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‘Monstro’, diz presidente do Cremerj sobre médico preso por estupro

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O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra é preso durante plantão no Hospital da Mulher de Vilar dos Teles após crime de estupro
Reprodução – 11.07.2022

O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra é preso durante plantão no Hospital da Mulher de Vilar dos Teles após crime de estupro

O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) vai enviar nesta quarta-feira (13) uma solicitação de esclarecimentos ao  médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, preso em flagrante por estupro de vulnerável de uma paciente que estava sedada, durante o parto no Hospital da Mulher de Vilar dos Teles, em São João de Meriti, na noite de domingo (10). A entrega do documento é parte preliminar do processo de sindicância que é aberto em casos de denúncia. Agora, o acusado tem até 15 dias para prestar informações ao Conselho. Ele está temporariamente impedido de exercer a medicina no estado do Rio.

Ao fim do prazo de 15 dias, o colegiado deverá votar pela abertura de um processo ético-profissional para apurar a conduta do médico, que pode perder seu registro e o direito de exercer a profissão permanentemente. Junto a essa votação, a plenária também deve votar pelo afastamento cautelar do acusado, para que ele continue impedido de exercer a profissão até o fim do processo.

O vídeo que expõe Giovanni Quintella Bezerra praticando o crime vazou nas redes sociais na manhã desta terça-feira. Às 6h, o presidente do Cremerj, Clóvis Munhoz, recebeu, com revolta, a mídia por mensagem através de um procurador do Conselho, quando entrou em contato com a corregedoria do órgão e deu início às providencias legais.

“Gera uma enorme revolta e tristeza. Eu só posso pensar que isso parte de um psicopata. Não tem nem o que falar, de tanto asco que dá na gente. O que eu vou dizer para os médicos? Que eles não façam isso? É tão absurdo, é uma coisa tão bizarra, tão esdrúxula. Eu não sei nem que adjetivo usar. A gente fica num estado paralisado. E com uma profissão que tenho muito orgulho de exercer, que trata da preservação do ser humano. O médico tem de ter o espírito de ajudar, socorrer, ser solidário em um momento difícil, lidar com o dia a dia de doenças que não conseguimos ter domínio, curar”, desabafa o médico, que continua:

“A gente se esforça até o último minuto e surge um monstro desse que toma uma atitude desse nível. Só demonstra não ter nenhuma qualificação. Em quase 50 anos de formado, como médico, nunca vi nada parecido. Eu tenho 72 anos, me formei em 1975, continuo na minha profissão, atendendo, operando, dando plantão dentro da emergência, sou professor da UFRJ e nunca vi caso semelhante. O que fica é um sentimento enorme de tristeza”, acrescenta Munhoz.

Próximas etapas

As etapas seguintes seguem as regras do Conselho Federal de Medicina. Uma vez aberto o processo, são feitos esclarecimentos, colhidos os depoimentos dos denunciados, pareceres das câmaras técnicas de ginecologia e obstetrícia, de anestesiologia e outras áreas que tenham relação com o caso. Também são ouvidas testemunhas e é feita a defesa prévia, até a avaliação do jurídico, que poderá considerar o processo apto ou não a julgamento. Caso esteja apto a ser votado, o processo é levado à plenária e definitivamente julgado, pela absolvição ou condenação do acusado. Sendo condenado, o anestesista poderá sofrer cinco punições: advertência, censura privada, censura pública, suspensão por 30 dias e cassação. A sanção máxima é cassação, que ainda cabe recurso junto ao Conselho Federal de Medicina.

Por lei, o Cremerj tem até 180 dias para que o processo termine e seja julgado, concluindo a absolvição ou condenação do acusado.

“Nos colocamos absolutamente solidários com essa vítima e sua família. Pedimos às mulheres e à população em geral que denunciem qualquer coisa que aconteça nesse sentido. Num caso como esse a gente precisa da denúncia. Mesmo que seja repetida sobre o mesmo profissional, é importante, quanto mais denúncias, mais processos”, conclui Munhoz.

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Fonte: IG Nacional

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Polícia prende homem acusado de pedofilia e estupro no Rio de Janeiro

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O mandado foi expedido após investigação conjunta com o Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal
Reprodução / Polícia Civil 09/08/2022

O mandado foi expedido após investigação conjunta com o Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal

Agentes da 18ªDP (Praça da Bandeira) cumpriram mndado de busca e apreensão e prisão temporária contra um homem acusado de pedofilia e estupro, nesta terça-feira (9), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O mandado foi expedido após investigação conjunta com o Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal.

Identificado como Felipe Santana da Cruz, de 23 anos, o homem confessou ter estuprado três dolescentes, além de armazenar conteúdo pornográfico infantojuvenil em seu aparelho celular. Ele estava sendo monitorado pela Delegacia-Geral de Crimes da Capital por meio da rede mundial de computadores.

O trabalho de investigação foi feito em parceria com a Delegacia da Polícia Federal do Rio de Janeiro e o Serviço de Repressão aos Crimes de Ódio e a Pornografia Infantil (Sercopi) da Polícia Federl em Brasília, responsável por compartilhar as informações e dados que levaram à prisão de Felipe.

O material foi compartilhado pela Polícia Federal com os agentes treinados da 18ª DP, que deram cumprimento às ordens judiciais expedidas com base na representação da distrital, se dirigiram à Baixada Fluminense, no município de Nova Iguaçu, prenderam o investigado e apreenderam seu aparelho celular para análise.

Felipe Santana da Cruz será encaminhado para a Audiência de Custódia e responderá pelos crimes de estupro de vulnerável, produção de cena de sexo envolvendo criança e armazenamento de material contendo pornografia infantojuvenil.

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Fonte: IG Nacional

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Marido de cônsul enviou mensagem e foto com lesões a irmão belga

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Em mensagem enviada a irmão, Walter Henri Maximillen Biot relata viver em um
Reprodução – 09.08.2022

Em mensagem enviada a irmão, Walter Henri Maximillen Biot relata viver em um “inferno” com o marido, Uwe Herbert Hahn, e diz que ligaria para ele outro dia. O belga ainda promete procurar a polícia e o familiar responde: “Não se preocupe. Tenha coragem”


Um espanhol que mora no Brasil desde outubro de 2019 e conhecia Uwe Herbert Hahn e Walter Henri Maximillen Biot por frequentarem a barranca onde ele trabalha nas areias da Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio, afirmou à delegada Camila Lourenço, assistente da 14ª DP (Leblon), que o casal mantinha uma rotina de brigas e humilhações. Em uma mensagem enviada ao comerciante pelo irmão da vítima e obtida com exclusividade pelo GLOBO, em 17 de julho, o belga aparece em uma foto com equimose no queixo e escreve: “É o inferno aqui com Uwe”, referindo-se ao marido, cônsul da Alemanha, e promete que procuraria a polícia. O familiar então o incentiva: “Não se preocupe. Tenha coragem”.


O diálogo consta no inquérito que investiga o diplomata pelo crime de homicídio qualificado praticado contra o companheiro, na noite da última sexta-feira, dia 5, na cobertura que ambos dividiam, na Rua Nascimento Silva, também em Ipanema. Ele foi preso em flagrante pelo crime, cerca de 24 horas depois, passou por uma audiência de custódia na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, e teve a decretação da prisão preventiva.

No termo de declaração do espanhol, de 56 anos, ele conta que, após conhecer o casal na praia, passou a caminhar com Walter na Lagoa Rodrigo de Freitas diariamente – exceto nos fins de semana, quando Uwe estava em casa e não permitia que o marido saísse. O estrangeiro disse ter mantido laços de amizade com o belga durante os últimos três anos, não tendo com ele nenhum tipo de relacionamento sexual ou amoroso.

O espanhol relatou ainda que, desde que casou com Uwe, que trabalhava de segunda a sexta, Walter parou de trabalhar. O belga era o responsável pelas tarefas domésticas e mantinha, segundo o estrangeiro, muitos amigos na região e, por ser cônsul da Alemanha, o companheiro tratava com desprezo essas pessoas.


Na delegacia, o espanhol disse também que o casal tinha brigas constantes justamente pelo fato de Uwe diminuir Walter por ele não trabalhar. Ele contou que, em uma ocasião, por não mais tolerar as humilhações, o belga resolveu se separar do cônsul alemão, se mudando para a casa de um amigo rico na Bélgica, com todas as despesas pagas por ele. Após três meses, no entanto, ele retornou ao Brasil e reatou com o companheiro.

Cerca de um ano depois, segundo o espanhol, o amigo de Walter faleceu e deixou uma herança de 600 mil euros. A partir de então, como o belga passou a ter seu próprio dinheiro, Uwe não podia mais diminuí-lo e então passou a ficar muito irritado e intensificar as brigas. Ele teria então passado a sair independente da autorização do cônsul da Alemanha, o que passou a provocar discussões diárias entre o casal.


Ao amigo, Walter teria dito ter vergonha dos vizinhos, uma vez que a gritaria era constante e, por diversas vezes, objetos eram atirados um contra o outro. Ele afirmara que diariamente os dois conversavam sobre separação e afirmou já ter visto uma porta e uma janela quebradas durante as brigas do casal. Ele narrou que, nos últimos tempos, por esses motivos, o belga ficou mais recluso, só mantendo contato com ele por mensagens em aplicativos do celular. 


Na última terça-feira, dia 2, o espanhol contou ter perguntado ao belga porque ele não o atendia, tendo o amigo respondido que estava em depressão por causa do marido. O amigo afirmou ter perdido o contato com o belga e só ter tido conhecimento de sua morte pelos noticiários, quando procurou o irmão da vítima para lhe informar sobre o caso. O familiar de Walter o teria confidenciado que ele já relatara ter sido agredido por Uwe em 17 de julho e manifestado o desejo de reportar o fato às autoridades policiais brasileiras.


Também na distrital, o espanhol classificou Uwe como uma pessoa “extremamente arrogante” disse não raro ter escutado o cônsul gritar as seguintes palavras: “Eu sou diplomata e nada pode me acontecer”.

Segundo as investigações da Polícia Civil, Uwe Herbert Hahn informou ao médico do Samu que o marido passou mal e caiu no chão. Na ocasião, o médico responsável pelo atendimento acreditou que o homem pudesse ter tido um mal súbito, mas não quis atestar o óbito e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), no Centro da cidade, onde passou por exame de necropsia. 


O laudo do perito legista Reginaldo Franklin Pereira atesta que Walter Henri Maximillen Biot morreu de hemorragia subaracnoide (extravasamento de sangue entre o cérebro e o tecido), contusão craniana e traumatismo cranoencefálico, provocados por ação contundente. O documento aponta que o cadáver apresenta mais de 30 lesões, como equimoses, escoriações e outros tipos de ferimentos, espalhados por regiões como braços, pernas, tronco e cabeça. No apartamento do casal, policiais da 14ª DP, encontraram móveis em desalinho e manchas de sangue no chão e em uma poltrona.


Um vídeo obtido por O GLOBO mostra a explicação de Uwe sobre a morte de Walter. Nas imagens, o estrangeiro diz que o companheiro estava bêbado ao tropeçar no tapete e cair no chão, entre a sala de estar e a varanda do imóvel.

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Fonte: IG Nacional

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