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Opinião

NEWTON TAFURI – Quando a cirurgia para aumento de pênis é indicada?

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É comum homens se questionarem acerca do tamanho e calibre do seu pênis, até mesmo por questões culturais. As queixas mais comuns de pacientes que chegam ao consultório insatisfeitos com o tamanho do pênis geralmente estão relacionadas a dois fatores passíveis de correção por meio de cirurgia: pênis embutido e presença de prega peno escrotal, que une o pênis ao escroto.
A prega peno-escrotal ocorre quando a pele da parede frontal do escroto é ligada para cima na parte inferior do eixo do pênis; isso oculta uma porção do eixo do pênis, fazendo com que o pênis pareça mais curto, também pode ser a fonte de desconforto durante a relação sexual e atrapalhar ou impedir o uso de preservativo. É uma condição especialmente comum e tratável.
O pênis embutido é, na maioria das vezes, decorrente de anormalidade na implantação da pele e gordura peniana, dando a falsa impressão de que o pênis é pequeno. Outras vezes, decorre do excesso de gordura no monte de Vênus (região logo acima do pênis), estando muito associado à obesidade. O tratamento do pênis embutido é cirúrgico, realizando-se plástica peniana.
Algumas técnicas cirúrgicas de aumento de pênis também são indicadas para o caso do micropênis, condição rara na qual o menino nasce com um pênis com um comprimento inferior a 2,5 desvios-padrão (DP) abaixo da média da idade ou do estágio de desenvolvimento sexual e afeta 1 a cada 200 meninos.
Neste caso, a cirurgia para aumentar o pênis é normalmente indicada quando o tratamento com injeção de testosterona ou suplementação com hormônio do crescimento não é suficiente. Apesar do micropênis não representar problema de saúde, pode causar frustração e interferir diretamente na qualidade de vida do homem e, por isso, nesse caso o médico pode recomendar a cirurgia.
Outra indicação cirúrgica é no caso da doença de Peyronie, quando o paciente já está como a curvatura do pênis estabelecida, ou seja, já está na fase crônica, com impossibilidade ou muita dificuldade de penetração para a relação sexual; quando os parceiros reclamam de dores durante a relação devido à curvatura do pênis e aqueles que estão com uma disfunção erétil associada.
Por fim, amputações parciais por câncer e outros problemas traumáticos também são passíveis de cirurgia.
Mas, afinal, qual é o tamanho real do pênis? Estudos demonstraram que o comprimento médio do pênis do homem adulto é de 8,5 a 9,5 cm em flacidez e de 13 a 14 cm em ereção, dependendo das técnicas de medição utilizadas. Da fase flácida para o estado erétil, o pênis aumenta em média 4,5 cm em seu comprimento.
O fato é que o pênis pode apresentar, como outras partes do corpo humano, variações de forma e tamanho, sem, no entanto, caracterizar nenhuma anomalia ou doença. Observando que as cirurgias para aumentar o pênis não são recomendadas e reconhecidas como cirurgia eficaz pela Sociedade Brasileira de Urologia.
Por isso é muito importante que o paciente recorra a especialistas que possam fazer o diagnóstico e indicar o melhor caminho para cada caso, com avaliação de riscos e benefícios, até porque na maioria das vezes a questão pode ser apenas psicológica e, então, o paciente deve ser encaminhado para tratamento com profissional da área.

Dr. Newton Tafuri é urologista e diretor da SBU/MT

 

 

 

 

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1 comentário

1 comentário

  1. Gilvanio disse:

    Olá o documeto gostei do conteúdo! Saiba como homens estão obtendo um PÊNIS MAIOR e mais grosso de forma 100% natural e segura.
    Acesse esse link: https://bit.ly/Aumento-pênis

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Opinião

DIRCEU CARDOSO – A universidade, formadora e sem militância política

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Criadas sob inspiração liberal, com a finalidade de ensejar o desenvolvimento, as universidades vieram para reunir e qualificar os profissionais que o mercado necessita. Têm a dupla função de preparar a mão-de-obra que os empreendimentos exigem e, na outra ponta, oportunizar aos cidadãos e cidadãs as condições  para preencherem as vagas laborativas tanto no setor público quanto no privado. Ao sair das escolas, os novos profissionais  concorrem e  preenchem as vagas dos concursos públicos e nos postos oferecidos pelas empresas dos diferentes ramos.
Existem no país 2.537 instituições, entre universidades, centros universitários, faculdades, institutos federais e centros de educação tecnológica, Nelas estudam 6,5 milhões de alunos, dos quais 175 mil em pós-graduação. Formam-se anualmente 900 mil alunos (686 mil no ensino superior e os restantes no médio e tecnológico). Mesmo assim, os cursos disponíveis não têm conseguido ajustar a oferta à demanda do mercado, registrando-se sobra de formados em algumas áreas e falta em outras. A formação demora de três a seis anos de estudos, dependendo do ramo e sua complexidade. Há, ainda, ocupações que exigem pós-graduação e especializações, podendo o apronto do profissional ultrapassar uma década. O ensino é caro, tanto para os alunos das escolas privadas que pagam altas anuidades quanto para a União e os Estados que mantêm as escolas públicas. O sistema é imprescindível tanto para as atividades governamentais e econômicas quanto à população que carece de emprego e renda e, por conta da disputa e da escalada tecnológica, tem de se preparar melhor a cada dia que passa.
Além da tarefa formadora da mão-de-obra nacional, a universidade e os centros tecnológicos também prestam serviços de ponta até que estes tenham executores privados em condições de assumir a demanda. É uma importante atividade dentro de um país em frequente desenvolvimento e da chegada das novas tecnologias. Porém, com toda essa importante e inadiável missão educacional, social e econômica, o meio sofre o indevido aparelhamento político-ideológico. A esquerda infiltrou-se na universidade e em muitos casos atrapalha sua função quando, profissionais cooptados, em vez ou ao lado de formar o aluno nas áreas para as quais os cursos foram criados, insistem em transformá-los em militantes políticos. Não raramente, a formação de militantes é tratada com o mesmo ou até maior empenho que a curricular.
Ao ser criado, todo curso tem seu programa e objetiva a formação profissional. Até o ensino de ciência política é organizado de maneira a informar genericamente o aluno para que, com o conhecimento adquirido, exerça suas atividades profissionais e, se esse for seu desejo,, faça sua opção política e milite pelas causas que vier a escolher. Não é missão do professor imprimir viés ideológico às aulas. Quando ocorre, é uma grave distorção que tem de ser denunciada e combatida. Todo tempo empregado para difusão ideológica é perdido e certamente faz falta na formação do aluno dentro da carreira que abraçou. O professor, o servidor e até mesmo o aluno têm o direito de atuar  politicamente, mas nunca na sala de aula. O correto é escolherem o partido com que se identifique e participar de suas atividades, sem a promiscuidade com o sagrado templo do ensino.
É difícil identificar com certeza desde quando os esquerdistas tentam fazer da universidade o quintal de suas casas. Há quem diga que eles chegaram a esse ponto  em razão de um cochilo ou falta de interesse da direita que, se tivesse feito o mesmo, teria garantido pelo menos o contraponto. É, acima de tudo, injusta a politização da universidade e do ensino como um todo, pois a escola se destina a toda a população e deve estar acima da partição ideológica. É importantíssima para o desenvolvimento. Basta lembrar a potência em que se transformou a Coréia do Sul depois de sofrer uma devastadora guerra e optar por investir massivamente em Educação. O Brasil, que investe alto no setor, assim como a família que gasta elevadas somas para estudar os filhos, perderão muito se, em vez de profissionais, eles saírem diplomados e feitos militantes (não importa se de direita ou esquerda). O aluno tem de ser qualificado profissional e não politicamente. Sem isso, com todos os diplomas, continuará desempregado…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) [email protected]                                                                                                     

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ALFREDO DA MOTA MENEZES – Estranho momento

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O filho do presidente, Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio e que coordena o escritório de campanha do pai para a reeleição, disse que é “impossível conter reação de apoiadores a resultado de eleições”.

Quase no mesmo dia, em encontro com empresários no Rio, Braga Neto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro, disse que “sem auditoria de votos não tem eleição”. E tem ainda autoridade incentivando o armamento da população civil.

São frases e posicionamentos de pessoas íntimas do poder que sinaliza para algo antidemocrático, inclusive com manifestações e atos violentos, se Bolsonaro perder a eleição.

Não se fala nada contra as urnas e a Justiça Eleitoral se, ao contrario, Bolsonaro ganhar a eleição. Aí, deduz-se, a urna estaria correta e a Justiça Eleitoral também.

Bolsonaro ganhou cinco eleições para deputado federal e uma para presidente com essas urnas, seus filhos também ganharam eleições com elas. Agora não seriam mais confiáveis.

Baseado em que Bolsonaro diz que ganhou a eleição do Fernando Haddad no primeiro turno? Baseado em que também o presidente diz que Aécio Neves ganhou a eleição de Dilma Rousseff? Tem alguma prova? Até ontem isso não ocorreu.

Essa coisa da direita política reclamar de fraude em eleição não é só aqui. Nos EUA, Donald Trump, mentor da direita nacional, disse que ganhou a eleição de Joe Biden. Que foi roubado. Ele também disse frase a assessores que repercutiu, “digam que a eleição foi fraudada e deixe o resto comigo”.

Não apresentou nenhum prova, foi desmentido pela Justiça dos EUA.

Tem uma investigação no Congresso norte americano sobre esse assunto. Mostram como Trump incitou a invasão do Capitólio. Mostram detalhes incríveis de como ele não queria deixar o governo dizendo que fora eleição fraudada.

É praticamente impossível fraudar a eleição nos EUA. Quem elege o presidente é  colégio eleitoral de 538 delegados.  Estados com mais população e eleitores, como a Califórnia, tem mais votos nesse colégio eleitoral, outros estados, de acordo com seu eleitorado, tem votos variáveis no colégio.

O candidato a presidente que ganhar no voto popular num estado leva todos os votos eleitorais dali. Quem tiver, no final, mais votos do colégio eleitoral, ganhou a eleição. Pode até ter mais votos na votação geral nacional, mas pode perder no colégio eleitoral. Al Gore perdeu para George Bush assim. Como fraudar aquele sistema? Teria que ter fraudes em muitos estados de forma combinada, coisa impossível.

Mas a direita política de lá criou essa desconfiança. Mostram pesquisas que a maioria dos membros do partido Republicano de Trump acredita que houve fraude eleitoral nos EUA. E não apresentam nenhuma prova. Aqui a direita política caminha na mesma trilha. Falam, antecipadamente, que a eleição será fraudada se Bolsonaro perder. A democracia, lá em cá, está na berlinda.

A direita política no Brasil não vai querer aceitar o resultado da eleição se Bolsonaro perder. Vem confusão por aí. Vejam as falas e posicionamentos de expoentes da campanha do presidente. Mas a democracia e o bom senso prevalecerão.

Alfredo da Mota Menezes é analista político

 

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