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No Senado, técnicos confirmam que estiagem no Pantanal vai continuar

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Previsão é de que a seca se prolongue por pelo menos mais cinco anos, segundo dados apresentados na Comissão Temporária Externa

A estiagem deste ano ultrapassou todas as condições normais do bioma pantanal e superou a capacidade das instituições públicas que trabalham na prevenção do fogo e até dos pantaneiros, acostumados a lidar com o ciclo das águas. A avaliação é do secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério do Desenvolvimento Regional.

Segundo Alexandre Lucas Alves, a previsão é de que a estiagem se prolongue por mais cinco anos, o que representa um desafio para se estabelecer quais são as ações, metodologias e tecnologias para prevenção e preparação para essa situação excepcional.

O assunto esteve na pauta da Comissão Temporária Externa do Pantanal desta quarta-feira (30). Presidida pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), a CTE tem por objetivo elaborar o Estatuto do Pantanal e está ouvindo todos os setores na formulação dessa legislação.

“Precisamos nos preparar para as mudanças climáticas, principalmente em relação a essa estiagem no pantanal”, diz o senador.

Durante a reunião, Wellington Fagundes relatou a inexistência de um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres em Mato Grosso para atender animais vítimas de incêndios, acidentes e contrabando. Há previsão de instalação de quatro deles em Mato Grosso, mas nenhum está funcionando. Além disso, o antigo zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso poderá se transformar em um Centro de Triagem e Tratamento de Animais Silvestres.

O secretário Alexandre Lucas disse que a Defesa Civil poderá liberar recursos para a instalação desses Cras, já que Mato Grosso está entre os Estados com maior demanda de animais silvestres que precisam desse tipo de atendimento. Segundo dados da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, cerca de 1.500 animais são resgatados por ano.

O presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, também avaliou a situação dos incêndios no Pantanal e reforçou a necessidade de investimentos em treinamento das brigadas de prevenção. Neste ano, as ações no pantanal contaram com reforço especial já que a situação era extrema. Ele agradeceu o apoio recebido na região de fazendeiros e voluntários para alimentação, hospedagem e logística de transportes das equipes e garantiu: “Peritos estão rastreando a origem do fogo”.

O processo de identificação da origem dos focos de incêndio e a responsabilização dos envolvidos também está na pauta do PrevFogo, segundo afirma José Carlos Mendes de Morais, chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PrevFogo). Ele confirma a ação humana – intencional ou acidental – no surgimento dos incêndios no Pantanal.

O professor Paulo Teixeira, do Centro de Pesquisa do Pantanal, confirma a importância de um marco regulatório para o bioma – tarefa que está sob a responsabilidade da Comissão Temporária Externa do Senado e diz que, neste momento, é fundamental diagnosticar as perdas ocorridas em consequência das queimadas e traçar um plano para o futuro.

A CTE também ouviu o representante da Famato (Federação de Agricultura do Estado), Normando Corral, Marcelo Bertoni, tesoureiro da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), além dos senadores Simone Tebet, Nelsinho Trad e Soraya Thronicke, de Mato Grosso do Sul, e Esperidião Amin, de Santa Catarina.

A próxima reunião da comissão está agendada para sexta-feira, às 09h00 – horário MT.

 

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MT registra 8 mortes em 24 horas e tem quase 139 mil casos de Covid; já são 3.766 óbitos

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Há 178 internações em UTIs públicas e 182 em enfermarias públicas; taxa de ocupação está em 44% para UTIs adulto e em 21% para enfermarias

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quinta-feira (22), 138.888 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 3.766 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Foram notificadas 8 mortes e 751 novas confirmações de casos de coronavírus no Estado. Dos 138.888 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 14.101 estão em isolamento domiciliar e 120.469 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 178 internações em UTIs públicas e 182 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 44,50% para UTIs adulto e em 21% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (27.617), Rondonópolis (10.186), Várzea Grande (9.829), Sinop (6.752), Sorriso (6.140), Lucas do Rio Verde (5.835), Tangará da Serra (5.574), Primavera do Leste (4.787), Cáceres (3.423) e Campo Novo do Parecis (2.864).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

O documento ainda aponta que um total de 111.985 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 897 amostras em análise laboratorial.

Cenário nacional

Na última quarta-feira (21), o Governo Federal confirmou o total de 5.298.772 casos da Covid-19 no Brasil e 155.403 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 5.273.954 casos da Covid-19 no Brasil e 154.837 óbitos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou os dados atualizados de quinta-feira (22).

Recomendações

Atualmente, não existe vacina para prevenir a infecção pelo novo coronavírus. A melhor maneira de prevenir a infecção é evitar ser exposto ao vírus. Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca do novo coronavírus. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo coronavírus. Entre as medidas estão:

– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

– Evitar contato próximo com pessoas doentes;

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

 

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Cuiabá libera viaduto da Avenida das Torres nesta sexta-feira; obra de R$ 16 milhões vai beneficiar 100 mil pessoas

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Este é o primeiro viaduto construído 100% pela Prefeitura de Cuiabá

A Prefeitura de Cuiabá entrega nesta quinta-feira (22) o viaduto José Maria Barbosa e, a partir das 6h de sexta-feira (23), libera o tráfego de veículos no local. A construção da estrutura, localizada no entroncamento entre as avenidas Edna Maria Albuquerque Affi (Av. das Torres) e Érico Preza, foi concluída pelo Município e está pronta para o usufruto do condutores que trafegam pela região.
A obra foi iniciada em junho de 2019 e recebeu o investimento de R$ 16.340.726,63. Edificado com base nos estudos técnicos feitos pela equipe de engenharia da Prefeitura de Cuiabá e respeitando todas as normas da construção civil estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o elevado possui 200 metros de comprimento, 18 metros de largura, e aproximadamente 150 metros de muro de terra armada.
Este é o primeiro viaduto construído 100% pela Prefeitura de Cuiabá e seu projeto englobou ainda a instalação de iluminação de LED em toda estrutura e serviços complementares como jardinagem, pintura dos pilares de sustentação, dando colorido ao cinza do concreto, além de adequação na rotatória e construção da rede de drenagem nas vias laterais. A Secretaria de Obras Públicas também executou o trabalho reparo em todas as vias do entorno que, durante a obra, foram utilizadas como rotas de desvio.
De acordo com o estudo de viabilidade, o viaduto deve impactar positivamente da rotina de 10 mil pessoas de forma direta e cerca de 90 mil indiretamente. A expectativa é de que a estrutura elimine um congestionamento de veículos que gerava uma fila de aproximadamente 30 minutos no trecho em que foi construído. O levantamento do viaduto deve contribuir ainda para o crescimento econômico da região e melhorar o acesso aos serviços públicos ofertados nos bairros das regiões Leste e Sul.

COMO FICA O TRÂNSITO?

Com a entrega do viaduto José Maria Barbosa, todos os desvios e bloqueios implantados, provisoriamente, nas vias adjacentes serão desfeitos e o trânsito volta a funcionar com rotas permanentes. Para auxiliar o condutor nesses primeiros dias de adaptação, agentes de trânsito estarão posicionados em pontos estratégicos, prestando as orientações necessárias.
Somado a isso, a Diretoria de Engenharia da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) destaca que todo trabalho de implantação da sinalização viária vertical e horizontal já foi executado, a fim de garantir maior fluidez durante o trajeto e segurança tanto para os motoristas como para os pedestres que passarem pelo local.

 

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