Conteúdo/ODOC - O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), adotou um discurso de cautela e independência ao comentar possíveis alianças políticas, especialmente diante de sinais de diálogo do governador Mauro Mendes (UB), com lideranças do campo bolsonarista para a disputa ao Senado.
Em entrevista ao programa Roda de Entrevista, Pivetta foi questionado sobre o aceno feito por Mendes ao senador Wellington Fagundes (PL), ocorrido durante o velório da mãe do ex-governador Dante de Oliveira. Nos bastidores, o gesto foi interpretado como uma sinalização para conversar sobre uma possível composição ao Senado, em uma eventual dobradinha com José Medeiros (PL), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao tratar do tema, Pivetta evitou antecipar cenários e afirmou que não é possível fazer previsões sobre articulações que ainda não estão sob seu controle. “É muito difícil fazer conjecturas em situações que a gente não tem controle”, disse.
O vice-governador reforçou que, neste momento, sua principal segurança está dentro do próprio partido. “Eu já tenho consentimento do meu partido para mim ser pré-candidato, que é o que eu sou hoje, pré-candidato”, afirmou, acrescentando que tem “segurança dentro do Republicanos de que não tem problema eu ser candidato pelos Republicanos”.
Pivetta afirmou que busca diálogo com outras siglas, mas estabeleceu limites claros para eventuais alianças. “Eu tenho disposição para o diálogo, tenho disposição para fazer as composições, desde que eu não tenha que vender a alma, desde que eu não tenha que abrir mão dos valores fundamentais que norteiam a nossa vida na política”.
Na entrevista, o vice-governador criticou acordos baseados na divisão prévia de espaços de poder e cargos. “Quero muito ser, mas quero ser livre. Quero ser comandado pelo povo, e não por interesse de partido A, por compromisso de entregar pedaços de governo para partido 1, 2, 3. Isso costuma não dar certo”, afirmou.