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Opinião

NEILA BARRETO – Casa Barão de Melgaço

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O Arquivo Público de Mato Grosso – APMT certificou em 27 de maio de 1997 a doação da Casa Barão de Melgaço como propriedade do Instituto Histórico de Mato Grosso – IHMT e ao Centro Mato-grossense de Letras, – CML cuja síntese registramos para a história.

“No Translado da escritura de doação de propriedade da Casa 26, sito à Rua Barão de Melgaço, na freguesia da Sé”, tendo como doadoras Emília Augusta Leverger, e como donatária a sua sobrinha Catharina Augusta Leverger do Couto, no dia 16 de janeiro de 1905, cujo ato aconteceu na residência de Antenor Augusto Corrêa, marido Catharina.

A Casa com uma porta e sete janelas de frente para a nascente e fundos para o poente até a rua Comandante Costa, confinando ao norte com a Travessa Voluntários da Pátria, para onde tem três janelas e um portão, compreendendo ao sul uma área que confina com o oitão da casa pertencente ao coronel Antônio Cesário de Figueiredo.

Em 1926 foi dirigida uma representação popular ao presidente do Estado – Estêvão A. Corrêa pelos senhores Francisco de Aquino Corrêa, Estêvão de Mendonça, José de Mesquita, Cesário da Silva Prado, Firmo José Rodrigues, Fernando Leite de Campos, Antônio Fernandes de Souza, Rubens de Carvalho, Alcindo de Camargo, Antonio Cesário de Figueiredo Neto e Achilles Verlangieri, pedindo a incorporação ao domínio do Estado da casa em que, nesta capital, residiu e faleceu o Almirante Augusto Leverger, o Barão de Melgaço, falecido a 14 de janeiro de 1.880, porque teve o mesmo uma atuação benemérita, tornando-se o mais legítimo expoente da nossa cultura durante o regime imperial.

No dia 14 de janeiro de 1.926, o presidente do Estado desapropriou por utilidade pública o imóvel, por meio de decreto, publicado no Diário Oficial do dia 28 de janeiro de 1.926. A doação ao IHMT e ao CML se deu em 23 de novembro de 1.930, por meio do Decreto n° 1 de 23 de novembro de 1.930.

Em 15 de abril de 1931, foi registrada a doação do mesmo imóvel, tendo como outorgante O Estado de Mato Grosso e outorgadas o “Instituto Histórico de Matto Grosso” e o “Centro Matto-Grossense de Letras “ – CML, por meio de escritura de doação lavrada. Em 1931 a casa recebia como numeração o número 177, localizada no primeiro distrito da cidade.

Em 1997, parecer do dr. Leopoldino Marques do Amaral dava parecer favorável para que se procedesse a averbação na escritura de doação, recebendo assim, toda a área que, desde 1.930 pertencia às duas instituições culturais.

Neila Barreto é jornalista, mestre em História e membro da AML.

 

 

 

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Opinião

LICIO MALHEIROS – Justíssima homenagem

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A implementação de políticas públicas passa necessariamente pela vontade de o poder público, em executar projetos que sejam exequíveis, e que venham de encontro aos anseios e necessidades, principalmente, dos mais humildes os expropriados do capital.

Na divisão dos Poderes estabelecida pela Constituição Brasileira cabe ao Poder Legislativo, entre tantas outras atribuições, a elaboração de leis e a fiscalização dos atos do Poder Executivo.

Isso, não significa dizer que o parlamentar não possa sair da sua zona de conforto; e vá atender às demandas e necessidades dos munícipes, através de ações altruístas e de cunho social.

A chamada em questão remete-nos, a um tema bastante difundido e discutido, a vontade de levar às populações periféricas, lazer e entretenimento.

O bairro Planalto, localizado na Região Leste tem 45 anos de existência, o mesmo, tem como fundador o ex-prefeito Rodrigues Palma, que decidiu comprar essa área, para acolher os moradores provenientes do bairro Canjica.

Na atualidade o bairro Planalto se desponta. No ponto final do mesmo, está localizado o Mine Estádio, de altíssimo nível, em seu anexo existia uma área, que servia de lixão, com animais mortos, sujeira e por aí vai.

Uma ação implementada pelo deputado estadual Elizeu Nascimento, vereador Cezinha Nascimento, José Roberto Stopa, o secretário Júnior Leite em consonância, com liderança do bairro Lucas Timtim, e demais moradores.

Estes, a duras penas iniciaram o processo de construção, do Complexo Esportivo Arena Planalto.

Do sonho à realidade, através de muito trabalho e dedicação de todos, inclusive de empresários da região que ajudaram na construção do mesmo, doando materiais de construção.

Na última segunda-feira (27), aconteceu a tão sonhada inauguração do Complexo Esportivo Arena Planalto, com três quadras de areia, com iluminação padrão.

Justissimamente, o mesmo levou o nome da mãe do deputado estadual Elizeu Nascimento a senhora Maria dos Anjos Nascimento (in memoriam), pessoa honrada, honesta, trabalhadora grande mãe e avó.

Realmente, o espaço físico dessa importantíssima obra, ganhou um toque especial, com o trabalho do grafiteiro Emerson Zonoizo. O mesmo, desenvolveu trabalho de pintura de altíssimo nível; retratando as belezas naturais do nosso Estado, parabéns Emerson.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

 

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Opinião

LUIZ HENRIQUE LIMA – Rondon: o legado traído

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De que adianta cultuar heróis se traímos o seu legado?

Enquanto se erguem estátuas, destroem-se as obras. Enquanto se colocam coroas de flores nos monumentos, pisoteia-se o que foi plantado. Enquanto se tecem discursos laudatórios, deturpa-se o sentido da mensagem.

Há diversos exemplos, mas hoje falarei do mato-grossense Rondon, o orgulho do Exército brasileiro.

Rondon, que de criança órfã em Mimoso atingiu o marechalato por decisão do Congresso nacional. Rondon, indicado ao Prêmio Nobel da Paz por Albert Einstein.

Rondon, cuja frase emblemática aprendi na cartilha do primário para nunca mais esquecer: “Morrer se preciso for; matar um índio, nunca”.

Que diria Rondon dos atuais dirigentes que estimulam a invasão das terras indígenas por garimpeiros, madeireiros, grileiros e toda espécie de antibrasileiros?

Que diria Rondon, idealizador do serviço de Proteção do Índio, ao ver sucateada a FUNAI, sua sucessora?

Que diria Rondon, que pugnou pela criação do Parque Nacional do Xingu, ao saber das propostas sorrateiras ou escancaradas de redução das áreas protegidas e unidades de conservação? Ou daquelas que pretendem a sua descaracterização com a exploração de atividades econômicas de elevado impacto ambiental?

Que diria Rondon, abolicionista e republicano, das perenes manifestações racistas e retrógradas que se sucedem diuturnamente e não por coincidência se traduzem em maiores taxas de homicídios  cujas vítimas são jovens negros?

Que diria Rondon, desbravador, inovador, estudioso das descobertas científicas e entusiasta de sua aplicação para o desenvolvimento nacional, diante do negacionismo de autoridades que boicotam a vacinação, desprezam a cultura e asfixiam a pesquisa nas universidades e instituições públicas?

Que diria Rondon, militar exemplar, ao ver incensados alguns que conspurcaram a dignidade de suas fardas com a prática de torturas e de outros crimes contra os direitos humanos?

Rondon, brasileiro de origem humilde, reconhecido internacionalmente. Rondon, expoente da engenharia, admirado por antropólogos e cientistas sociais. Rondon, bandeirante da paz, que palmilhou nosso chão, desbravou rios e sertões, implantou infraestrutura de comunicações e transportes e cujas expedições propiciaram a evolução dos conhecimentos de cartografia, geografia, biologia, botânica e demais ciências da natureza. Rondon, humanista e humilde, o maior herói dos brasileiros e o mais brasileiro dos heróis.

Que a memória de Rondon seja respeitada! Basta de negar tudo o que Rondon representou! Basta de destruir tudo pelo qual ele lutou! Basta de trair o legado de sua vida!

Luiz Henrique Lima é professor e auditor substituto de conselheiro do TCE-MT

 

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