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Opinião

NATASHA SLHESSARENKO – Meio ambiente, saúde e qualidade de vida

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A sustentabilidade geralmente é associada às questões ambientais, na capacidade de produção de bens, auto reparação de recursos naturais e atividades econômicas. Porém, também está relacionada à vida em vários aspectos através de uma visão integrada, que envolve toda a sociedade, seja no âmbito social, cultural, educação e, obviamente, possui total relação com a saúde.

Quando pensamos em não poluir os rios e mares, vias públicas, evitar desmatamentos, praticar alimentação sustentável, fazer coleta de lixo seletiva, cuidar do ecossistema, estamos praticando ações que visam o equilíbrio do meio ambiente, sem prejudicá-lo, para vivermos melhor a longo prazo, proporcionando maior sobrevida ao planeta em que vivemos.

Diante do contexto, é importante a reflexão sobre a relação desta temática com o campo da promoção em saúde, visto que cada vez mais as políticas e ações de sustentabilidade aproximam-se das demandas e ações dos serviços de saúde, diante dos custos elevados que observamos para haver manutenção e recuperação da saúde da população.

A degradação dos ambientes naturais num ritmo acelerado, como por exemplo a emissão de gases poluentes aumentando o efeito estufa, a redução da qualidade e disponibilidade da água, aumentam muito o risco de desenvolvimento de doenças, mortes e resulta em prejuízos à qualidade de vida e saúde das pessoas e gerações futuras. Sem contar com o aparecimento das doenças conhecidas como zoonóticas.

Assim como para promoção e prevenção da saúde, vale ressaltar que a principal forma de contribuir com a sustentabilidade é a mudança de comportamento das pessoas, principalmente adquirindo hábitos saudáveis de vida, reduzindo os impactos e preservando o meio ambiente para garantir assim saúde e bem-estar para todos.

Portanto, a sustentabilidade é essencial para promoção da saúde pois estão interligados, e o incentivo ao desenvolvimento sustentável favorece locais físicos e sociais para realizar por exemplo, práticas como redução da toxicidade alimentar, poluição do ar e ambiente, água limpa e saneamento básico, serviços de saúde de qualidade, o que reflete diretamente em um indivíduo saudável.

Importante também ressaltar aqui o papel fundamental da iniciativa privada na adoção de práticas sustentáveis, as empresas sustentáveis e a economia verde.

Por fim, muitos componentes da vida social que contribuem para uma vida com qualidade são também fundamentais para que indivíduos e populações alcancem um perfil elevado de saúde, para além dos hábitos de vida individuais.

É necessário mais do que o acesso a serviços médico-assistenciais de qualidade, é preciso enfrentar os determinantes da saúde em toda a sua amplitude, o que requer políticas públicas saudáveis, uma efetiva articulação intersetorial do poder público e a mobilização da população.

Dra. Natasha Slhessarenko é medica, professora da UFMT, conselheira do CFM e empresária

 

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Opinião

Servidores terão que devolver valores pagos ilegalmente na compra de combustíveis por prefeitura

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Conselheiro-relator, Sérgio Ricardo

O Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou que três servidores restituam valores pagos irregularmente pela Prefeitura de Rondolândia na aquisição de combustíveis durante o exercício de 2016. As falhas foram apuradas em tomada de contas ordinária (TCO) julgada irregular na sessão ordinária de terça-feira (5).

De acordo com o relator do processo, conselheiro Sérgio Ricardo, o ex-secretário de finanças, responsável pelos pagamentos, agiu com um elevado grau de negligência ao não verificar que as notas não haviam sido atestadas pelo responsável pelo recebimento, propiciando que ocorressem pagamentos de despesas sem a regular liquidação.
Também foram condenados os responsáveis pela emissão das notas de liquidação e pela fiscalização do contrato. Para o conselheiro, o primeiro foi omisso ao analisar os processos de pagamentos, pois emitiu notas de liquidação de despesas sem que elas tivessem sido atestadas pelo responsável.
Já no segundo caso, explicou que, embora apenas uma das dezesseis notas fiscais irregulares tenha sido emitida durante o exercício do seu cargo, esta somou um valor elevado. “Devendo o servidor ser responsabilizado nos limites”, avaliou o conselheiro-relator.
Por outro lado, afastou a responsabilidade da ex-prefeita. “Uma vez que não está presente a figura do dolo ou erro grosseiro, já que as irregularidades somente poderiam ser identificadas mediante completa e minuciosa visão dos atos praticados pelos seus subordinados” explicou.
Dessa forma, acolheu parcialmente o parecer do Ministério Público de Contas e votou no sentido de julgar irregular a TCO, condenando solidariamente os três servidores mencionados à restituição ao erário. Emitiu ainda recomendações à atual gestão do município.

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Opinião

VANESSA MORAES -Labirintite e perda auditiva

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Labirintite é um termo usado para denominar uma doença que pode comprometer tanto a audição quanto o equilíbrio da pessoa.

É causada por uma infecção que atinge a audição e as principais funções do labirinto e suas estruturas, que são responsáveis pela audição (cóclea) e pelo equilíbrio do corpo (vestíbulo).

Ela tem uma ligação muito grande com problemas auditivos como é o caso do zumbido nos ouvidos, podendo em casos mais complexos, levar a perda auditiva temporária, que dura até que a inflamação seja completamente tratada.

A labirintite manifesta -se comumente antes ou após os 40-50 anos e isso acontece por causa das alterações metabólicas do organismo.

O principal sintoma da labirintite é a tontura, mas este é apenas um dos mais comuns. Outros sinais também, podem aparecer, como:

– Vertigem, tontura e desequilíbrio: a pessoa sente que tudo está rodando e há uma dificuldade de se manter em pé. Não é comum o desmaio, mas a recomendação é evitar deitar quando a tontura for excessiva;

– Audição diminuída: pode acontecer de forma mais grave ou mais suave, dependendo de cada caso;

– Perda da audição: pode ser de leve a aguda;

– Alterações gastrointestinais: da mesma forma como as náuseas, é possível ter prisão de ventre e outros desconfortos intestinais;

– Zumbidos no ouvido: é um som que é originado no ouvido ou na cabeça, produzindo extremo desconforto de difícil caracterização e tratamento;

– Náusea e vômitos: são os sintomas mais comuns (depois da tontura) e, para aliviá-lo, é importante consultar um médico otorrinolaringologista para prescrever a medicação correta;

– Sudorese: o excesso de suor acontece em decorrência de outros sintomas que, juntos, aumentam o mal-estar.

A fase mais aguda da doença pode surgir de repente, sem nenhum tipo de sintoma inicial, podendo durar minutos ou até dias. Quando a labirintite é desencadeada por gripe ou resfriado, os sintomas podem demorar mais para surgir, cerca de 1 ou 2 semanas, normalmente.

Quando a labirintite é totalmente causada pela inflamação do labirinto, é comum ocorrer perda auditiva. Quando ela acomete o ramo do nervo auditivo, caracterizando uma neurite vestibular, os sintomas são apenas tonturas e não há nenhum tipo de perda auditiva, pois o ramo coclear fica intacto nestes casos.

O labirinto é responsável por informar ao cérebro o deslocamento do corpo. Quando essas informações não são corretas entre labirinto, visão e outras partes do corpo, como ligamentos e músculos, o resultado é a tontura, onde há a sensação de desequilíbrio, escurecimento da visão, entre outros.

A grande relação entre o sistema do equilíbrio do corpo com a audição são as funções do sistema nervoso central. Muitas pessoas que apresentam problemas de equilíbrio tendem a apresentar, também, sintomas como zumbidos no ouvido, dificuldade para compreender a fala, diminuição da audição e desconforto ao ouvir sons intensos.

A causa pode auxiliar no tratamento desta forma, procure um médico especialista para o diagnóstico correto. As causas podem incluir também: infecções virais como resfriados, sarampo, gripe e febre irregular; crises alérgicas agudas; colesterol alto, pressão alta e diabetes; tumor cerebral algumas doenças neurológicas; disfunção da articulação temporomandibular (ATM); excesso de cigarro e bebidas alcoólicas; excesso de ansiedade e estresse excessivo.

São fatores considerados de risco para labirintite: idade; má alimentação, com excesso de gordura, por exemplo; altas taxas de ácido úrico; tabagismo; otites (que são infecções nos ouvidos); açúcar em excesso; hipoglicemia e diabetes; uso de medicamentos em excesso, como anti-inflamatórios e alguns tipos de antibióticos.

O tratamento costuma ser dividido em 3 etapas: 1- Tratamento dos sintomas: realizado com medicação;2-Tratamento da causa: que a investigação do que ocasionou o problema e realização de exames de audição; 3-Reabilitação do labirinto: a reabilitação é o tratamento fisioterápico da vertigem, ajuda o paciente a estimular o equilíbrio, que pode ser feito com ou sem medicação, dependendo da causa da labirintite.

Quando a pessoa está em crise é indicado não dirigir, evitar excesso de medicações e beber bastante líquido. Evitar situações estressantes e é primordial manter uma alimentação saudável. O cigarro e o álcool tendem a aumentar a labirintite.

É importante respeitar a medicação indicada pelo médico, mesmo que os sintomas cessem. Só se deve parar de tomar, após o período indicado.

Vanessa Moraes é fonoaudióloga e audiologista

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