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Mulher ligada a sequestro de juiz americano pede prisão domiciliar

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Com um comparsa, garotas de programa voltam ao flat onde juiz americano estava hospedado no Rio
Reprodução 13/07/2022

Com um comparsa, garotas de programa voltam ao flat onde juiz americano estava hospedado no Rio

Presas há uma semana sob a acusação de terem participado do sequestro de um juiz americano em Copacabana, na Zona Sul do Rio, Beatriz Freitas dos Santos, de 19 anos, e Shayna Xavier Monteiro da Silva, de 27, apresentaram à Justiça pedidos para que possam cumprir prisão domiciliar. Ao depor na Delegacia Antissequestro (DAS), o magistrado estrangeiro contou que foi abordado no flat que havia alugado pouco depois de se encontrar com as duas mulheres, que, segundo ele, seriam garotas de programa. Na petição apresentada nesta terça-feira, dois dias depois do pleito feito pela defesa de Shayna, o advogado de Beatriz alega que “tudo aconteceu após um encontro com a suposta vitima para manter relação amorosa” e que “os próprios depoimentos deixam claros que não houve participação efetiva da acusada, sendo certo que o crime ocorreria mesmo em sua ausência”.

A peça assinada pelo advogado Ricardo Boschiglia afirma ainda que a cliente “não possui uma vida voltada para o mundo do crime” e que não há “prova de que , em prisão domiciliar, a acusada coloque a ordem pública em xeque, tampouco vítimas ou testemunhas que pudessem ser ofendidas”. Por fim, a defesa argumenta, como justificativa para a concessão da prisão domiciliar, que “a acusada é mãe de criança de idade tenra” — um menino de 1 ano e 3 meses, cuja certidão de nascimento foi anexada ao processo.

O mesmo foi feito pela defesa de Shayna, que cita os três filhos da presa, com idades de 6 e 9 anos, além de um bebê prestes a completar 1 ano. “A acusada é mãe de crianças menores e ainda viúva, conforme documentos anexos. E, ainda, possui residência fixa, é tecnicamente primária, foi mão recente e é a única pessoa que sustenta os menores”, enumera Maria Luiza de Saboia Campos Alves de Oliveira, que assina o pedido. Em seguida, a advogada pondera: “Ela possui condições de responder em prisão domiciliar, mesmo que seja determinada sob monitoramento”.

Até o momento, não constam no processo respostas a nenhum dos dois pedidos. A decisão está a cargo da juíza Paula Fernandes Machado, titular da 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, onde tramita a ação contra as duas mulheres. Além delas, também foi preso em flagrante Erivaldo Juvino Silva, conhecido como Nem da Malvina, apontado como chefe de uma milícia que age em diversos pontos de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

As investigações tiveram início após agentes da 24ª DP (Piedade) receberem informações sobre um americano sequestrado por bandidos, que exigiam pagamento como resgate. A polícia, em uma ação conjunta que também contou com a participação da DAS e da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), acabou descobrindo que a vítima foi rendida por dois homens em seu flat, em Copacabana, horas depois de receber as duas prostitutas. Elas voltaram ao imóvel com os criminosos, que roubaram dinheiro do turista e o levaram para local desconhecido.

Em depoimento, a vítima contou que costuma vir ao Brasil há 20 anos a turismo, sempre se hospedando em flats de Copacabana. Ele relatou que já manteve um relacionamento com uma brasileira no passado. O juiz chegou ao Rio no último dia 3 e, uma semana depois, marcou um encontro com duas garotas de programa que havia conhecido em viagens anteriores.

Na manhã seguinte, segundo o relato do americano, as duas mulheres pegaram um carro de aplicativo para deixar seu flat por volta das 11h30. Uma hora depois, contudo, elas bateram à porta do apartamento. Quando abriu, dois homens entraram, acompanhando as prostitutas — um deles depois identificado como Erivaldo.

Os homens se apresentaram como policiais e afirmaram que o juiz estaria preso. Um deles, segundo a vítima, estava armado com uma pistola. Após horas de diligências e negociação entre vítima e sequestradores, policiais prenderam Edivaldo no momento em que os criminosos retornaram para o bairro de Copacabana. O juiz americano foi libertado sem pagamento de resgate. As autoridades ainda buscam outros envolvidos com o crime.

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Fonte: IG Nacional

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Habeas Corpus para cônsul alemão é negado

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Cônsul Alemão, viúvo de belga
Divulgação

Cônsul Alemão, viúvo de belga

O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) negou, neste domingo (7), o pedido de Habeas Corpus solicitado pela defesa do diplomata alemão Uwe Herbert Hahn. O cônsul foi preso em flagrante neste sábado , suspeito de matar o marido, o belga Walter Henri Maxilien Biot, de 52 anos, em um apartamento em Ipanema, na Zona Sul do Rio.

Segundo a defesa do cônsul, a prisão teria sido ilegal, pela ausência de flagrante para a sua custódia, bem como considerando a imunidade diplomática.

A juíza Maria Izabel Pena Pieranti, do plantão judiciário do Tribunal de Justiça, se manifestou pela manutenção da prisão preventiva por entender que não caberia ao plantão judicial decidir sobre a soltura do investigado e que isso deveria ser feito em audiência de custódia.

“O Plantão não é um prolongamento do expediente forense, funcionando com normas próprias, específicas e cogentes. E, por óbvio, não pode o Juiz do Plantão desviar-se dos estritos termos das referidas normas. Não olvidemos que este Órgão Jurisdicional não tem o desiderato de atender a toda e qualquer demanda. Como tal, para atender as medidas que se enquadrem às finalidades textuais, há de pautar-se excepcional e parcimoniosamente”, completou.

O cônsul alemão teria afirmando, durante seu depoimento realizado na 14ªDP (Leblon), ao qual O DIA teve acesso, de que ele teria enviado uma foto do seu marido caído no chão do seu apartamento a um amigo residente em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Enquanto estava caída, a vítima emitia gemidos de dor, mas Hahnn disse achar que se tratava de embriaguez, o que seria de costume.

Imunidade

Segundo Caio Padilha, advogado criminalista, a imunidade diplomática não se aplica no caso.”O Supremo tribunal federal (STF), ao analisar casos com esse tema, aponta que o artigo 41 da Convenção de Viena só se aplica se o crime tiver relação com o exercício da função. Então, não há óbice que impeça a prisão preventiva ou em flagrante de um cônsul, principalmente em crimes graves”, disse.

A prisão do cônsul realizada pela Polícia Civil foi em flagrante. A reportagem não encontrou sua defesa; o consulado alemão ainda não se manifestou.

Noite do crime

A polícia foi acionada na noite de sexta-feira, dia 5, para o apartamento do cônsul, uma cobertura em Ipanema, Zona Sul do Rio. O médico do Samu, identificado como Pedro Henrique, foi acionado por volta das 20h e se recusou a atestar o óbito por mal súbito. A polícia acredita que o cônsul tenha demorado a chamar o socorro e confessou que pediu para que uma limpeza fosse feita no apartamento, o que dificultou a perícia. No entanto, luminol foi usado no imóvel e marcas de sangue foram encontradas em móveis.

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Fonte: IG Nacional

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Agentes do Samu se jogam no chão durante tiroteio

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Os agentes do Samu registraram o momento de perigo nas redes sociais
Reprodução Instagram

Os agentes do Samu registraram o momento de perigo nas redes sociais

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) passou um susto na manhã deste domingo (7). No entorno da Vila do João, comunidade na Zona Norte do Rio, os agentes de saúde tiveram que deitar no chão por conta de um tiroteio que acontecia ali. O momento foi registrado pelos próprios agentes, nas redes sociais.

Ao GLOBO, a assessoria de comunicação da Polícia Militar explicou que policiais militares da UPP Arará/Mandela foram “alvos de disparos de arma de fogo provenientes de criminosos da comunidade Vila do João” quando pararam na Avenida Brasil, sentido Zona Oeste, para sinalizar a pista ao observarem um acidente de trânsito sem vítimas no local.

Ainda segundo a PM, o tiroteio não deixou feridos e a ocorrência foi registrada na 21ª DP.

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Fonte: IG Nacional

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