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Mulher de jornalista inglês pede ações urgentes dos órgãos brasileiros

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O jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian, desapareceram no Vale do Javari, na Amazônia
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O jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian, desapareceram no Vale do Javari, na Amazônia

A mulher do jornalista inglês Dom Phillips, desaparecido na Amazônia junto ao brasileiro Bruno Araújo Pereira , pediu as autoridades brasileiras que ajudem nas buscas por seu marido. “Autoridades brasileiras, nossas famílias estão desesperadas. Por favor, respondam à urgência do momento com ações urgentes”, escreveu Alessandra Sampaio, em nota.

Alessandra Sampaio mora em Salvador com Phillips, que reside no Brasil há quinze anos. O britânico escrevia para publicações como os jornais The Guardian e Financial Times.

“No momento em que faço este apelo, eles já estão desaparecidos há mais de 30 horas no Vale do Javari, uma das regiões mais conflagradas (…) Só posso rezar para que Dom e Bruno estejam bem, em algum lugar, impedidos de seguir por algum motivo mecânico, e tudo isso vire apenas mais uma história numa vida repleta delas. Conheço, porém, o momento vivido pela Amazônia e conheço os riscos que Dom sempre denunciou”, declarou ainda a mulher.

No início da noite desta segunda-feira, a Polícia Federal apreendeu dois suspeitos de estarem envolvidos com o desaparecimento da dupla. Os agentes detiveram os pescadores identificados apenas por “Churrasco” e “Jâneo” no início da noite desta segunda-feira. Ambos foram levados para a cidade de Atalaia do Norte e estão em poder da Polícia Civil.

O indigenista Bruno Araújo Pereira, da Fundação Nacional do Índio (Funai), e o jornalista inglês Dom Phillips desapareceram no Vale do Javari, na Amazônia, quando faziam o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael até a cidade de Atalaia do Norte. 

A informação foi confirmada ao GLOBO pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja). O Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o Exército já foram acionados para realizar as buscas. 


Bruno Araújo era alvo constante de ameaças pelo trabalho que vinha fazendo juntos aos indígenas contra invasores na região, pescadores, garimpeiros e madeireiros. O Vale do Javari é a região com a maior concentração de povos isolados do mundo.

Bruno Pereira e Dom Phillips desapareceram quando faziam o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael até a cidade de Atalaia do Norte. Os dois desaparecidos viajavam com uma embarcação nova, com motor de 40 HP e 70 litros de gasolina, o suficiente para a viagem, e 07 tambores vazios de combustível.

De acordo com lideranças da Univaja, os dois se deslocaram com o objetivo de visitar a equipe de Vigilância Indígena que se encontra próxima à localidade chamada Lago do Jaburu (próxima da Base de Vigilância da Funai no rio Ituí), para que o jornalista visitasse o local e fizesse algumas entrevistas com os indígenas.

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Briga e pedido de ajuda: o que antecedeu morte de irmã por policial

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Rhayna morreu após ser baleada por irmã policial militar
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Rhayna morreu após ser baleada por irmã policial militar

Agressões à mãe e a uma irmã grávida; bebida alcoólica em excesso; ofensas, luta corporal e tiros que resultaram na morte de outra irmã. Assim foram as  últimas horas antes do crime que destroçou a família da policial militar Rhaillayne Oliveira de Mello.  A agente matou com um tiro no peito a comerciante Rhayana Mello, de 23 anos, na madrugada do último sábado.

Segundo depoimentos prestados pelo marido da policial, Leonardo de Paiva Barbosa, e o cunhado dela, Gabriel de Souza Motta, na 73ª DP (Neves) a que  O GLOBO teve acesso, os desentendimentos começaram já na noite anterior.

Confusão em festa Por volta das 20h30 da última sexta-feira, Rhaillayne saiu de casa para uma festa de família onde encontraria as irmãs, Rhayana e Thaillayne, e a mãe, Patrícia. Leonardo de Paiva Barbosa, marido da policial há cerca de um ano e meio, não foi ao encontro. Segundo ele, discussões e ofensas entre elas não eram incomuns, mas não agressões físicas. O principal motivo dos desentendimentos seria a cobrança por uma proximidade maior entre os parentes.

O início das brigas A briga aconteceu quando a família voltava para casa depois da festa de uma tia, na sexta-feira, em um carro de aplicativo. Rhaillayne, que andava nervosa e sem paciência segundo o próprio marido, considerou o motorista suspeito, e foi repreendida por Patrícia e Thaillayne, que não gostaram de sua postura. 

Rhayana, que tinha saído mais cedo da festa para ir a um bar com Gabriel de Souza Motta, cunhado e pai da filha de Thaillayne. Eles ficaram sabendo da briga por mensagem instantânea, que só exibe a foto uma única vez. Na imagem, dava para ver marcas de arranhões em Thaillayne, que estaria grávida. Apesar dos relatos, eles continuaram no bar, bebendo. 

Rhayana, que tinha saído mais cedo da festa para ir a um bar com Gabriel de Souza Motta, cunhado e pai da filha de Thaillayne. Eles ficaram sabendo da briga por mensagem instantânea, que só exibe a foto uma única vez. Na imagem, dava para ver marcas de arranhões em Thaillayne, que estaria grávida. Apesar dos relatos, eles continuaram no bar, bebendo.  

Rota dos bares Rhayana e Gabriel estavam num bar quando Rhaillayne mandou uma mensagem convidando os dois para um segundo bar, o Nando´s Beer and Joy, na Rua Jaime Figueiredo, popularmente conhecida com “rua da caminhada”.

De acordo com o depoimento de Gabriel à polícia, Rhaillayne já estava no lugar bebendo sozinha quando eles chegaram. Ela mostrava “sinais de que estaria sob efeito de álcool”. Gabriel disse ainda que por várias vezes Rhaillayne tentou intimidá-lo e fez questão de deixar claro que estava armada.

Arma do crime Leonardo afirmou à polícia que estava dormindo, por volta das 3h, quando Rhaillayne chegou em casa, foi até o quarto e pegou algo que ele não soube dizer o que era. Sem falar nada, a policial saiu de casa novamente; Leonardo disse ter voltado a dormir.

Quarenta e oito minutos depois, o soldado contou ter recebido um telefonema da mãe de Rhaillayne, dizendo que a PM, muito nervosa, havia discutido com ela e com outra irmã. Leonardo se levantou para procurar a arma da esposa, uma Glock calibre ponto 40, que pertence à PM e estava acautelada com Rhaillayne. E não encontrou a arma.

Pedido de ajuda Por volta das 4h, Leonardo recebeu uma ligação de Thaillayne, preocupada com a irmã que estaria “extremamente nervosa”. Na ligação, ela pediu que o cunhado ligasse para o pai delas, Wallace Carvalho de Mello. A pedido dele, meia hora depois, o policial saiu em busca da mulher pelos bares da região.

Rhayana teria dado o endereço do bar ao cunhado, que chegou lá às 4h45. Já no bar, ele constatou que Rhaillayne estava armada e tentou convence-la a voltar para casa, sem sucesso. Leonardo foi até a casa da sogra, por onde ficou por uma hora antes de voltar para casa, às 6h.

Momentos de tensão Rhayana disse ao cunhado que manteria distância de Rhaillayne para evitar conflitos. Mas por volta das 7h55, ela ligou novamente para Leandro pedindo ajuda. Desta vez, ela disse que a irmã estava “transtornada e alcoolizada em via pública”, no posto Camarão, na Rua Francisco Portela. Leonardo chegou ao endereço às 8h10 e encontrou a mulher com “claros sinais de embriaguez” mas que, ainda assim, continuava a beber, acompanhada de Gabriel e de Rhayana. Ele teria tentado apaziguar a situação, que já era tensa entre as irmãs. Mas logo a situação saiu de controle, e elas começaram um embate físico.

Última parada Com o bar já fechado, Rhaillayne tentou ir ao banheiro. Impedida pelos funcionários e pelo dono do lugar, ela teria feito um disparo para o alto. Foi quando eles foram para um posto de gasolina próximo. Incomodada com o comportamento de Rhaillayne, Rhayana ligou para Leonardo para que viesse buscar a irmã. As duas teriam se desentendido e começado a discussão.

Quando Leonardo chegou, disse que tentou acalmar os ânimos, mas a briga só piorou. Foi quando Rhaillayne deu um soco na cabeça da irmã, que revidou. A força do golpe fez com que Rhaillayne perdesse o equilíbrio e caísse no chão.

Ao se levantar, a PM sacou a pistola da cintura e fez disparos em direção a irmã. Dos cinco tiros, um atingiu Rhayana tórax. Rhaillayne tentou socorrer a irmã, que sangrou até morrer no posto de gasolina antes de o socorro chegar. De acordo com o laudo de necropsia, a causa da morte foi hemorragia interna, lesões pulmonar e vascular provocadas por ferida penetrante no tórax.

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Fonte: IG Nacional

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Presidente e vice do STF assumem plantão no recesso de julho

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Crise entre Poderes enfraquece imagens das instituições
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Crise entre Poderes enfraquece imagens das instituições

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, dividirá com a vice-presidente, ministra Rosa Weber, a atuação durante o plantão de julho durante o recesso das atividades. A ministra Rosa Weber vai responder pela Presidência da Corte entre os dias 2 e 15 deste mês, ficando responsável pela análise das questões urgentes que chegarem ao Tribunal nesse período. Luiz Fux comanda o plantão entre 16 e 31 de julho.

De acordo com o artigo 13, inciso VII, do Regimento Interno do STF, cabe ao presidente decidir questões urgentes nos períodos de recesso ou de férias. Mas, como vem acontecendo em outros períodos recentes de recesso, alguns ministros têm manifestado interesse em permanecer trabalhando durante o período.

A ministra Cármen Lúcia e os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski comunicaram à Presidência que continuarão exercendo suas funções jurisdicionais neste mês.

Prazos processuais ficam suspensos no STF durante mês de julho

Os prazos incidentes sobre processos em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF) serão suspensos entre os dias 2 e 31 de julho, em razão das férias dos ministros. A medida foi estabelecida pela Portaria 109/2002, assinada pelo diretor-geral do Tribunal, Edmundo Veras. Com isso, os prazos processuais que se iniciam ou se encerram nesse período ficam automaticamente prorrogados para o dia 1º de agosto, primeiro dia útil subsequente.

Nesse período, conforme previsão regimental, cabe à Presidência a decisão de casos urgentes. O atendimento ao público externo e o expediente na Secretaria do Tribunal serão das 13h às 18h. 

Com informações do Supremo Tribunal Federal*

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Fonte: IG Nacional

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