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Opinião

MISAEL GALVÃO – O mais democrático dos Poderes

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A câmara de vereadores é o mais democrático entre todos os poderes eletivos. Todos sabem onde mora e por onde anda o representante em quem votou na eleição anterior. Isso quando não conhece a família do eleito e este, na maioria das vezes, chama seu eleitor pelo nome. Devido a esta proximidade é também uma das instituições mais criticadas pela sociedade.

É também na câmara de vereadores que estão representados todas as correntes da sociedade, com suas contradições e conflitos. É na câmara de vereadores que estão as corporações, os comprometidos, os ideólogos, os céticos, os exóticos. Aqui na câmara estão todas as raças, todas as crenças, todas as classes, seja ela econômica, intelectual ou de status.

Por isso não temos nem os melhores nem os piores vereadores, temos o vereador escolhido por uma parcela da sociedade para representar e defender aquela determinada região, aquele determinado movimento, aquela determinada corrente, aquele grupo e seus interesses fechados ou difusos.

Dada tal representatividade, muitas das vezes antagônicas, conflitantes e nem sempre da maioria da sociedade, é que esta mesma casa, que é de todos e por ser de todos, muitas vezes parece ser de ninguém. Daí a enxurrada de críticas que se dá. Muito menos pelos erros (e tem erros) e muito mais pela sua pluralidade de pensamentos e desejos que nada mais é que os desejos difusos e complexos advindos das diversas demandas e interesses dos mais variados grupos sociais que forma o conjunto dos munícipes.

Soma-se a estes fatores elencados as mudanças que vem ocorrendo no comportamento do indivíduo, da sociedade, no movimento das massas e na constante alteração de ferramentas funcionais, principalmente as tecnológicas, que faz com que o aperfeiçoamento para melhoria das atribuições de qualquer atividade tenha que ser constante. No caso dos vereadores estas mudanças terão que ser ainda mais aceleradas, apesar dos entraves burocráticos para a nossa atuação.

O exercício parlamentar não é diferente do funcionamento da sociedade. Podemos pontuar que o modelo hoje vigente muito ainda se assemelha ao da época da confecção da Constituição Federal, estadual e da lei orgânica municipal, quase padronizada no Brasil ainda no início dos anos noventa do século passado. Apesar do momento exigir celeridade e resultados mais pontuais.

O atual momento exige do poder público essa dinâmica somada a uma correlação entre as necessidades vigentes e a visão de um futuro sustentável e inovador, capaz de agregar as várias facetas das gerações que convivem em um espaço cada vez mais urbanizado e diversificado. Ao mesmo tempo estar atento a velocidade das mudanças. Legislar para tal é uma tarefa que exige organização e conhecimento político e técnico.

Na condição de presidente desta casa que tem por obrigação legislar, fiscalizar, orçar e ajudar a organizar a sociedade, é que afirmo que a transição social passa por aqui, que a melhoria da cidade e do município passa por aqui. Por isso temos que ouvir cada dia mais a sociedade, errar menos e agir mais. Oferecer condição para tal é tarefa da presidência e isto, estamos fazendo e vamos melhorar a cada dia, aperfeiçoar, dar voz para a maioria, para as minorias e para os difusos, aqui não pode e não deve haver discriminação, a casa é de todos.

A câmara de vereadores é onde o cidadão tem maior proximidade, principalmente na hora da dor, do desespero. Por isso podemos afirmar que aqui, apesar de todas as críticas (muitas merecidas), apesar de todas mazelas (erros individuais), ainda é a casa do amor ao próximo, porque é a casa de todos em todas as horas, porque é a mais democrática das casas.

Aqui é a modernidade, a ferramenta é ter você presente, é estar presente nos bairros e na sua vida.

Misael Galvão é vereador e Presidente da Câmara Municipal de Cuiabá 

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Opinião

LÍCIO MALHEIROS – Anacronismo

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Anacronismo é um erro cronológico, expressado na falta de alinhamento, consonância ou correspondência com uma época. Ocorre quando pessoas, eventos, palavras, objetos, costumes, sentimentos, pensamentos ou outras coisas que pertencem a uma determinada época são erroneamente retratados noutra época.
Em outras palavras, o anacronismo é uma forma equivocada onde tentamos avaliar um determinado tempo histórico à luz de valores que não pertencem a esse mesmo tempo histórico. Por mais que isso pareça um erro banal ou facilmente perceptível, devemos estar atentos sobre como o anacronismo interfere no nosso estudo da História.
A analogia que faço, tem como vertente, um processo histórico que norteia a política brasileira.
Neste momento estamos voltados, a nossa Egressa Casa de Leis, a Câmara Municipal de Cuiabá, que infelizmente tornou-se, alvo de sucessivas lambanças, protagonizadas por alguns vereadores, que no afã de proteger o Executivo Municipal, acabaram se expondo ao ridículo.
Infelizmente, algumas atitudes pouco ortodoxas cometidas por parte de alguns vereadores, acabou rotulando a Câmara Municipal de Cuiabá, com a pecha de “Casa do Horror”, a denominação não é minha, ela vem do povo.
A Câmara Municipal de Cuiabá, foi criada em 1 de janeiro de 1727, é composta atualmente por 25 vereadores, número máximo estabelecido pela Constituição de 1988.
Ao longo de sua história, o  Legislativo cuiabano chegou a ficar mais de meio século – desde a data de instalação – sem decidir por perda de mandato de parlamentar e os recentes casos entram para a história da instituição.
Três vereadores de Cuiabá  tiveram os mandatos cassados após escândalos de supostas fraudes e quebra de decoro parlamentar, em apenas um período de cinco anos, na Câmara Municipal.
São eles, João Emanuel (PSD), Lutero Ponce (MDB) e Ralf Leite (sem partido na época), todos foram cassados, pesando contra eles, falta de decoro parlamentar;  os motivos que os levaram a cassação,  a  população sabe.
Não conheço o vereador Abílio Junior (PSC), e nem tão pouco tenho procuração para defendê-lo, ouço muito o clamor das ruas, as pessoas no geral estão revoltadíssimas, com esse processo de cassação, embasado em cobranças sistemáticas por parte do vereador Abílio Junior (PSC) contra ações e desmandos praticados pelo Executivo Municipal.
Talvez, por falta de ressonância ou assimetria, com seus pares no que tange as cobranças e fiscalizações do Executivo Municipal; o mesmo use de todos os elementos e prerrogativas constitucionais para apurar irregularidades, tanto do Executivo  Municipal, como de seus pares.
Estamos confiantes, independentemente de bancada política, ou de grupo político, esperamos de coração, que haja bom senso e discernimento por partes de alguns vereadores, sobre o que é decoro parlamentar, e o que é perseguição política.
O vereador, sargento Joelson (PSC), sentido a ira da população que o elegeu, mudou seu posicionamento quanto à votação secreta da possível cassação do Abílio, como também, pela votação contraria a cassação de um justo, que apenas fez valer, as suas prerrogativas constitucionais de vereador, cobrando de forma exaustiva de todos indistintamente, tendo em alguns momentos, que cortar na própria carne.
No processo de cobrança pelo mesmo, pode ter havido excesso no decorrer das cobranças, porém ele, sempre se posicionou a favor das pessoas mais humildes, que estão na ponta desse processo sórdido e nefasto, como a falta de medicamentos nas farmácias, no PS, UPAs, e Policlínicas.
Principalmente nas Policlínicas, as pessoas mais humildes reclamam  a falta de medicamentos e até mesmo de médicos em áreas específicas, uma delas, a mais sentida  Psiquiatria.
Só existe, uma maneira de melhorar e humanizar literalmente esse atendimento, através de cobranças sistemáticas dos nossos, legítimos representantes os vereadores.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

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Opinião

JOSÉ DE PAIVA NETTO – Não atrair problemas já afastados por Deus

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Em Seu Santo Evangelho, segundo Mateus, 12:43 a 45, Jesus nos dá uma lição de segurança espiritual, que serve inclusive para as nações e jamais deve ser esquecida em tempos de grande perturbação íntima:

A estratégia de satanás

43 Quando um espírito imundo sai de um homem [ou de uma mulher], passa por lugares áridos, procurando descanso.

44 Como não o encontra, diz: — Voltarei para a casa de onde saí. Chegando, encontra a casa desocupada, varrida e adornada.

Essa alma — conforme escrevi em A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (2018) — é um homem ou uma mulher, desencarnados ou não, em situação espiritual precária.

45 Então, vai e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele, e, entrando, passam a viver ali. E o estado final daquele homem [ou daquela mulher] torna-se pior do que o primeiro. Assim acontecerá a esta geração perversa.

A Caridade de Deus afasta de nosso caminho os mais variados problemas de ordem espiritual, psíquica, emocional e de natureza material. Ainda em A Missão dos Setenta e o “lobo invisível”, chamo a atenção para o fato de que o Divino Amigo, Jesus, afasta de milhões e milhões pelo mundo o espírito obsessor, que, por sua vez, sai por aí arrependido, mas é um remorso falso. Vejam o que ocorre, no versículo 45, “(…) vai e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele (…)”.

Isso se dá por causa da invigilância em torno de um dos preceitos fundamentais do Mundo Invisível: a Lei de Atração. A sintonia com determinadas classes de entidades só pode nos fazer mal. Porém, se ela for estabelecida com os Maiores da Espiritualidade, irá nos engrandecer o coração e a Alma, o que impacta diretamente na saúde espiritual, moral, social, financeira e física das nações.

Em sua sabedoria, o povo nos ensina: “Cérebro desocupado é oficina do diabo”.

E o “lobo invisível”, espírito obsessor, por não possuir a vestimenta carnal, anda pelo mundo com liberdade relativa, levando em conta que apenas se aproxima de alguém quando se estabelece com esta pessoa sintonia de sentimentos e atos, quando descobre brechas, isto é, se instala na casa vazia, anteriormente limpa pelo Celeste Taumaturgo. Daí ser fundamental reeducar, à luz da Espiritualidade Superior, os nossos canais psíquicos, mantendo-os sanados e desobstruídos, com a elevação do nosso pensamento, nossas palavras e nossas ações (a Sintonia Tríplice com Jesus) voltados à Bondade, à Generosidade, à Fraternidade Ecumênica, à Verdade e à Justiça Divinas; enfim, ao Amor Crístico, sintetizado no Novo Mandamento do Condutor de nossas vidas — “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35).

Dessa maneira, firmaremos a ligação psicoespiritual permanente com os mais sublimes sentimentos, com nossos Anjos da Guarda, Guias Espirituais, Numes Tutelares, Almas Benditas, Espíritos Luminosos, que podem livrar-nos desse vilão, e permaneceremos atuantes no trabalho do Bem. Trata-se de elevadíssima lição da Cidadania Espiritual, que o Cristo Estadista nos oferece.

Jamais nos esqueçamos de que compete a nós não trazermos de volta os problemas que Deus afasta de nosso caminho.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. [email protected] – www.boavontade.com

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