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Economia

MMA leiloa parques nacionais em Santa Catarina e Rio Grande do Sul

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O Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizou hoje (11) o leilão de concessão de dois parques nacionais. Foram repassados à iniciativa privada os parques de Aparados da Serra e da Serra Geral, localizados na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O vencedor do certame, grupo Construcap, apresentou lance de R$ 20,5 milhões iniciais pela concessão das duas unidades. O lance mínimo previsto em edital foi de R$ 718 mil.

A proposta do Construcap apresentou ágio de 2,700%. Com o leilão, o grupo grupo ficará responsável pela revitalização, modernização, operação, manutenção e gestão dos parques e deverá oferecer serviços de apoio aos turistas, incluindo alimentação, estacionamento, segurança e outros.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente , ao longo do contrato de 30 anos, deverão ser desembolsados R$ 260 milhões.

O Parque de Aparados da Serra faz divisa, tanto ao sul quanto ao norte, com o da Serra Geral. Ambas as unidades são administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia vinculada ao MMA. Juntos, os parques abrangem área de aproximadamente 30.400 hectares.

Os dois são os primeiros parques nacionais leiloados no novo modelo de concessões do MMA.

Além do grupo Construcap, participaram do leilão os grupos Soul Parque, Parque Sul, Agro Latina, Consórcio Aparados da Serra, Parques dos Cânions e Construcap.

 

Edição: Nádia Franco

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Economia

Economia do Amazonas se acomoda em patamar ainda baixo, diz BC

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A contração econômica ocorrida em janeiro deste ano no Amazonas tem magnitude similar à observada no pico da pandemia de covid-19, em abril de 2020. De acordo com estudo do Banco Central (BC), a atividade econômica no estado a partir da segunda semana de fevereiro tem sinais de acomodação em patamar ainda baixo. “Dadas as dinâmicas distintas de evolução da covid-19 nos estados brasileiros, o caso do Amazonas sinaliza os possíveis impactos de um agravamento severo da epidemia em outras regiões”, alertou o BC.

A análise foi divulgada hoje (4) pelo BC, no âmbito dos seus boletins regionais. Apesar desse cenário, o Índice de Atividade Econômica Regional da Região Norte apresentou crescimento de 0,4% em 2020.

“Nos últimos dois meses, o Amazonas apresentou aumento do número de casos e óbitos relacionados à covid-19, atingindo patamares maiores que os observados em qualquer momento de 2020. A evolução desses números, aliada às medidas de restrição da circulação das pessoas e do funcionamento de atividades não essenciais, impactou a atividade econômica local”, diz o BC.

A entidade compilou dados para a avaliação da conjuntura econômica do estado, que confirmam a retração no comércio no estado. As transações de bens e serviços efetuadas com cartão de débito registraram recuo de 13% na média móvel de sete dias até 10 de fevereiro em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Câmara Interbancária de Pagamentos – Sistema de Liquidação de Cartões (CIP/SLC).

Categorias

O destaque é para as contrações em Vestuário e calçados (82%) e em Restaurantes e similares (54%). Comparativamente, a Região Norte (excluindo o Amazonas) registrou expansão em praticamente todos os segmentos no mesmo período, sugerindo que a piora no estado não decorreu exclusivamente do fim do auxílio emergencial, segundo o BC.

Os impactos da intensificação da epidemia e das medidas de restrição à circulação também podem ser observados pelos dados disponibilizados nas plataformas tecnológicas Google Mobility e Inloco. De acordo com o Google Mobility Report, a média móvel de sete dias até 12 de fevereiro apresentou retração de 47% na tendência de mobilidade na categoria Lazer e varejo, que engloba lugares como restaurantes, shoppings, cinemas, entre outros, produzindo forte impacto nos setores da economia ligados ao consumo das famílias.

Do mesmo modo, o índice de isolamento social no Amazonas produzido pelo Inloco alcançou 50% na média móvel de sete dias até 12 de fevereiro, 7 pontos percentuais maior do que o registrado na Região Norte (exceto AM) no mesmo período. No final de janeiro de 2021, o índice ficou acima do que foi registrado no pico da pandemia em abril e maio de 2020.

Energia

Segundo o BC, informações sobre o consumo de energia elétrica comercializado no mercado livre, disponibilizadas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), também permitem o acompanhamento do desempenho do setor industrial.

“Ao longo do segundo semestre de 2020, a indústria amazonense vinha em ritmo de recuperação das perdas ocorridas no período, até então, mais crítico da pandemia. Entretanto, com o agravamento da crise sanitária ao final do ano, houve limitação do período de operação de plantas industriais de setores não essenciais”, diz o estudo.

Dados do consumo de energia pela indústria de transformação mostram forte recuo a partir de janeiro de 2021, acumulando retração de 19% na média móvel de cinco dias úteis até 7 de fevereiro, em relação ao mesmo período de 2020.

Edição: Denise Griesinger

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Economia

Em meio à pandemia, atividade econômica cresce no Norte e Centro-Oeste

Publicado


Mesmo em meio à pandemia de covid-19, que provocou a redução da atividade econômica em todo o país, as regiões Norte e Centro-Oeste registraram desempenho positivo, em especial por causa da produção de grãos e desempenho do comércio. As demais regiões – Sul, Sudeste e Nordeste – tiverem contração da atividade. A análise desse cenário foi divulgada hoje (4) pelo Banco Central por meio do boletim regional.

De acordo com a publicação, ainda que o processo econômico – de queda intensa na atividade no segundo trimestre de 2020, com recuperação a partir do segundo trimestre do ano passado – tenha caracterizado todas as regiões, os resultados são heterogêneos sobre os setores e as regiões do país.

“Os programas governamentais de recomposição de renda favoreceram o setor de bens, enquanto as atividades de serviços, sobretudo as mais diretamente afetadas pelo distanciamento social, enfrentaram maior redução da demanda, com desempenho relativamente mais positivo apenas no último trimestre do ano. Essa desigualdade setorial, aliada às especificidades das estruturas produtivas e do alcance das medidas governamentais, determinou os distintos resultados regionais”, diz o BC no estudo.

O Índice de Atividade Econômica Regional da Região Norte apresentou crescimento de 0,4% em 2020. De acordo com o BC, a economia do Norte foi especialmente estimulada pelo desempenho do comércio – cujos resultados foram superiores aos das demais regiões –, decorrente em parte do aumento da renda das famílias, favorecido pela concessão do auxílio emergencial, que atingiu 57% dos domicílios da região em novembro.

Além disso, a agricultura, com alta de 5,2% na produção de grãos, e a construção civil, que totalizou geração de 9,3 mil vagas de emprego formal, impulsionaram o resultado. A indústria apresentou comportamento diverso entre os ramos: a extrativa teve modesta expansão, enquanto a de transformação foi bastante afetada pela crise sanitária.

Já o Centro-Oeste teve alta de 0,2% na atividade econômica devido a sua estrutura produtiva, de atividades agrícolas que não sofreram restrição ao funcionamento, combinada à safra recorde de grãos e às cotações das commodities, em especial de soja e carnes, que impulsionaram as vendas externas. A produção agrícola registrou elevação nas colheitas dos três principais grãos (soja, milho e algodão) e houve crescimento na fabricação de alimentos. Além disso, o crescimento na região também foi favorecido pelas altas no varejo e nos serviços de transporte.

Queda da atividade

No Sudeste, a retração na atividade econômica em 2020 foi de 1,3%. De acordo com o BC, a estrutura produtiva diversificada da região permitiu que as atividades mais impactadas pela crise tivessem seus resultados compensados, em parte, pela evolução favorável de outras. No setor de serviços, o segmento de atendimento às famílias permaneceu deprimido, enquanto que os serviços financeiros, fortemente concentrados na região, tiveram alta significativa, refletindo a maior demanda das empresas por recursos e o acesso às linhas especialmente criadas para combate aos efeitos econômicos da pandemia.

No segmento industrial do Sudeste, a menor produção de veículos contrapôs-se à ampliação em alimentos, produtos químicos, farmoquímicos e de limpeza e higiene pessoal. A construção civil, embora tenha recuado no ano, apresentou crescimento no quarto trimestre, em relação ao anterior, nos dados ajustados. Já a redução do estoque de imóveis e a geração líquida de 45,6 mil empregos formais em 2020 sugere para o BC a continuidade do processo de recuperação da atividade na Região Sudeste.

Apesar do desempenho agrícola, o menor ritmo da atividade no Nordeste, que teve queda de 2,1%, decorreu sobretudo das restrições aos serviços de maior interação entre as pessoas, que têm maior peso na região. De acordo com o estudo, isso impactou o mercado de trabalho, com efeitos sobre o comércio, cujo volume acumulou queda. Como fator de mitigação, o Nordeste foi beneficiado pela concessão do auxílio emergencial, que atingiu 55,3% dos domicílios da região em novembro.

No Sul, a contração econômica também atingiu 2,1%. A produção de grãos da região recuou em 2020, pelas quebras das safras de verão no Rio Grande do Sul (soja e milho), não contribuindo para atenuar os efeitos da pandemia, a exemplo do ocorrido nas demais regiões.

No indicador geral, indústria e comércio recuaram no Sul, porém com resultados díspares entre os segmentos. A produção industrial registrou recuo em veículos, vestuário e calçados, e destacou, positivamente, a indústria de alimentos, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, produtos de metal, refino de petróleo e celulose. No comércio, o padrão observado foi similar ao das demais regiões, com destaque para a alta nas vendas de produtos alimentícios. A construção civil, condicionada pelos resultados de Santa Catarina e Paraná, com redução do estoque de imóveis residenciais, apresentou crescimento no ano.

Emprego

O Banco Central analisou também a variedade de comportamento do emprego formal nas microrregiões brasileiras, que teve influência de fatores relacionados à pandemia, estrutura produtiva local e políticas públicas.

No que diz respeito à covid-19, a crise sanitária teve intensidade e duração própria em cada região, com impactos na restrição de circulação de pessoas e/ou na adoção de medidas de suspensão de atividades econômicas. De acordo com o BC, nesse ambiente, as políticas públicas adotadas – sobretudo os programas de transferência de renda e os de acesso a crédito, com ênfase no auxílio emergencial e no crédito às micro, pequenas e médias empresas – contribuíram para conter a retração da atividade econômica.

Algumas atividades econômicas também foram mais penalizadas pelo distanciamento social, como comércio, alojamento e alimentação, atividades imobiliárias, educação e esportes e recreação. O BC observa, para o país, menor retração do grupo de atividades regulares no início da pandemia, seguida por recuperação mais rápida. Nesse grupo estão atividades como agropecuária, indústria extrativa e de transformação, construção civil, atividades financeiras e administração pública. “Dessa forma, obtém-se que microrregiões mais atingidas pela epidemia tiveram maior contração do emprego”, diz o BC.

No que se refere às políticas públicas, o auxílio emergencial e os programas de crédito às empresas estão positivamente associados à criação de emprego, segundo o estudo. A contribuição do auxílio é maior nos estados do Norte e Nordeste do que nos estados das demais regiões. Já a estrutura produtiva local, menos baseada em atividades que exigem maior contato social, e os programas de crédito tiveram maior participação na decomposição do crescimento do emprego nos estados do Sul. Além disso, observa-se que o crescimento do emprego foi maior para os estados da Região Norte.

O BC alerta, entretanto, que esses resultados devem ser interpretados com cautela, pois podem existir outras variáveis que explicam a diferença do emprego formal entre microrregiões.

O índice de emprego formal, calculado dessazonalizado pelo Banco Central a partir de dados do Ministério da Economia, retornou, em dezembro de 2020, ao nível observado no período pré pandemia (média de janeiro e fevereiro de 2020). De acordo com o BC, regionalmente, a maior expansão ocorreu no Norte, 2,7%, onde o crescimento foi disseminado em todas as unidades da federação. Em sentido contrário, no Sudeste, a queda alcançou 0,8%, sendo que no Rio de Janeiro a queda chegou a 3,9%.

Edição: Lílian Beraldo

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