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Política MT

Neri Geller critica política de juros do Plano Safra 2022/23

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O Plano Safra vai disponibilizar R$ 340,8 bilhões para o setor agropecuário

O deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Neri Geller, criticou as taxas de juros fixadas para os programas de financiamentos estabelecidas no Plano Safra 2002/23, sobretudo, para os pequenos e médios produtores, em relação a financiamentos para aquisição de tratores e colheitadeiras. A preocupação do parlamentar é gerar uma bolha de endividamento sem precedentes. Neste ano, o Governo Federal disponibilizou R$ 340,8 bilhões para o setor, 36% superior ao do ano anterior.

“As taxas de juros estão absolutamente exageradas. Ficou em 12,5% o Moderfrota para financiar trator, colheitadeira, vai criar uma bolha de endividamento como foi em 2004. Também ficou caro para custeio. As do Pronamp ficaram um pouco menores, mas ainda assim elevadas. As taxas de juros para o pequeno e médio produtor precisam ser equalizadas”, defendeu Neri.

Do orçamento global do Plano Safra, estabeleceram-se R$ 53,61 bilhões e juros de 5%/ano para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e R$ 43,75 bilhões e 6% de juros/ano no âmbito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

Do total de recursos disponibilizados, R$ 246,28 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização, outros R$ 94,6 bilhões serão para investimentos.

O Programa ABC, responsável pela recuperação de áreas de pastagens degradadas e implantação de sistemas de integração lavoura-pecuária-florestas, receberá R$ 6,19 bilhões, com taxa de juros de 7% ao ano para ações de recomposição de reserva legal e áreas de proteção permanente e de 8,5% para as demais.

Inovação

Por meio de programas como o Inovagro, o Plano Safra disponibiliza recursos para o incentivo à inovação tecnológica, investimentos necessários para a adoção de boas práticas agropecuárias, além de gestão da propriedade de R$ 3,51 bilhões em recursos, com juros de 10,5% ao ano.

Entre os financiamentos previstos no Plano Safra 2022/2023 estão os investimentos relacionados a sistemas de conectividade no campo, softwares e licenças para gestão, monitoramento ou automação das atividades produtivas, além de sistemas para geração e distribuição de energia produzida a partir de fontes renováveis.

Agricultura empresarial

Para os demais produtores e cooperativas, o total disponibilizado chega a R$ 243,4 bilhões, com taxas de juros de 12% ao ano. Os produtores rurais também podem optar pela contratação de financiamento de investimento a taxas de juros pós-fixadas. Os recursos disponibilizados no âmbito do Pronaf e do Pronamp têm taxas de juros controladas.

Armazéns

O Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (IPCA) que financia investimentos necessários à ampliação e à construção de novos armazéns, terá R$ 5,13 bilhões disponíveis na próxima safra, com taxas de juros de 7% ao ano para investimentos relativos à armazenagem com capacidade de até 6 mil toneladas, e de 8,5 % ao ano para os demais investimentos. O prazo de reembolso é de até 12 anos, com carência de até 3 anos.

Neste ano, foi instituído um limite de financiamento de R$ 50 milhões para investimentos relativos a armazenagens de grãos. Para o armazenamento dos demais itens, o limite continua sendo de R$ 25 milhões.

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Política MT

“Não tem nada de pressão é uma questão de foro íntimo”, diz Wallace ao anunciar recuo de disputa por vaga na AL

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Ex-prefeito de Várzea Grande, Wallace Guimarães (PV): “ouvi o coração, não estava feliz com o projeto de voltar à política”

O ex-prefeito de Várzea Grande, Wallace Guimarães (PV), anunciou a pouco sua desistência em disputar uma cadeira da Assembleia Legislativa nas eleições deste ano. “Eu estava neste projeto de candidatura a um ano, mas por uma questão de foro íntimo deixo a disputa. Não sei se quero isso para mim”, disse Wallace Guimarães com exclusividade para o portal ODOCUMENTO.

Conforme Wallace Guimarães, sua decisão foi exclusivamente por não estar feliz com o projeto de candidatura este ano. “Não tem nada  de pressão é uma questão de foro íntimo. Também não estou feliz em continuar com este projeto”, destacou.
O ex-candidato disse que a única coisa que o deixa entristecido é o fato das pessoas que já estavam engajadas no seu projeto de eleição para este ano. “Fico entristecido por conta das pessoas que já estavam no meu projeto de candidatura. E agradeço o meu partido o PV e a federação por conta do apoio que tive até o presente momento”, afirmou. “Posso ter acordado um pouco tarde, mas depois de uma conversa com minha família, filhos e amigos decidi deixar a disputa das eleições de outubro próximo”.
Conforme Wallace Guimarães, um dos motivos que mais pesou em sua decisão foi a atuação na medicina. Médico por profissão Wallace disse que pretende continuar com o trabalho que realiza no setor de saúde da cidade industrial. Ele diz ainda que vai continuar militando no partido e apoiando os projetos do PV em Mato Grosso mas que qualquer possibilidade de candidatura está afastada. “O PV tem bons quadros e a federação também e vamos estar na trincheira apoiando os companheiros”, completou.
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Júlio vê UB com força para eleger até 4 deputados estaduais e ‘estranha’ PSB na suplência de WF

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Partidos de Alckmin e Bolsonaro estão juntos em chapa de Wellington Fagundes ao Senado em MT

O ex-governador Júlio José de Campos (União Brasil), candidato a deputado estadual nas eleições deste ano, afirmou a jornalistas nesta segunda-feira (15), que a chapa do partido para a Assembleia Legislativa tem seis generais que vão disputar três vagas. “Eu digo que tem seis generais para três vagas. Vai ter uma cotovelada geral entre os seis para ver qual vai ser a promoção”, disparou.

Segundo Júlio Campos, a alta cúpula do partido se reuniu neste final de semana, decidiu oficializar e traçar a campanha. Já está mais ou menos organizado e “acredito que poderemos até fazer um quarto, mas com muita dificuldade, porque não conseguimos preencher o total de vagas”.

“Eram 25, conseguimos só 19 candidatos, e alguns com pouca penetração eleitoral, o normal é calcular que consigamos fazer três com certeza. E nenhum partido passará mais do que isso. É normal cada partido fazer uma vaga, a segunda vaga já é muito difícil para qualquer partido”, declarou.

Sobre a definição da segunda suplência de senador na chapa do senador Wellington Fagundes (PL), que disputa coligado com o União Brasil, Júlio Campos disse que “realmente é uma confusão para dar, vender e alugar. Eu mesmo nem sei quem é o segundo suplente. É do Lula (?)…é estranha essa composição, esdrúxula, fora do contexto. Não tem nem como explicar até para o eleitorado, mas em todos casos vamos aguardar o julgamento eleitoral. É o caso do vice da Márcia Pinheiro, ninguém sabe né”, opinou.

Segundo Júlio Campos, “é difícil explicar não só para o Bolsonaro, como para o eleitorado. É estranho, mas o eleitorado é que vai julgar”.

 

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