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Saúde

Moradores de favelas relatam desabastecimento e medo de covid-19

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Cerca de 60% dos moradores de favelas não têm recursos financeiros para se sustentar por mais de uma semana, sem que precisem de auxílio ou de retornar ao trabalho, aponta pesquisa divulgada hoje (8) pelo Instituto Locomotiva, em parceria com o Data Favela. O levantamento alerta para o fato de que praticamente nenhum deles terá alimentos suficientes para um mês. Em metade dos lares, os mantimentos deverão acabar nos próximos sete dias. O instituto ouviu 1.808 pessoas, residentes de 269 favelas, no último fim de semana.

Ainda de acordo com a pesqusia, oito em cada dez moradores de favelas têm precisado sair das comunidades para encontrar alimentos e itens de higiene. A necessidade de se deslocar para obter produtos básicos evidencia que os moradores têm enfrentado desabastecimento. Ao se forçar a sair, eles ainda ficam expostos à contaminação pelo novo coronavírus, já que acabam quebrando as regras de distanciamento social, que evitam a disseminação de covid-19.

Cerca de 15% das famílias não têm sabonetes disponíveis para utilizar. Além disso, falta água potável em quase metade (47%) dos lares das favelas. Outro aspecto indicativo da condição de escassez com que lidam é o recebimento de doações, citada como parte da rotina das comunidades durante a pandemia.

De acordo com a pesquisa, 82% dos pais e mães entrevistados afirmam ter muito medo de transmitir o vírus aos filhos. Praticamente todos os moradores dessas comunidades (90%) também manifesta preocupação com a saúde dos familiares idosos. 

O Instituto Locomotiva destaca que o nível de preocupação com saúde, trabalho e renda aumentou nas últimas duas semanas. No total, 65% dos entrevistados declararam ter receio de perder o emprego. 

Na opinião do presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a pesquisa deixa claro que os moradores de favela são o grupo populacional mais prejudicado pelos efeitos econômicos da pandemia. Ele avalia que nem o governo nem a sociedade devem pressionar esse grupo a escolher entre a saúde de sua família e a garantia do pão de cada dia. “Isso não parece justo ou moralmente ético”, defende.

Trabalhadores informais

Trabalhadores com baixos salários do setor de serviços e informais estão entre os menos propensos a receberem licença médica remunerada, conforme cita a organização Human Rights Watch, de defesa dos direitos humanos, em relatório publicado em março deste ano. Também se somam a esse grupo os trabalhadores que desenvolvem atividades de economia alternativa. Em nota, a entidade ponderou que “a falta de licença remunerada por doença e motivos familiares significa que surtos de doenças como covid-19 representam um fardo maior aos trabalhadores pobres e marginalizados, exacerbam a desigualdade econômica e também contribuem para a desigualdade de gênero”.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), por sua vez, faz a mesma análise sobre o aprofundamento das desigualdades sociais no período de pandemia, acrescentando que o oferecimento de apoio aos trabalhadores informais está, geralmente, condicionado às horas trabalhadas. Janine Berg, economista sênior da entidade, destaca no artigo “Trabalhadores precários são levados ao limite pelo Covid-19”, que isso representa um problema na atual conjuntura, porque significa que um trabalhador precisa cumprir um mínimo de carga horária semanal para que possa ter cobertura de seguridade social. 

Os critérios para elegibilidade, complementa a OIT, também podem abranger renda mínima, número mínimo de meses de trabalho e período mínimo de contribuição. Segundo a organização, esses requisitos dificilmente são preenchidos, considerando-se o aumento no número de trabalhadores com contrato de trabalho temporário, de meio período, emprego temporário em agências, bem como novas formas de trabalho, como na chamada “gig economy” (ou “economia de plataformas”), como é o caso dos entregadores de aplicativos como Uber, Rappi e iFood. A recomendação é de que as autoridades governamentais garantam proteção social a essas pessoas.

 

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Pesquisadores enxergam ligação da Covid-19 com gene de demência

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Demência
Thinkstock/Getty Images

Cientistas encontram relação entre demência e quadros graves de Covid-19

Um estudo realizado por pesquiadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, e publicado no periódico científico The Journals of Gerontology, um gene associado à demência pode aumentar as chances de o paciente desenvolver um quadro grave da Covid-19 .

Os pesquisadores, que reuniram informações de mais de 500 mil pacientes e óbitos na Europa, afirmam que – entre as condições genéticas observadas – a demência é uma das condições mais comuns entre as pessoas que morreram pela doença.

Leia mais: Mais uma vacina contra Covid-19 inicia testes em humanos

Os resultados apontam uma particular altração no gene APOE, mesma mutação responsável por aumentar os riscos de doenças como Alzheimer.

Além dos óbitos, os cientistas também levaram em consideração a evolução da doença e o tempo entre sintomas leves e complexos de cada boletim. Entre as descobertas mais importantes que o estudo sugere, está a possibilidade de uma predisposição genética para Covid-19 , além de um novo olhar sobre a demência em si.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Você pode estar imune à Covid-19 e não sabe. Entenda

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Estudo apontou que grande parte dos infectados desenvolveram anticorpos
Reprodução/Facebook

Estudo apontou que grande parte dos infectados desenvolveram anticorpos

Grande parte das pessoas que contraíram formas leves ou assintomáticas do novo coronavírus (Sars-Cov-2) desenvolveram anticorpos capazes de imunizá-los por pelo menos algumas semanas. É o que apontou um estudo co-conduzido pelo Instituto Pasteur da França.

Realizado com membros da equipe hospitalar de Estrasburgo, na França, o estudo contou com 160 pacientes infectados por formas leves ou assintomáticas da Covid-19.

Leia também:Além do tédio: isolamento pode prejudicar desenvolvimento social de crianças

Os testes sorológicos, que detectam os sinais de uma infecção passada, mostraram que quase todo o grupo (153 e 159 em 160, dependendo do tipo de teste) desenvolveu anticorpos nos primeiros 15 dias.

“Sabíamos que pessoas com formas graves da doença desenvolviam anticorpos nos primeiros 15 dias após o início dos sintomas. Agora sabemos que isso também é verdade para formas leves, mesmo que os níveis de anticorpos sejam mais baixos “, explicou Arnaud Fontanet, chefe do departamento de Saúdel Global do Instituto Pasteur e um dos autores do estudo.

Veja mais: Nova cloroquina? Ivermectina tem aumento de 1.800% nas vendas

Olivier Schwartz, responsável pela unidade de vírus e imunidade do instituto Pasteur, afirmou que o estudo mostrou que os níveis de anticorpos são, na maioria dos casos, compatíveis com uma proteção contra uma nova infecção por Sars CoV-2, pelo menos até 40 dias após os primeiros sintomas.

“O objetivo agora é avaliar a persistência da resposta dos anticorpos a longo prazo e sua capacidade de neutralizar” o vírus, disse Schwartz.

Outro teste determinou que 98% dos pacientes haviam desenvolvido “anticorpos neutralizantes” 28 dias depois. Serão necessários mais estudos para comprovar os resultados.

Fonte: IG SAÚDE

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