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Moro envia agentes federais ao Pará após rebelião com 57 mortos em Altamira

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Divulgação/Susipe-PA

Governo definiu a transferência de 46 presos após rebelião em cadeia de Altamira, no Pará

O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou nesta terça-feira (30) o envio de agentes penitenciários federais para atuarem durante o período de 30 dias no Pará. A medida atende a pedido do governo do estado, que viu nessa segunda-feira (29) o  massacre de 57 detentos durante rebelião no Centro de Recuperação Regional de Altamira.

Os agentes enviados ao Pará integram a Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP), grupo criado em 2017 pelo então ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para conter crises mediante o serviço de guarda, vigilância e custódia dos presos.

Em publicação nas redes sociais, o atual ministro, Sergio Moro , enalteceu a medida destacou também que “há ainda presídios naquele Estado que serão brevemente finalizados, melhorando o cenário”.

Segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), há atualmente 15 unidades prisionais em fase de construção em convênio com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). “Vamos ajudar”, escreveu Moro.

Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira, o secretário Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Ualame Machado, prometeu que algumas dessas novas unidades serão entregues ainda em 2019, abrindo cerca de 2 mil vagas no sistema penitenciário do estado.

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O massacre e a transferência de presos

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Reprodução

Rebelião no presídio de Altamira, no Pará, teve 16 mortos decapitados

O massacre no presídio de Altamira ocorreu na manhã de ontem, por volta das 7h, na chamada hora da destranca, quando os detentos deixam as celas para o café da manhã. Dois agentes penitenciários foram feitos reféns durante a ação liderada por integrantes da facção criminosa Comando Classe A (CCA), aliada do PCC no Pará.

Segundo nota divulgada pela própria Susipe, os criminosos associados ao CCA atearam fogo em uma cela que pertence a um dos pavilhões do presídio, onde ficavam integrantes de uma facção rival, o Comando Vermelho (CV). Esse anexo foi construído a partir de um contâiner, o que facilitou o rápido alastramento do fogo e provocou asfixia da maioria dos detentos que ali estavam. Outros 16 presidiários foram decapitados pelos rivais.

O governo paraense iniciou, já nesta terça-feira, a transferência de 46 presos do Centro de Recuperação Regional de Altamira para Belém. Destes, oito seriam lideranças do CCA, que serão encaminhadas para presídios federais. Os demais serão enviados a unidades prisionais na capital paraense e região metropolitana em uma operação que mobilizou cerca de 100 agentes de segurança.

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Segundo Machado, 15 dos presos transferidos para Belém foram identificados como sendo os principais envolvidos no ataque aos integrantes do Comando Vermelho, conforme apontou análise dos vídeos da unidade.

O secretário disse também que não é possível afirmar se houve falhas do Poder Público que tenham levado ao massacre. A  Susipe alegou, em nota, que “nenhum relatório da inteligência do órgão reportou o ataque” e que “brigas entre facções ocorrem no sistema prisional, por isso, presos são transferidos diariamente”.

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“Não podemos afirmar se houve falhas ou não. Por várias vezes, os presos tem um contato com o sistema carcerário. Foi justamente no momento em que se servia o café da manhã que houve essa abordagem a um dos agentes penitenciários. Isso está sendo avaliado”, disse Machado.

Apesar das alegações do governo, publicações feitas em páginas atribuídas a integrantes e/ou simpatizantes do Comando Classe A nas redes sociais em maio e em junho davam conta de que haveria “temporada pra caçar os lixo do CV” (sic), conforme mostrou reportagem do jornal Gazeta do Povo

Fonte: IG Nacional
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Quanto custa e como faz para emitir o bilhete único em São Paulo?

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Reprodução/Twitter

Confira tudo que você precisa saber sobre o bilhete único de São Paulo.

O bilhete único  virou item rotineiro vida dos paulistanos. Permitindo que o usuário possa utilizar o transporte público com um cartão que pode ser recarregado até pelo celular, o cartão facilita o dia-a-dia da população de São Paulo.

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Entretanto, muitas pessoas possuem dúvidas sobre como e onde emitir; qual o valor que deve ser pago; e o que fazer em caso de perca ou furto. Por isso, montamos esse guia com tudo que você precisa saber sobre o bilhete único .

Para que serve o bilhete único?

O bilhete único é um cartão que permite ao usuário acessar o transporte público de São Paulo (ônibus, metrô e CPTM) sem a necessidade de realizar o pagamento em dinheiro. Ele pode ser recarregado em máquinas localizadas nos terminais, através do celular e em estabelecimentos como padarias e farmácias.

Quem pode ter o bilhete?

Existem diversos tipos de bilhetes que são destinados a diferentes públicos. O bilhete comum pode ser obtido por qualquer cidadão. O bilhete de estudante é destinado à estudantes e professores que tenham vínculo comprovado pela instituição de ensino e permite que o usuário pague apenas metade do valor da tarifa (R$ 2,15, segundo a tarifa atual).

Já o bilhete único vale-transporte é fornecido pelo empregador ao seu funcionário enquanto que o bilhete especial garante entrada gratuita em ônibus e micro-ônibus de São Paulo é dado a pessoas com deficiência, obesos e gestantes. Além disso, existe um bilhete emitido para idosos com mais de 60 anos.

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Qual a validade do bilhete?

Com exceção dos bilhetes que possuem mais que R$ 43,00 e foram emitidos antes de 2014, que só serão válidos até 30 de setembro, o bilhete único pode ser usado por até cinco anos . O único caso que requer renovação mais frequente é o do bilhete de estudante, que precisa ser renovado a cada nova matrícula realizada (semestralmente ou anualmente).

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Como adquirir o bilhete?

Existem duas variações de bilhete que podem ser emitidas: o personalizado e o não personalizado. Para emitir o personalizado, basta se cadastrar no portal da SPTrans , enviar uma foto 3×4 e retirar o cartão em um posto de atendimento, não havendo custos obrigatórios.

Já o bilhete não-personalizado, deve ser solicitado presencialmente em um posto de atendimento da SPTrans e reque o pagamento de uma tarifa vigente e uma recarga mínima de um valor de cinco tarifas. Além disso, o usuário é obrigado a apresentar documento com foto na hora do cadastro.

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O que fazer para solicitar a 2ª Via?

Em caso de perca ou furto do cartão, o usuário pode solicitar uma segunda via do bilhete único . Para isso, o titular deve pagar uma taxa de sete tarifas vigentes  – R$ 30,10 – e pode escolher o local em que deseja retirar o cartão.

Fonte: IG Nacional
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Por que o ‘blackface’ feito pelo premier canadense é uma forma de racismo

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Foto de 2001 conseguida pela revista Time mostra Trudeau fazendo blackface em uma festa de tema árabe arrow-options
Reprodução/Anuário West Point Grey Academy

Foto de 2001 conseguida pela revista Time mostra Trudeau fazendo blackface em uma festa de tema árabe

Em menos de 12 horas, vieram a público duas fotos e um vídeo do primeiro-ministro do Canadá , Justin Trudeau, com o rosto pintado de marrom e de preto , produzidos entre a sua adolescência, no começo da década de 1990, e 2001.

O premier, que concorre à reeleição no mês que vem e construiu sua imagem pública como um político pró-diversidade, admitiu que as práticas, conhecidas pela expressões em inglês “brownface” e ” blackface “, são racistas, e pediu “perdão”, afirmando que, “por vir de um lugar privilegiado”, tinha então “um ponto cego” sobre o próprio preconceito.

O uso da maquiagem com a intenção de caricaturizar pessoas negras e de outras minorias raciais é um comportamento racista e ofensivo, que humilha, deprecia e ridiculariza negros, afirmam especialistas no estudo da história das relações raciais.

A origem da prática, que, em menor intensidade do que nos Estados Unidos , também aconteceu no Brasil , vincula-se à escravidão, e, embora sempre tenha sido vista por pessoas negras como racista, só passou a ser percebida como muito preconceituosa também pela maioria dos brancos a partir do movimento dos direitos civis na década de 1960, acrescentam.

— Essa foi uma das práticas que ajudaram a criar uma imagem da população negra que não só a caracterizava esteticamente de forma não bela, como a ligava a práticas criminosas, numa lógica que, infelizmente, se perpetua até os dias de hoje — afirmou a professora da História da UFF Ynaê Lopes dos Santos. — Para a população negra, a prática sempre foi vista como extremamente racista. No entanto, apenas na década de 1960, quando a luta dos negros pelos direitos civis se tornou mais intensa, que a prática começou a ser vista como altamente preconceituosa não só entre a população negra.

As apresentações de “blackface” eram uma das atrações dos Minstrel Shows , forma de entretenimento cômico e popular desenvolvida nos Estados Unidos da primeira metade ao final do século XIX, em que atores brancos retratavam pessoas de ascendência africana com o objetivo de ridicularizá-las . Usando carvão, rolhas queimadas e outros produtos, os atores pintavam o rosto e partes dos corpos de preto, além de realçar os lábios em vermelho intenso, para satirizar lábios grossos.

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Grotesco para rir

A representação, com dança, esquetes e outros atos, era propositalmente grotesca, ridícula e inferiorizante, com o objetivo de rir do negro, disse a também professora de História da UFF Martha Abreu, especialista no estudo de “blackface”. Segundo ela, com o tempo, estas representações assumirão também tons ameaçadores e sombrios,

— Tudo isso se vincula à escravidão e à ideia de que negros são tão ridículos que precisam ser escravos — disse Abreu. — Depois que a escravidão é abolida nos EUA [em 1865], os senhores brancos querem manter a desigualdade, e, para isso, começa a ser divulgado outro tipo de imagem, no qual o negro não é só ridículo e infantil, mas também perigoso e não confiável.

É este o caso do “blackface” em “O nascimento de uma nação” (1915), considerado o primeiro filme da linguagem clássica do cinema, de D. W. Griffith. Na obra, que foi o primeiro filme a ser exibido na Casa Branca , homens negros, interpretados por atores brancos, são estúpidos e têm comportamento sexual agressivo. Os heróis do filme são a Ku Klux Klan .

Outros casos notórios de “blackface” incluem Al Jolson, cujo apelido era “o rei do ‘blackface’” e que ajudou a definir o formato dos musicais de Hollywood. Com um estilo melodramático, extravagante e histriônico, ele chegou a ser a estrela mais bem paga e famosa dos Estados Unidos na década de 1920.

Desde a segunda metade do século XIX esse tipo de espetáculo vai ser alvo de críticos negros, como o sociólogo e historiador W. E. B. Du Bois, o pianista precursor do jazz Scott Joplin e o comediante Bert Williams.

Segundo Lopes dos Santos, apesar disso, apenas após a luta pelos direitos civis se tornar mais intensa na década de 1960 “que a prática começou a ser vista como extremamente preconceituosa não só entre a população negra” nos Estados Unidos. Desde então, de acordo com com Abreu, ela passará a ser “execrada” na esfera midiática.

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No Brasil, a prática será menos comum do que nos Estados Unidos, apesar de ganhar algumas formulações idênticas e populares, como a personagem “nega maluca”, que, como observou Lopes dos Santos, ainda pode ser vista esporadicamente no carnaval — o que, de acordo com Abreu, tem diminuído progressivamente nos últimos 20 anos. Nas artes, o caso mais famoso foi o de “A cabana do Pai Tomás”, novela de 1969, em que Sérgio Cardoso interpreta o escravo Tomás.

Acesso negado

Segundo o historiador da UFRJ Álvaro Nascimento, a escolha de um branco para o papel revela outro aspecto do “blackface”:

— A alegação foi de que não haveria ator negro à altura do papel. Com o “blackface”, também há uma política de não dar empregos para negros, parte da ideia de que alguns espaços só podem ser ocupados por pessoas brancas — afirmou.

Embora nenhum dos três especialistas seja íntimo do contexto canadense, Abreu disse que “na década de 1980, uma atitude de Trudeau já seria muito mal vista e percebida como racista nos Estados Unidos, ainda mais num ambiente educativo” (em um dos vídeos, o premier está na escola).

— Ao imitar um cantor, ele vai buscar traços com o objetivo de provocar o riso — disse. — Se ele tivesse dito que ninguém criticava essa comportamento na época não seria verdade, já havia consenso sobre o tema.

A pesquisadora acrescentou que, apesar de ter cometido ações condenáveis, o premier pelo menos tem o mérito de reconhecer o erro, o que indica que as pessoas podem mudar. Sua colega Lopes dos Santos concorda:

— Imagino que ele, como um homem branco ocidental, fez uso dos seus privilégios para se “fantasiar” de negro e árabe sem pensar no que isso representava — afirmou. — Mas também considero importante a atitude dele, agora como homem adulto e figura pública, em reconhecer o significado das suas ações e se arrepender publicamente disso. Essa atitude demonstra que é possível entender que o racismo é uma construção. Para lutar contra ele é necessário, primeiro, reconhecer que ele existe, e, logo em seguida, tomar medidas anti-racistas.

Fonte: IG Nacional
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