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MISAEL GALVÃO – Contorno Leste vai levar desenvolvimento a milhares de cuiabanos

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A nossa tricentenária Cuiabá tem enfrentado sérios problemas de mobilidade. As ruas e avenidas da nossa cidade não comportam o crescente número de veículos que trafegam por elas e é fundamental que o Poder Público busque soluções que passam pela construção de novas vias e pela criação de novas rotas. Depois de 19 anos de sonho e muitas batalhas travadas, a implantação do Contorno Leste – que irá beneficiar quase 40 bairros – começa a se tornar realidade.

Como quase todo sonho, o Contorno Leste nasceu pequeno com um traçado bem menor que os 17,3 km que serão construídos. Essa ideia começou a se desenvolver no ano de 2000, quando me mudei para o Doutor Fábio, bairro onde moro até hoje e que muito me orgulha. Ao ver os problemas de locomoção dos moradores, inclusive os meus, entendi ser necessário levar esta demanda ao Poder Público, para que algo fosse feito.

Em 2003, depois de eleito como presidente do bairro, uma das muitas vitórias que Deus colocou em minha vida, trabalhei incansavelmente pela melhoria do Dr. Fábio. Conseguimos muitas melhorias de infraestrutura – mas a maior conquista que conseguimos foi a autoestima dos moradores. Além de tudo isso, passamos a trabalhar pela construção de uma via de 6 km que ligasse os bairros Doutor Fábio e São João Del Rey, foi assim que começou o sonho do Contorno Leste.

Esta bandeira foi carregada por mim durante toda a minha vida de representante da comunidade. Foram dezenas de reuniões, encontros e diálogos com diversos agentes públicos. Não é algo fácil de se conseguir, é preciso que haja a chamada “vontade política” para que algo tão importante enfim saia do papel.  Sem desistir deste sonho, busquei a eleição para a Câmara Municipal, porque entendia que estando no Legislativo conseguiria ampliar a força deste sonho, a força deste pensamento que ganhava, a cada dia, uma adesão maior por parte da comunidade.

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Em 2011, fiz uma indicação nº 016/2011 pedindo ao Executivo Municipal que analisasse a viabilidade técnica e financeira da obra. Em 2016, eleito como o segundo vereador mais votado da nossa Capital, entendi que era chegado o momento de querer mais, de desejar de forma mais intensa que esta via saísse do papel.

Desde o primeiro dia do meu mandato, tenho trabalhado para conseguir viabilizar este sonho. Fiz um novo requerimento de audiência pública para debater junto à comunidade eo Poder Público e, enfim, o Executivo Municipal engrandeceu nosso sonho.

Melhor ainda. Mais do que uma ligação entre os dois bairros, a obra, batizada de Contorno Leste, vai atender as três regiões mais populosas: Leste, Sul e Norte – beneficiando mais 400 mil pessoas. Todas as localidades terão muito a ganhar com a conclusão desta obra, uma vez que hoje sofrem demais para se locomoverem pela cidade.

Serão pouco mais de 17 quilômetros de vias, com um gigantesco impacto positivo na vida de toda a população de Cuiabá. As propriedades sofrerão uma valorização, novas opções de negócios e empreendimentos serão criadas, empregos serão gerados e tudo isso representa aquilo que é missão do Poder Público, promover o desenvolvimento da cidade.  Hoje esse sonho, o sonho de milhares de pessoas, está perto de ser concretizado.

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O município fez o projeto, que levará o que há de mais moderno para esta nova via, e nós, enquanto Legislativo, fizemos o dever de casa. Na Câmara Municipal de Cuiabá, o projeto do Contorno Leste passou por todas as comissões, foi amplamente estudado, todas as dúvidas dos vereadores averiguadas. Para se ter ideia, o projeto chegou à Casa de Leis com 26 páginas e no final já estava com mais de 200 páginas de estudos e documentação, apresentados pelo Executivo Municipal.

No último dia 4 de junho,a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou em plenário a autorização para que a Prefeitura de Cuiabá faça junto à Caixa Econômica uma operação de crédito que, concretizada, vai dar início à realização desse sonho.

Cuiabá está pronta para assistir a criação de um novo eixo de desenvolvimento. Estamos esperançosos de que agora toda a luta de vários anos representará uma grande vitória. E eu, atual presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, muito orgulhoso de poder fazer a diferença na vida daqueles que jurei representar, meus patrões: os eleitores cuiabanos.

 *Misael Galvão, presidente da Câmara Municipal de Cuiabá*

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ONOFRE RIBEIRO – Sociedade quer um novo Estado

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No começo da década de 1990 conheci em Cuiabá um jovem advogado que estava de viagem pra cursar um doutorado na França. Voltou algum tempo depois e nos reencontramos. Ele estudou gestão pública.

Foi contratado em seguida por uma ONG francesa pra realizar uma pesquisa sobre a qualidade dos técnicos encarregados de executar a burocracia brasileira. Mudou-se pra Brasília e lá ficou por quase um ano levantando as informações pra verificar o nível de preparo, de qualidade dos técnicos e dos burocratas do serviço público federal.

Suas conclusões foram interessantes, segundo me relatou à época. A maioria dos técnicos estudou além das graduações. A maioria estudara gestão, fizeram cursos a respeito e tinham excelente qualidade técnica. Além, claro do comprometimento com a carreira.

Lá se vão quase 20 anos e o quadro piorou muito. Não pela falta de pós-graduações. Mas por um conjunto de razões novas que vieram depois. Na época da pesquisa a Constituição Federal, de 1988, estava no seu começo. O conceito de estabilidade funcional era uma garantia e não uma contaminação profissional. As chamadas carreiras não estavam estruturadas em cima da pressão sindical que tomaria o poder público federal de assalto. Junto com a sindicalização veio a colonização das centrais sindicais de esquerda. E por fim, a partidarização do serviço público. Ainda persistem as tendências daqueles anos e até recentemente.

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Na sequência entrou em cena outra coisa horrível, que foi o chamado “presidencialismo de coalizão”. Um arranjo partidário que tomou de assalto o Estado brasileiro, Partidos políticos de mercado, parlamentares envolvidos na sua maioria em “coalizão de negócios” de todas as naturezas. A maioria não-republicanas. Veio também a toma de assalto das funções comissionadas dos cargos públicos.  Prejudicou as carreiras e contribuiu pra prostituir o serviço público.

Enfim, a soma desses fatores nos trouxe até aqui. O Estado desarticulado e apartado da sociedade. Pior. Sem qualquer compromisso com os cidadãos.

Os tempos atuais estão caminhando na direção da recuperação do Estado. Tarefa dificílima porque todas as corporações que tomaram o Estado pra si, não abrirão mão facilmente. Tarefa da sociedade pressionar. Longo caminho na construção da cidadania. Mas não tem outro!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso – [email protected]   www.onofreribeiro.com.br

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JOSÉ DE PAIVA NETTO – Doe vida

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Não há nada mais valioso na Terra do que a Vida. No planeta, somos os únicos seres conscientes da finitude física — embora prossigamos nossa jornada de aprendizado, no âmbito espiritual, após o fenômeno chamado morte — capazes de preservá-la. A partir do momento que valorizamos a vida desde o seu estágio físico, construímos, verdadeiramente, uma Sociedade Solidária Altruística Ecumênica, que saberá respeitar todo tipo de existência, a compartilhar conosco nossa Morada Única, o planeta Terra.

A doação de sangue, aplaudível vereda que aproxima o ser humano de sua humanidade, é indispensável em favor de tantos que lutam para sobreviver.

No Brasil, em período de férias e feriados, justamente quando ocorrem mais acidentes de todo tipo, cresce a demanda por sangue e diminui o número de doadores. Um cálculo cujo saldo preocupa os hemocentros do país.

Déficit Nacional

Em entrevista ao programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), a dra. Selma Soriano, médica hematologista e hemoterapeuta da Fundação Pró-Sangue de São Paulo, fez um apelo: “Que a população antes de tirar férias, de sair em viagem, faça a sua doação de sangue. Normalmente, a demanda de sangue em feriados aumenta em torno de 30%, e a doação cai em torno de 40%. Daí trabalharmos sempre com os estoques no limite. Desse modo, priorizamos o atendimento de urgência (…)”.

A transfusão de sangue é imprescindível não somente no socorro às vítimas de graves acidentes, de catástrofes como deslizamentos de terra, inundações etc. A dra. Selma explica: “Precisamos, e muito, de doações de sangue no tratamento de pacientes que estão em Unidade de Terapia Intensiva; para os que lutam contra o câncer que, às vezes, carecem de reposição de sangue; e para os pacientes de transplante de órgãos. No caso de doenças congênitas, temos a hemofilia. Isso sem falar nas cirurgias. Nas de grande porte, 60% delas necessitam de transfusão de sangue”.

Segundo o Ministério da Saúde, 3,7 milhões de pessoas doam sangue anualmente no Brasil. Está longe de ser o ideal, já que deveríamos ter cerca de 5,4 milhões de doadores. Para suprir esse déficit são feitas campanhas de apelo à sociedade. “Temos 1,8% da população brasileira que doa sangue, e a gente deveria estar entre 3% e 5%. Faltam componentes sanguíneos para algumas situações específicas”, revela a hematologista.

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Minutos que salvam

Que essa ação caritativa se torne um hábito saudável e permanente, já que é algo que não exige sacrifício algum. “Entre a pessoa chegar a um banco de sangue e fazer a sua doação, ela permanece de 40 a 50 minutos no máximo. O ato em si, propriamente dito, leva apenas 7 minutos”, afirma a dra. Selma.

Inúmeros são os postos de coleta no Brasil. No site www.prosangue.sp.gov.br , você encontra vários deles e se informa quanto aos requisitos básicos para ser um doador de sangue.

Eis nosso contributo no esclarecimento geral a respeito desse importante assunto. Doar sangue, gesto que merece o devido apoio de todos, pode ser a própria salvação do ofertante amanhã.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. [email protected] — www.boavontade.com

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