FACADAS NO PESCOÇO

Morte de designer de sobrancelhas foi ordenado por facção, afirma delegado

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Morte de designer de sobrancelhas foi ordenado por facção, afirma delegado

Conteúdo/ODOC - O delegado Bruno França, de Sorriso, afirmou ter convicção de que o assassinato da jovem Graziela Cristina da Silva Alves, de 18 anos, foi ordenado por facção criminosa. Um suspeito foi preso e a motivação é investigada.

O crime ocorreu na madrugada desta quinta-feira (15). A vítima trabalhava como designer de sobrancelhas em um salão da cidade e, segundo o delegado, não tinha nenhum histórico ligado à criminalidade.

No entanto, conforme França, a forma como o crime foi executado reforça a tese de atuação do crime organizado.

“Nós tivemos dois homicídios ontem à noite em Sorriso, algo que não acontecia há algum tempo. Apesar de ainda não termos confirmação se um está diretamente ligado ao outro, temos convicção de que ambos estão relacionados à atuação de facções criminosas na cidade”, disse o delegado.

O segundo homicídio citado pelo delegado se refere ao assassinato de Adriano da Conceição Santos, de 21 anos, ocorrido horas antes, ainda na noite de quarta-feira (14). Adriano, que era dono de uma barbearia em Sorriso, foi morto a tiros dentro do próprio estabelecimento.

Segundo Bruno França, um suspeito já foi preso pelo homicídio de Graziela e outro pela morte de Adriano.

“Prendemos um pela morte dela e a Polícia Militar já prendeu outro do outro homicídio. Nós estamos na rua para prender os demais, já está todo mundo identificado e nós vamos pegar todo mundo”, disse.

Morte de designer

De acordo com a Polícia Militar, Graziela dormia em um quarto com os três irmãos mais novos quando três suspeitos invadiram a residência, por volta das 2h40.

Os criminosos iniciaram uma chamada de vídeo e retiraram a jovem do quarto, levando-a para a área da sala e da cozinha. No local, ela foi atingida por diversos golpes de faca no pescoço.

Em seguida, os suspeitos amarraram uma toalha no pescoço da vítima e outra em uma de suas mãos, antes de fugirem.

O crime segue sob investigação da Polícia Civil.