiscalizações por parte do Mapa.

Conforme o servidor o engenheiro agrônomo, Lucas Fernandes de Souza, da Superintendência de São Paulo, que coordena a elaboração da normativa, “por se tratar de tecnologia de aplicação de agrotóxico, é preciso que os equipamentos sejam pilotados por profissionais treinados para o serviço, capazes de realizar uma aplicação segura e eficiente, visando atender as necessidades da lavoura, sem esquecer o cuidado com o meio ambiente e a saúde humana”.

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Assim, o currículo do Curso de Piloto de Aeronave Remotamente Pilotada (CPARP) abrangerá desde a operação dos aparelhos até manutenção básica, noções de toxicologia, fatores meteorológicos e tecnologia de aplicação, entre outros intens. O servidor destaca ainda a importância em regulamentar a atividade, uma vez que poucos países do mundo possuem legislação específica para o uso de drones na pulverização de lavouras. E acrescenta que essa regulamentação permitirá ao agricultor brasileiro utilizar a ferramenta de forma segura.

Vantagens

O coordenador de agricultura digital e de precisão do Mapa, Fabrício Juntolli, reforça que o drone é muito aplicado na pulverização de culturas de alto valor agregado como morangos, flores e em áreas pequenas para substituir o pulverizador costal. “O drone não intoxica o operador, que fica distante, garantindo o uso eficiente e correto do agrotóxico. “Em última análise, contribui para a produção de alimentos mais seguros”, acrescenta.

Com versatilidade o drone faz a análise da lavoura desde o plantio até o estágio de desenvolvimento das plantas, disse Juntolli, “mostrando e monitorando o surgimento de pragas e doenças; falhas no plantio; falta ou excesso de umidade no solo; quantidade de biomassa, podendo fazer também a dispersão das sementes. Nos locais de muita declividade, onde o trator não chega, é a melhor opção, sendo um equipamento seguro”.

 

Mais informações à Imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
Janete Lima
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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Programa Agrosolidário atende 22 mil pessoas em 2019

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Fortalecimento Institucional

Programa Agrosolidário atende 22 mil pessoas em 2019

São 89 instituições atendidas

15/11/2019

“Esse projeto é um presente de Deus para minha vida! Porque só quem passa por um tratamento oncológico sabe a dificuldade que é para se alimentar. Durante a quimioterapia eu tinha reações adversas, não conseguia me alimentar, mas com a bebida de soja consegui controlar minha imunidade que é tudo no processo de cura”. Essas são palavras da paciente Vânia Silvério de Souza, do Hospital de Câncer de Mato Grosso (Hcan), uma das entidades assistidas pelo Programa Agrosolidário da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que em 2019 aumentou aproximadamente 83% na quantidade de pessoas atendidas em comparação a 2018. Só neste ano, foram mais de 22 mil atendimentos, em 89 instituições localizadas em 36 município.

O programa de responsabilidade social dos cerca de 6 mil produtores de soja e milho, associados a Aprosoja Mato Grosso, atua em três frentes: distribuição de bebida de soja em seus mais variados sabores, palestras com orientação nutricional para mães de baixa renda e ajuda financeira para incentivo ao esporte, cultura, cidadania e manutenção de entidades não governamentais.

A gerente administrativa da Aprosoja-MT, Gisele Lima, explica que a iniciativa vai muito além dos números. “Eu costumo dizer que o Agrosolidário é mais que um programa de responsabilidade social dos produtores rurais. Esse programa é um ato de amor, doação, carinho e solidariedade”, pontuou.

Por meio do Agrosolidário, os quase seis mil associados da Aprosoja-MT conseguem chegar aos quatro cantos do Estado colaborando com creches, Apaes, lares de idosos, centros de reabilitação, igrejas, escolas, hospitais, projetos esportivos, culturais, ente outros. Este ano um dos diferenciais foi a participação em eventos como o Pantanal Cozinha Brasil e a Semana do Deficiente no Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), em Cuiabá.

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“São parcerias que mudam muitas vidas. E os recursos investidos em projetos sociais são importantes porque aumentam possibilidades para crianças carentes, de praticarem um esporte, aprenderem instrumento e ficarem fora da rua. É uma oportunidade de vida, e eu falo tanto de saúde quanto de oportunidade social”, enfatizou Gisele.

Já diretor administrativo da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, destacou os principais avanços da ação que, no início de 2018, atendia 72 instituições e hoje trabalha com 89 instituições. “São 16 mil atendimentos diretos e outros 6.450 indiretos com a realização de eventos. Ajudamos tanto com a distribuição da bebida de soja, quanto com o aporte financeiro. Apoiamos projetos esportivos como Karatê, Vôlei Kids, e de incentivo à cultura como o Flauta Mágica. Portanto, a Aprosoja-MT tem dedicado grande parte de seus esforços e seus recursos ajudando a sociedade e promovendo trabalhos sociais”, enaltece.

Um dos maiores cases de sucesso do Agrosolidário é o Hospital de Câncer. Além de estar presente com trabalho social, como doação de bonecas para crianças e recursos financeiros para manutenção e reformas, também são entregues as bebidas de soja. Os pacientes em tratamento oncológico, crianças, adultos e idosos, ingerem o complemento alimentar inclusive via sonda. O que tem proporcionado a boa nutrição deles para continuarem os procedimentos como quimioterapia e radioterapia.

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Para a presidente da Associação Mato-grossense dos Cegos (AMC), Kelli Cristina Ramos de Oliveira, o apoio financeiro do Agrosolidário que é destinado a manutenção da associação, significa muito. “Somos uma instituição filantrópica e sobrevivemos de doações. E temos nos mantido de portas abertas graças a essa ajuda da Aprosoja. Agradeço a todos os produtores em nome dos 540 associados que têm no instituto uma porta de integração com a sociedade”, agradeceu.

Na AMC, os cegos recebem vários serviços nas mais diversas áreas como educação, esporte, lazer, cultura e saúde. Das pessoas com deficiência que chegam lá para se cadastrar, 98% precisam passar por uma reabilitação e aprender a ser independente. "E muitos são extremamente carentes e por isso também participam de cursos profissionalizantes, como informática. O investimento na área do esporte já trouxe resultado: o goalball feminino ficou em 3º lugar e os meninos do Futsal em 4º lugar em nível de Brasil”, comemorou Keli.

Entre os 36 municípios atendidos pelo programa em 2019 estão Cuiabá, Várzea Grande, Alto Garças, Campo Novo do Parecis, Canarana, Cláudia, Confresa, Cocalinho, Ribeirão Cascalheira, Santa Rita do Trivelato e Vila Rica.

“Esse projeto significou para mim um afeto, um carinho muito bem-vindo num momento tão difícil que é passar por um tratamento oncológico, só tenho a agradecer”, finaliza Vânia Silvério de Souza.

 

Fonte: Ascom Aprosoja

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA
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Universidades da Amazônia firmam compromisso de desenvolver pesquisas em bioeconomia

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Reitores de diferentes universidades da região amazônica brasileira assinaram uma carta de compromissos pelo desenvolvimento de pesquisas em bioeconomia para benefício do país e, principalmente, dos estados que abrigam a Amazônia.

O ato marcou o encerramento do 1° Encontro de Bioeconomia e Sociobiodiversidade da Amazônia, realizado nos dias 12 e 13 de novembro, na Universidade do Estado do Amazonas, em Manaus. O evento foi promovido pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Na carta, os reitores se comprometem a atuar de forma colaborativa para produzir conhecimento e propor políticas públicas voltadas para bioeconomia.  O objetivo da rede é criar alternativas inovadoras baseadas em novas tecnologias e estratégias que possam valorizar e proteger os ecossistemas da Amazônia e melhorar a qualidade de vida das populações que vivem no bioma.

 

Foto: Nelson Ponce/Copronat

“As universidades têm o papel estratégico na geração e aplicação de novos conhecimentos científicos, tecnológicos, culturais e humanísticos, consolidando parcerias interinstitucionais brasileiras e internacionais em áreas estratégicas da bioeconomia”, diz trecho da carta.

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O documento foi assinado por representantes das seguintes instituições: Universidade do Estado do Amazonas, Instituto Federal do Amazonas, Fiocruz Amazônia, Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Centro de Biotecnologia da Amazônia e as universidades federais do Amazonas, do Acre, do Oeste do Pará, de Roraima, do Amapá,  do Tocantins e Rural da Amazônia.

Workshops

Nesta quarta-feira, o Encontro também promoveu quatro workshops que discutiram de forma prática como desenvolver escolas de negócios sustentáveis, diálogos da sociobiodiversidade e castanha, cadeia produtiva de ervas medicinais, aromáticas, condimentadas, azeites e chás especiais, além de definir encaminhamentos do Plano Estratégico para a Bioeconomia do Amazonas.

Em um dos grupos,  as chefs de cozinha Teresa Corção e Maria do Céu, conhecidas como ecohefs, realizaram uma dinâmica de reconhecimento sensorial de ingredientes da Amazônia e de outras regiões do país.

Informações à imprensaDébora Brito
[email protected]

Fonte: MAPA GOV
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