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Na Índia, ministra busca ampliar e diversificar comércio e cooperação com país asiático

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A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) inicia nesta quarta-feira (22) a agenda de compromissos na Índia com objetivo de ampliar e diversificar o comércio e a cooperação com o país asiático. Estão previstas reuniões com os ministros que tratam da agricultura e alimentação no país, além da participação em encontros empresariais.

No dia 24, a ministra se integra à comitiva do presidente Jair Bolsonaro, quando participará da cerimônia de troca de atos e reunião com integrantes do governo local.

Tereza Cristina irá se encontrar com Harsimrat Kaur Badal (ministra do Processamento de Alimentos), Giriraj Singh (ministro da Pecuária, Pesca e Lácteos), Narendra Singh Tomar (ministros da Agricultura e Bem-Estar dos Agricultores) e Ram Vilas Paswan (ministro de Abastecimento, Alimentos e Distribuição Pública).

Está prevista a assinatura de uma declaração conjunta entre o Mapa e o Ministério da Pecuária, Pesca e Lácteos para cooperação em saúde animal e melhoramento genético. A cooperação, com duração de três anos, prevê que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) irá oferecer capacitação para técnicos indianos em fertilização in vitro e transferência de embriões, além de apoiar a instalação e operacionalização de um Centro de Excelência em Pecuária de Leite na Índia.  

Um dos encontros empresariais tratará de parcerias entre os dois países na área de segurança alimentar, com a participação do setor privado brasileiro e indiano. Além de negociações para aumentar a oferta de produtos agropecuários brasileiros para o mercado indiano – que tem a segunda maior população do mundo (mais de 1,2 bilhão de pessoas), o modelo produtivo brasileiro, a qualidade dos produtos, status sanitário e a sustentabilidade da produção serão abordados.

Oportunidades na área de energia é o tema de outra agenda com empresários. A ministra participará ao lado do ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia. Uma das pautas é o apoio do Brasil para o aumento da produção de etanol na Índia.

No dia 27, último dia da agenda naquele país, Tereza Cristina estará na abertura do seminário India-Brazil Business Forum, que terá a presença do presidente Jair Bolsonaro e mais ministros brasileiros. O evento é organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) em parceria com o governo e entidades empresariais indianas.

Cerca de 70 representantes de empresas brasileiras e de associações, de diversos setores, integram a missão. Desse total, há 16 empresas do agronegócio, como de carnes, frangos, suínos, etanol, algodão, feijão, pulses (lentilha e grão de bico) e cítricos. Eles terão a oportunidade de fazer visitas técnicas e conhecer empresários indianos, o que poderá facilitar a realização de futuros negócios entre os dois países.

Ao menos sete projetos setoriais de promoção de exportações desenvolvidos pela Apex-Brasil em parceria como setor privado tem hoje a Índia como mercado prioritário, entre os quais os de carnes suínas, frangos e ovos; suco de laranja; couros; alimento, acessórios médicos e cosméticos para animais e o de etanol e derivados.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que participa do encontro, o mercado indiano já está aberto para o frango brasileiro, porém cobra tarifas de 30% para produtos inteiros, 100% para cortes de frangos e 27% para suínos.

Balança comercial

Em 2019, as exportações agropecuárias para a Índia somaram US$ 676 milhões. Os dez produtos agrícolas mais vendidos foram: óleo de soja (bruto), açúcar de cana (bruto), algodão, feijão seco, pimenta piper (seca ou triturada em pó), óleo essencial de laranja, óleos essenciais, maçãs (frescas), sucos e milho.

As importações resultaram em US$ 85 milhões no ano passado. Os produtos indianos mais comprados foram: óleos essenciais, cominho (semente), cebola, chocolate e preparações à base de cacau, sementes oleaginosas (com exceção da soja), ração para animais domésticos, óleos vegetais, hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos, muciloginosos e espessantes e substâncias de animais para produtos farmacêuticos.

Informações à imprensa[email protected]

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CITROS/CEPEA: Maior oferta pressiona cotações da tangerina poncã

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Cepea, 03/04/2020 – No mercado de mesa, a maior disponibilidade de tangerina poncã limitou os valores da fruta na semana. Além disso, com o isolamento social da população, a saída de mercadoria foi mais retraída, segundo pesquisas do Cepea. De acordo com agentes, os mercados estão bem abastecidos, assim como as ceasas, que já recuaram as cotações a fim de escoar as frutas e reduzir os estoques. Na parcial da semana (segunda a quinta-feira), a de 27 kg, poncã tem média de R$ R$ 36,53/cx na árvore, queda de 13,5% em relação à anterior. A laranja pera também se desvalorizou nas praças citrícolas, conforme apontam pesquisas do Cepea, diante da restrição na demanda e do aumento na oferta de precoces. A média está em R$ 34,62/cx de 40,8 kg, na árvore, baixa de 3,2% em relação à semana passada. Já no caso da lima ácida tahiti, o cenário de demanda limitada voltou a pressionar os valores. Na média, a variedade é negociada a R$ 15,53/cx de 27 kg, colhida, queda de 12,5% em relação à semana passada. Vale ressaltar que a qualidade das frutas está satisfatória, uma vez que são provenientes de uma segunda florada e contaram com clima favorável para o desenvolvimento. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: CEPEA

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FRANGO/CEPEA: Enquanto exportação segue estável em março, liquidez e preço diminuem no BR

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Cepea, 03/04/2020 – O volume de carne de frango exportado pelo Brasil em março foi praticamente o mesmo do registrado em fevereiro. Segundo dados da Secex, foram embarcadas 324,64 mil toneladas de proteína de frango in natura em março, leve alta de 0,1% frente ao resultado de fevereiro/20 e aumento de 2,2% frente a março/19. O ritmo dos embarques, no entanto, diminuiu de fevereiro para março. Ainda de acordo com a Secex, o Brasil embarcou 14,76 mil toneladas por dia no mês passado, contra 18 mil toneladas/dia em fevereiro e 16,7 mil toneladas/dia em março/19. Diante disso, a sustentação no volume embarcado em março esteve atrelada ao maior número de dias úteis. Para os próximos meses, agentes de mercado têm expectativa de que o ritmo dos embarques volte a crescer, fundamentos em uma possível intensificação das compras chineses no Brasil. No mercado interno, após o setor ter registrado incremento nos pedidos em meados de março, principalmente por parte de mercados, as vendas de carne de frango se desaqueceram de 25 de março a 1º de abril. Segundo colaboradores do Cepea, além da retração da demanda por ser a última semana do mês, a redução das compras por parte de restaurantes, hotéis e demais serviços de alimentação, reforçaram a baixa liquidez e, consequentemente, as quedas nos preços. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: CEPEA

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