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Política Nacional

Mourão nega antagonismo com Bolsonaro: ‘Eu sou complementar ao presidente’

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Respondendo a críticas de que estaria tentando ser um contraponto ao presidente Jair Bolsonaro
, o vice-presidente Hamilton Mourão negou neste sábado que queira antagonizar o presidente.

Leia também: Mourão vai aos EUA para jantar com Pence e se encontrar com alunos de Harvard


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Romério Cunha/VPR – 22.1.19

Vice-presidente Hamilton Mourão diz ser complementar a Jair Bolsonaro

“Jamais. Eu sou complementar ao presidente. Eu complemento ele”, declarou Mourão
, que cumpre agenda nos EUA.

Em entrevistas nesta semana, Steve Bannon , ex-estrategista de campanha do presidente dos Estados Unidos Donald Trump , havia criticado a visita de Mourão ao país. Em entrevista ao Globo
, Bannon defendeu o escritor Olavo de Carvalho
que disse ser “um pensador independente e um filósofo”, mas criticou o vice-presidente Mourão.

“Eu acho que, para mim, muito pior é o vice-presidente, que é um político, que se comprometeu com uma agenda programática quando concorreu. E ele está dentro do governo, tendo sua própria opinião e tentando se tornar um novo centro de poder e vindo aqui para os Estados Unidos, mandando esses sinais muito conflitantes”, disse Bannon. 

“Você tem que ser responsável por isso, porque você está de fato no governo, em um programa específico, ao contrário do Olavo, que é um filósofo e um professor apenas”, completou.

Leia também: “Mourão sente cheiro do poder e pode dar rasteira em Bolsonaro”, diz Feliciano

Reunião com guru de Ciro

Pela manhã, neste sábado, Mourão se reuniu por quase uma hora com o ex-ministro do presidente Lula e guru ideológico de Ciro Gomes, Roberto Mangabeira Unger. O vice-presidente disse que a conversa foi sobre sua proposta de “economia do conhecimento”.

“É uma visão que ele tem do mundo moderno. A produção industrial começa a atingir seu limite, e o conhecimento passa a ser algo que vale muito dinheiro”, disse ele.

Sobre as críticas por ter se reunido com pensadores da esquerda, o presidente disse que isso não é um problema.

“A crítica faz parte do jogo político, eu não me importo com crítica”, afirmou Mourão.

As declarações foram feitas na cidade de Cambridge, nos Estados Unidos, onde Mourão
participa da Brazil Conference, evento organizado por estudantes brasileiros das universidades de Harvard e do MIT. Em seu primeiro dia de compromissos em Cambridge, o vice-presidente também se reuniu com estudantes brasileiros, com o professor Frank McCann, especialista em Exército brasileiro, e com o bilionário Jorge Paulo Lemann.

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Política Nacional

Datafolha: 72% discordam da frase de Bolsonaro sobre armar população

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Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR

Segundo levantamento, população discorda de posicionamento do presidente sobre armas

Na noite deste sábado (30), uma nova  pesquisa do Datafolha mostrou que mais de 70% da população discorda da ideia do presidente de dar armas para a população, frase proferida por ele durante a reunião ministerial que se tornou pública após autorização do ministro Celso de Mello.

Leia também: Bolsonaro ataca imprensa e fala em “negociar bilhões” para acabar com fake news

Segundo o levantamento, que ouviu, por telefone, 2.069 pessoas nos dias 25 e 26 de maio e tem margem de erro de dois pontos percentuais, 72% discordam da frase de que “povo armado não é escravizado”, enquanto outros 24% concordam, 2% não concordam e nem discordam e 2% não souberam responder.

Entre os grupos ouvidos, as maiores desaproações são de pessoas que consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo (92%), quem votou em Fernando Haddad no segundo turno das eleições de 2018 (91%), mulheres (80%, contra 62% dos homens) e de quem recebe até um salário mínimo (77%).

Por outro lado, o único grupo que registra aprovação maior do que desaprovação ao discurso armamentista do presidente é o de apoiadores do governo que avaliam a gestão como ótima ou boa (54% aprovam, contra 40%).

Leia também: Com máscaras e tochas, grupo “300 do Brasil” protesta em frente ao STF; assista

A pesquisa Datafolha mostra que, mesmo em grupos que estão sintonizados com Bolsonaro – como empresários, a faixa da população que recebe mais de dez salários mínimos e até mesmo os eleitores do presidente no segundo turno na última eleição -, a aceitação não é das maiores: 50% dos empresários discordam, 60% de quem tem maior renda e 52% dos eleitores de 2018.

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Política Nacional

Bolsonaro ataca imprensa e fala em “negociar bilhões” para acabar com fake news

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Bolsonaro
Agência Brasil

Em postagem neste domingo, presidente voltou a criticar atuação de veículos de imprensa

Neste domingo (31), o presidente Jair Bolsonaro utilizou as redes sociais para, mais uma vez, criticar o trabalho da imprensa. Segundo ele, a “mídia podre” segue produzindo fake news sobre o governo e não apresenta provas sobre as acusações. Além disso, ainda questionou se negociar bilhões em propaganda poderiam ser a solução para o problema: “será que tudo isso se acaba?”.

Leia também: Bolsonaro critica notícias: ‘Tudo aponta para uma crise’

“O maior dos fake news é o “gabinete do ódio” inventado pela imprensa. Até o momento a Folha, Globo, Estadão… não apontaram uma só Fake News produzida pelo tal “gabinete”. Por outro lado, essa mesma mídia podre produz, diariamente, dezenas de Fake News contra o Presidente”, afirmou Bolsonaro .

Na sequência, ele listou alguns dos casos vistos por ele como fake news : a interferência na Polícia Federal, no qual o acusam de tentar trocar o comando da corporação no Rio de Janeiro para proteger familiares, a “fita bomba” da reunião ministerial , evento que o ex-ministro Sergio moro apontava como relevante para a situação da PF , e o “caso porteiro”, relacionado à investigação da morte da ex-deputada Marielle Franco.

“O caso da “interferência na PF” é um dos mais claros. A dita dita fita bomba foi mais um fiasco. O “caso porteiro” também… Agora investem no julgamento do TSE sobre “disparos em massa” de mensagens por ocasião da campanha. Falam em disparos mas não apontam uma só mensagens disparada contra quem quer que seja. Será que, se eu chamar essa imprensa e negociar com ela alguns BILHÕES DE REAIS em propaganda , tudo isso se acaba?”, finalizou o presidente .

Ato pró-Bolsonaro

O domingo será marcado também por mais um ato pró-governo nas ruas de Brasília, algo que se tornou comum nos últimos finais de semana e que tem reunido diversos apoiadores do presidente mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus .

Leia também: É preciso mudar as regras da república, diz Weintraub

A expectativa é que a movimentação no local comece ainda na parte da manhã e conte com a participação de Bolsonaro mais uma vez.

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