conecte-se conosco


Ministério Público MT

MP denuncia homens acusados de matar e arrancar coração de vítima

Publicado


.
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da Promotoria de Justiça de Rosário Oeste (a 128km de Cuiabá), denunciou três integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) por homicídio qualificado, vilipêndio à cadáver e por integrarem organização criminosa. João Paulo de Castro Lima, vulgo “João Moeda”, Genoilton Domingos dos Santos, vulgo “Gene”, e Genilto Domingos dos Santos, vulgo “DJ Minhocão”, são acusados de torturar e matar Thaison Silva de Morais, membro da facção rival Primeiro Comando da Capital (PCC), em 9 de maio de 2020, no lixão da cidade. 

Conforme a denúncia, o crime foi motivado por disputa de território entre o CV e o PCC. O denunciado João Paulo teria planejado a execução de Thaison por vingança, uma vez que a vítima teria tentado matá-lo anteriormente. No dia do crime, João Paulo atraiu Thaison até um barraco nos fundos da residência dos outros dois denunciados, onde a vítima foi amarrada e torturada. Os membros do CV filmaram toda a ação, inclusive quando um dos três denunciados desferiu uma facada no joelho da vítima, dizendo: “Eu vou abrir você, eu vou arrancar seu coração vivo, você vai ver eu arrancando seu coração”. O vídeo foi divulgado nas redes sociais. 

Na sequência os denunciados levaram Thaison até o lixão da cidade e utilizaram instrumento pérfuro cortante para abrir o abdômen dele. Em um novo vídeo, exibiram a vítima morta, com as mãos amarradas e vísceras expostas. “Com extrema frieza e malvadeza um dos denunciados, incentivado pelos demais, enfia a mão e os braços dentro do abdômen e região torácica da vítima, com intuito de retirar-lhe o coração para demonstrar a potencialidade cruel com que agem contra seus rivais”, consta na denúncia. Simultaneamente, os criminosos proferiam dizeres em ameaça a outros integrantes da facção concorrente. 

O corpo da vítima foi encontrado no lixão horas depois do crime, quando começaram as investigações e foram identificadas as vozes dos vídeos como sendo dos denunciados. Policiais foram à residência de João Paulo, onde apreenderam drogas, balança de precisão, anotações com nome de traficantes e diversos comprovantes bancários. Conforme as investigações, ele é o responsável por cobrar e receber uma taxa imposta pelo Comando Vermelho dos pequenos traficantes do município e remeter aos superiores. No barraco dos denunciados Genoilton e Genilto, os investigadores encontraram os vestígios da tortura e confirmaram ser o mesmo local da filmagem divulgada pelos denunciados. 

“Assim agindo, os acusados, integrantes do Comando Vermelho, com aderência de vontades, praticaram um crime de homicídio qualificado pelo meio cruel – tortura, porquanto impingiram-lhe violência além da necessária para a prática do homicídio, visando causar-lhe extremo sofrimento físico e mental antes do golpe mortal, bem como tinham o propósito de constrangê-la com (facadas) e ameaças (promessas de morte), com o fim de obter informações a respeito de integrantes da organização criminosa rival”, argumenta o MPMT na denúncia. 

Crimes – João Paulo, Genoilton e Genilto foram denunciados por homicídio qualificado (art. 212, § 2º, I, III e IV) praticado por motivo torpe – vingança e disputa de território por organizações criminosas, emprego de tortura/meio cruel e dissimulação/recurso que dificultou a defesa da vítima, com as implicações da lei dos crimes hediondos (Lei 8.072/90), bem como por integrar organização criminosa (art. 2º, §§ 2º, 3º e 8º da Lei 12850/13), vilipêndio a cadáver (art. 212, CP) e associação para o tráfico de drogas (art. 35 da Lei 11.343/06). João Paulo também foi denunciado por tráfico de drogas.
 

Fonte:

publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Ministério Público MT

MP articula campanha contra violência doméstica em Nova Mutum

Publicado


.
Sob a articulação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, proprietários de farmácias no município de Nova Mutum, distante 239 Km de Cuiabá, estão sendo convidados a aderir à campanha “Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica”. Nesta sexta-feira (03), durante reunião virtual, a promotora de Justiça Ana Carolina Alves Fernandes apresentou a iniciativa aos representantes dos referidos estabelecimentos comerciais, Polícia Militar e às demais entidades que atuam nessa área.

“Neste período de pandemia, as pessoas estão em casa, muitos perderam os seus empregos, e o número de casos de violência doméstica aumentou consideravelmente se comparado a outros tipos de crimes. Daí a importância de todos aderirem a esta campanha para que as vítimas possam buscar ajuda”, destacou a promotora de Justiça.

O objetivo da campanha é incentivar denúncias por meio de um símbolo: ao desenhar um “X” na mão e exibi-lo ao farmacêutico ou ao atendente da farmácia, a vítima poderá receber auxílio e acionar as autoridades. A ação conta com a participação de quase 10 mil farmácias em todo o país, e é uma resposta conjunta ao recente aumento nos registros de violência em meio à pandemia.

Durante a reunião virtual, a promotora de Justiça explicou aos participantes que ao oferecer ajuda à vítima, levando o fato ao conhecimento da polícia, será garantido sigilo absoluto às informações e que nenhum atendente será chamado a depor no decorrer do processo. A orientação é que ao perceber o sinal, a polícia seja comunicada imediatamente.

Participaram da reunião representantes de 10 farmácias, Polícia Civil, Polícia Militar, Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Nova Mutum, Assistência Social e seccional da Ordem dos Advogados do Brasil.

Material da Campanha

Fonte:

Continue lendo

Ministério Público MT

TJ mantém decisão que obriga poder público a recuperar vias e pontes

Publicado


.
A Primeira Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT) ratificou sentença proferida em primeira instância pelo juízo da comarca de Dom Aquino (a 166km de Cuiabá) que condenou o poder público a proceder a manutenção e recuperação das vias e pontes existentes na circunscrição do município. A Ação Civil Pública foi ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPMT) contra o Estado de Mato Grosso e o Município de Dom Aquino. 

Na decisão, os requeridos haviam sido condenados a fazer a manutenção e recuperar as estradas rurais do “Boiadeiro de Cima”, “Boiadeiro do Meio”, “Boiadeiro de Baixo”, além de todas as pontes existentes nelas, sobretudo aquelas das regiões do “Baju” e “Ponte Branca”, no prazo de 45 dias, sob pena de incorrer em bloqueio de verbas públicas. 

“O ato sentencial não merece reforma. Isto porque a Ação Civil Pública foi promovida com o escopo de proteger valores fundamentais. A liberdade de locomoção é um direito fundamental de primeira geração que se goza em defesa da arbitrariedade do Estado no direito de ingressar, sair, permanecer e se locomover no território brasileiro”, considerou o relator do processo Márcio Aparecido Guedes, juiz convocado para o 2º Grau, acrescentando que o administrador público está vinculado às políticas públicas e a sua omissão é passível de responsabilização.

Foto: Prefeitura de Dom Aquino.
 

Fonte:

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana