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Moro diz para PF que Carlos Bolsonaro tem ligação com “gabinete do ódio”

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Moro
Marcelo Camargo / Agência Brasi

Ex-ministro da Justiça do Governo Bolsonaro, Sergio Moro

ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou em depoimento à Polícia Federal que ouviu de ministros do Palácio do Planalto que o filho do presidente Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), é ligado ao chamado “gabinete do ódio”, grupo de assessores bolsonaristas que usa as redes sociais para atacar adversários do presidente, e disse ainda que foi alvo de ataques desse grupo após ter deixado o cargo de ministro.

No depoimento prestado no último dia 12 no inquérito sobre a organização de atos antidemocráticos, Moro afirmou que a ligação de Carlos Bolsonaro com o “gabinete do ódio” é comentada por ministros do Palácio do Planalto e afirmou que esses ministros poderiam dar maiores esclarecimentos à PF.

Os investigadores também questionaram Moro se, durante seu período como ministro da Justiça, ele tomou conhecimento da existência de uma estrutura dentro do governo federal montada para atacar autoridades públicas dos outros Poderes, como parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal.

Apesar de dizer que só tomou conhecimento desses ataques por meio das próprias redes sociais, Moro citou que existia uma “animosidade” entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e que sabia dos ataques ao parlamentar.

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Política Nacional

Bolsonaro diz que vai influenciar na eleição da Câmara “se Deus quiser”

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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)
Reprodução: ACidade ON

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

presidente Jair Bolsonaro declarou nesta quarta-feira (27) em conversa com apoiadores no ‘cercadinho’ do Palácio da Alvorada, que “se Deus quiser”, vai “influir na presidência da Câmara”.

Bolsonaro, assim como muitos que estavam no local, não usavam máscaras , e ficaram aglomeradas para tietar o presidente.

Acompanhada da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que fazia uma live, Jair Bolsonaro comentou sobre a reunião que havia participado na manhã desta quarta (27), que tem influência direta na eleição para a presidência da Câmara:

Você viu?

“Viemos fazer uma reunião aí com 30 parlamentares do PSL e vamos, se Deus quiser, participar, influir na presidência da Câmara, com estes parlamentares, de modo que possamos ter um relacionamento pacífico e produtivo para o nosso Brasil”

Fora do PSL desde novembro de 2019, quando saiu por conta de atritos com o presidente da sigla, o chefe do executivo se reuniu com deputados do partido para costurar apoio a Arthur Lira (PP-AL), que concorre à presidência da Câmara dos Deputados.

Projeções feitas mostram que o candidato apoiado pelo Palácio do Planalto está à frente de Baleia Rossi (MDB-SP), deputado apoiado pelo atual presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM), e rival político de Bolsonaro.

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Política Nacional

Mourão diz que desenvolvimento sustentável depende do setor privado

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O desenvolvimento sustentável da Amazônia só será possível com a participação do setor privado, defendeu hoje (27) o vice-presidente Hamilton Mourão, durante sua participação, de forma virtual, no Fórum Econômico Mundial. Mourão falou no painel Financiando a Transição da Amazônia para uma Bioeconomia Sustentável.

“O futuro sustentável da Amazônia depende da expansão da bioeconomia e isso só vai se tornar realidade com a participação do setor privado”, disse Mourão.

Segundo o vice-presidente, em um cenário pós-pandemia, os governos da região não terão condições superavitárias para realizar os investimentos necessários para o desenvolvimento da Amazônia, como as ações tecnológicas.

Mourão reconheceu, entretanto, que há problemas de infraestrutura que dificultam a chegada de investimentos na região.

Mourão disse que o ano de 2020 foi o mais “desafiador” no combate às queimadas no país em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“Apesar da escassez de recursos devido à pandemia, o Brasil trabalhou sem parar para tentar lutar contra os incêndios ilegais e desmatamentos. Foi uma causa difícil, mas não impossível de ganhar”, afirmou.

O vice-presidente disse que as ações do governo também resultaram, em 2020, em uma redução de 17% no desmatamento na Amazônia. Ele disse ainda que apesar da pressão internacional em relação ao aumento das queimadas, o mesmo não pode ser dito sobre os investimentos.

“Mesmo que o interesse sobre o estatuto internacional da Amazônia tenha aumentado, não se pode dizer o mesmo da cooperação técnica e financeira, que está aquém do necessário”, disse.

Segundo o vice-presidente, o Brasil voltou a negociar com governos os recursos para o Fundo Amazônico, estabelecido em 2008. 

Mourão disse ainda que o governo está comprometido com a agenda ambiental e citou as metas climáticas apresentadas pelo país no Acordo de Paris, prometendo zerar, até 2060, a emissão de gases do efeito estufa.

“A nossa tarefa é enorme, mas estamos fazendo os nossos melhores esforços para encontrar meios para implementar políticas e projetos para que a Amazônia possa alcançar seu pleno potencial, para os benefícios da população mundial e brasileira, enquanto preserva seus recursos naturais”, disse.

Edição: Fernando Fraga

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