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Negociações com o governo não avançam e servidores da educação decidem manter greve

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Servidores participaram de audiência pública na Assembleia Legislativa. Paralisação já dura três semanas

Os profissionais da educação estadual participaram de audiência pública realizada na tarde desta segunda-feira (17) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e reiteraram a continuidade da greve pelo pagamento do aumento salarial garantido pela Lei 510/2013. Durante a audiência, os deputados participantes manifestaram apoio aos profissionais mobilizados para sensibilizar o Poder Executivo para negociação com a categoria.

Com iniciativa da Comissão de Educação da ALMT, a audiência pública lotou dois auditórios e os corredores da Casa de Leis com representantes do ensino público de todo o estado. Paralisados desde o dia 27 de maio, os servidores estão com o ponto cortados e já receberam o salário com descontos referentes aos dias parados.

O presidente do Sindicato dos Profissionais da Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Valteir Pereira, afirmou que uma reunião com os dirigentes regionais deverá ser realizada para discutir na manhã desta terça-feira (18) para discutir a continuidade da greve e a realização de manifestações. “Não vamos aceitar que o governo mantenha o posicionamento autoritário e abusivo que retira o direito democrático de greve. Estamos cobrando o cumprimento da Lei 510, nada além disso”, afirmou o sindicalista.

O deputado Lúdio Cabral (PT) convocou os trabalhadores a se manterem mobilizados e disse que pedirá que a Comissão de Educação cobre dos parlamentares um posicionamento sobre o  movimentos grevista. “Um dos encaminhamentos sugeridos é mais do que para nós, é para vocês. Não temos força acumulada entre os deputados, por isso precisamos da força de vocês para ir ao chefe do Ministério Público para chegar a ele a dor e o sofrimento das famílias”, solicitou o deputado.

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O presidente da Comissão de Educação, deputado Thiago Silva (MDB) destacou a importância do apoio aos profissionais da educação independente do posicionamento político de cada um. “Sabemos das dificuldades do estado, mas é inadmissível o estado continuar com déficit e os incentivos fiscais em detrimento dos direitos dos servidores. Vamos encaminhar um documento detalhado ao governo com a sugestão de definição de cronograma de melhoria das escolas, da equiparação dos salários dos professores com das demais categorias de ensino superior e da prorrogação do prazo para o cumprimento da Lei 510”.

O promotor Miguel Slhessarenko, da promotoria de Cidadania e Defesa da Educação, afirmou que a nota do Ministério Público do Estado (MPE) não solicita o descumprimento da Lei 510, mas um adiamento em decorrência da atual situação financeira do estado. “Não há condições de pagar o aumento agora, mas isso não impede que isso seja revisto assim que houver melhorias. Pode ser daqui seis meses, um ano”, afirmou o promotor.

O professor Gilson Santos participou da reunião e disse que não é admissível o Ministério Público, que participou da construção da Lei 510/2013, falar que está à disposição para discutir. “O governo usa de má-fé para ameaçar os professores e o Ministério Público não pode aceitar isso”, afirmou o trabalhador.

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O Poder Executivo foi representado pelo secretário-adjunto executivo de Educação, Alan Porto, que durante sua apresentação leu uma nota do governo afirmando que não condições financeiras de pagar o aumento previsto na Lei 510/2013 e que, se pagar, comprometerá o salário dos demais servidores públicos estaduais.

Também participaram da audiência pública os deputados estaduais Max Russi (PSB), Dr. João (MDB), Valdir Barranco (PT), Wilson Santos (PSDB) e João Batista (PROS).

Números – O deputado estadual Lúdio Cabral, responsável por solicitar a audiência à Comissão de Educação, apresentou alguns dados sobre a arrecadação do governo que, segundo o parlamentar, derrubam a tese de que faltam recursos para o cumprimento da Lei 510/2013.

De acordo com Cabral, este ano a arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), entre os meses de janeiro e abril, supera o mesmo período de 2018 em R$ 230 milhões e que o Fethab já colheu R$ 270 milhões a mais do que o previsto no orçamento.

O deputado também afirmou que o Executivo alterou a metodologia do cálculo da arrecadação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para extrapolar o limite de gasto com pessoal. “O aumento de 47% para 57% do total de gasto com pessoal decorre de uma artimanha que colocou o valor retido em fonte do Imposto de Renda dos servidores como despesas”, afirmou o deputado.  Segundo o Lúdio Cabral, são R$ 1,2 bilhão que passaram a integrar a lista de despesas com pessoal.

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Limite da LRF terá estouro irreversível, caso seja concedido reajuste aos professores, afirma governador

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Afirmação foi dada em resposta a um grupo de professores que amanheceu acorrentado em frente ao Palácio Paiaguás

O governador Mauro Mendes (DEM) reafirmou nesta segunda-feira (22), após manifesto de um grupo de professores da rede estadual que se acorrentou em frente ao Palácio Paiaguás, que o Estado não tem condições de atender as reivindicações dos servidores da Educação, que estão em greve desde o dia 27 de maio. Em nota, o democrata afirma que está impedido de conceder os reajustes salariais por que o Governo está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com um gasto de 58,55% de receitas com o pagamento dos servidores.

“O Governo está impedido de conceder devido ao que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), além da crise financeira. A LRF é uma lei federal que estabelece parâmetros para os gastos dos Estados e municípios brasileiros”, diz trecho da nota.

“Se concedesse o aumento de mais 7,69% aos salários de milhares de professores estaduais, o limite seria estourado de forma irreversível, uma vez que resultaria em gasto adicional na ordem de R$ 200 milhões neste ano – valor que o Estado já não dispõe”, afirma.

Um grupo de cerca de 20 professores amanheceram acorrentados em frente a sede do Governo do Estado nesta segunda-feira. De acordo com professor e diretor do Sindicato dos Servidores do Ensino Público (Sintep-MT), Robson Cireia, o protesto irá durar o dia todo. “Estamos acorrentados aqui porque o governador assim desejou. Ele nos acorrentou nessa greve”.

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Confira a nota do Governo na íntegra:

Desde o início da greve, deflagrada em 27 de maio, o Governo do Estado tem dialogado de forma franca e honesta com a categoria, além de ter atendido a maior parte das reivindicações como, por exemplo, o pagamento de 1/3 de férias dos servidores contratados, que passará a ser garantido a partir deste ano. Segundo estimativa do Governo, serão R$ 52 milhões para o pagamento desse benefício.

 Além disso, o governo investirá R$ 15,6 milhões para substituição de servidores efetivos que se afastarão para qualificação profissional e mais R$ 11,9 milhões para substituição de servidores, que sairão de licença-prêmio ou se aposentarão. Serão investidos ainda R$ 35 milhões para melhoria na infraestrutura das escolas. Ao todo, o governo do Estado prevê o investimento de quase R$ 115 milhões na Educação, ainda este ano.

Outra reivindicação atendida pelo Governo é o chamamento do cadastro de reserva do concurso público de 2017, que vai contemplar vários municípios de Mato Grosso.

No mês de julho, serão chamados 681 profissionais para atuarem em várias escolas estaduais, sendo 221 professores, 300 apoios administrativos e 160 técnicos administrativos educacionais.

Quanto as outras reivindicações da categoria, referente ao pagamento da Lei Complementar 510/2013 e da Revisão Geral Anual (RGA), o governo está impedido de conceder devido ao que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), além da crise financeira.

A LRF é uma lei federal que estabelece parâmetros para os gastos dos Estados e municípios brasileiros. Entre esses gastos estão as despesas de pessoal, que podem consumir o máximo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL), ou seja, o Estado não pode gastar com folha de pagamento de seus servidores mais de 49% daquilo que arrecada.

Atualmente o Estado já está com o limite da LRF extrapolado, pois gasta 58,55% de suas receitas com o pagamento dos servidores.

Se concedesse o aumento de mais 7,69% aos salários de milhares de professores estaduais, o limite seria estourado de forma irreversível, uma vez que resultaria em gasto adicional na ordem de R$ 200 milhões neste ano – valor que o Estado já não dispõe.

Corte de ponto

O governo do Estado cumpre determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no que se refere ao corte de ponto de servidores grevistas. De acordo com o STF, o Estado é obrigado a cortar o ponto de servidores que se ausentarem de seu expediente em razão de greve.

O mesmo entendimento foi seguido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. No último dia 8 de julho, o Governo propôs suspender o corte de forma imediata e repor os pontos cortados em duas parcelas, desde que os professores retornassem às salas de aulas. A proposta foi resultado de audiência de conciliação, no entanto, não foi acatada pelo Sintep-MT, que decidiu pela manutenção da greve.

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Secretário garante reabertura da Santa Casa e nega que Estado tenha recusado R$ 3,5 milhões da prefeitura

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De acordo com Gilberto Figueiredo, a forma como seria feito os repasse prejudicaria o Estado. Hospital será reaberto amanhã

O secretário de Saúde do Estado, Gilberto Figueiredo, em visita técnica na manhã desta segunda-feira (22), na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, afirmou que há um déficit no Estado de quase 500 leitos de UTI´s (Unidades de Terapia Intensiva). Segundo ele, a reabertura da Santa Casa, programada para amanhã (23), é uma iniciativa necessária, que ameniza o problema do momento.

“Temos que focar daqui pra frente, tentar fazer melhor. Melhorar a estrutura de saúde em todo o Estado. Temos um déficit substancial de leitos em Mato Grosso. Precisamos de quase 500 UTI´s. Essa é uma iniciativa necessária, que ameniza o problema do momento, mas não será apenas essa iniciativa que vai resolver os problemas da saúde. Torcemos para que o novo hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá funcione com sua capacidade máxima logo, para ajudar nessa questão”, disse o secretário.

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Sobre a Santa Casa, o secretário disse que o governo fez apenas o necessário para retomar o atendimento do hospital. “O que nós fizemos aqui foi a manutenção necessária para que nós pudéssemos restabelecer o atendimento aos usuários do SUS. Não é uma reforma completa. Nós intervimos em alguns aspectos do telhado, e da estrutura física, edificações elétricas, em forro, pintura, mas isso não resolve 100% das deficiências estruturais”, disse.

“Ao longo da nossa operação na Santa Casa vamos continuar fazendo interferências que necessitam. Fizemos o que era prioritário nesses 60 dias. Porém, se nós ficarmos corrigindo tudo que tem corrigir, vamos demorar um ano. Mas devido a necessidade, vamos voltar o atendimento 100 por cento do SUS”, confirmou o Gilberto Figueiredo.

“Eu estou há seis, praticamente sete meses como gestor. Nada mais me espanta na área da saúde. Não podemos dizer que isso é uma peculiaridade apenas da Santa Casa. Temos os nossos hospitais do Estado também com uma série de deficiências estruturais. Não podemos condenar cem por cento uma instituição que fez um trabalho muito grande para a sociedade”.

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Segundo o secretário, o Governo não está recusando o montante de R$ 3,5 milhões por parte da Prefeitura de Cuiabá. “A forma como ficou acordado o repasse, deixaria o Estado mais endividado, além de ter que pagar parcelas por vários anos. O Estado precisaria aportar R$ 3,5 milhões do seu caixa pagando a prefeitura e em uma compensação, o Estado colocaria naquele acordo no TRT mais R$ 3,5 milhões. Para isso o Estado tem que antecipar muito mais do que 30 parcelas, mais R$ 3,5 milhões, algo em torno de 10 parcelas da indenização. Isso vai praticamente ultrapassar a gestão do Governo e não temos a certeza absoluta que nós vamos necessitar utilizar o hospital por 40 meses”, explicou.

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