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Ministro Edson Fachin divulga estatísticas de seus quatro anos de atuação no STF

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Ministro Edson Fachin divulga estatísticas de seus quatro anos de atuação no STF

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, divulgou nesta terça-feira (11) as estatísticas da prestação jurisdicional do gabinete nos quatro anos de sua atuação na Corte. “O objetivo é expor, como forma de accountability, os dados que refletem o trabalho realizado desde 16/6/2015, data em que assumi minhas funções perante a Suprema Corte Brasileira”, afirma o ministro na apresentação do relatório.

Desde sua posse, o ministro proferiu quase 34 mil decisões, a maioria (30.007) monocráticas, e determinou a baixa de 24.803 processos. O gabinete recebeu, no período, 27.749 processos, e o acervo atual é de 4.050. “A prestação jurisdicional se orienta pelos vetores da razoável duração do processo (artigo 5º, inciso LXXVIII, da Constituição da República) e da exigência constitucional de fundamentação das decisões (artigo 93, inciso IX), explica o ministro. “Não podemos nos furtar a julgar nem devemos deixar de prestar contas”.

Lava-Jato

O ministro também divulgou relatório atualizado sobre os processos referentes à Operação Lava-Jato. Há, no momento, 60 inquéritos que tratam da operação. De 2016 a 2019, foram apresentadas ao STF 25 denúncias. Delas, nove foram recebidas e convertidas em ações penais e seis rejeitadas (em quatro, o ministro ficou vencido). Duas já foram julgadas, resultando em uma condenação e uma absolvição.

A movimentação processual referente às ações penais envolve 739 petições e expedientes protocolados pela defesa, pelo Ministério Público e por outros órgãos, 60 decisões e 233 despachos proferidos, a oitiva de 192 testemunhas e interrogatórios dos réus e a realização de 79 audiências pelos juízes do gabinete.

Quanto aos inquéritos relacionados à operação, foram 387 decisões e 1.612 despachos proferidos, além de 4.234 petições e expedientes protocolados pelas partes interessadas. A classe processual Petição totalizou 1.376 decisões proferidas, 3.263 despachos e 7.170 petições e expedientes protocolados pela defesa, MP e outros órgãos.

Os pagamentos de multas fixadas nos acordos de colaboração homologados pelo STF atingiram o valor de R$ 784.877.530,42 até o momento.

O ministro Edson Fachin divulgou, ainda, documento que traz um histórico da Lava-Jato e o percurso da operação no âmbito do STF. Leia a íntegra dos relatórios elaborados pelo gabinete:

Relatório do QuadriênioRelatório da Lava-JatoDocumento sobre o percurso da Lava-Jato no STF

CF/EH

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Jurídico

Prefeitura de Governador Celso Ramos (SC) deverá reconstruir avenida danificada pelo mar

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A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmou, por unanimidade, uma sentença da Justiça Federal catarinense que condenou o Município de Governador Celso Ramos (SC) a realizar obras de reparação na Avenida Atlântica, localizada na Praia de Palmas. De acordo com o colegiado, a via pública encontra-se danificada desde 2017, por conta de fortes ressacas à beira-mar, e a restauração da avenida é indispensável para o acesso às moradias do local. A Prefeitura terá o prazo de 60 dias contados a partir da intimação da sentença para iniciar as obras, sob pena de multa de mil reais por cada dia de atraso. A decisão da 3ª Turma foi proferida nesta semana (20/7) em sessão virtual de julgamento.

O processo foi ajuizado contra o Município e a União por duas moradoras prejudicadas pelos danos. No processo, uma das autoras afirmou ser idosa e possuir dificuldades de locomoção e que a avenida danificada estaria inviabilizando o direito de acesso a sua residência.

Em primeira instância, o juízo da 6ª Vara Federal de Florianópolis considerou a ação procedente em relação ao Município, determinando que a Prefeitura tem a obrigação de restaurar a via pública.

O Município interpôs um recurso junto ao TRF4, requerendo a reforma da sentença. Na apelação, a Prefeitura alegou a escassez de recursos públicos, não podendo priorizar a obra no prazo determinado. Afirmou também que o Judiciário não deveria intervir em casos como esse pois não caberia a obrigação de privilegiar a reconstrução de uma via à beira-mar em detrimento de outras ruas.

A apelação foi considerada improcedente. A relatora do processo na Corte, desembargadora Marga Inge Barth Tessler, destacou em seu voto que “o próprio Município de Governador Celso Ramos reconhece o dever de restauração da via pública. Apenas argumenta que não pode o Judiciário impor a restauração, que estaria sujeita ao juízo de conveniência e oportunidade, bem como à disponibilidade orçamentária”.

A magistrada ainda ressaltou que “o quadro descrito judicialmente segue aquele enfrentado pela parte autora: a completa falta de perspectiva quanto à reparação. Forçoso o reconhecimento de que o Município traz alegações genéricas e reforça a conclusão de que não há qualquer perspectiva para a execução da obra pública necessária. É nesse cenário que vejo o acerto da sentença proferida, que deve ser mantida”.

N° 5026396-78.2018.4.04.7200/TRF

Fonte: TRF4

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Suspensos descontos de benefício de aposentado que alegou não ter solicitado empréstimo consignado

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O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) determinou a suspensão temporária de descontos do benefício previdenciário de um homem de 54 anos, residente de Siderópolis (SC). No processo, o beneficiário afirmou que estão sendo cobradas parcelas de um empréstimo consignado que, segundo ele, nunca foi solicitado. O empréstimo a ser quitado em 84 parcelas chega ao valor de mais de R$ 50 mil. A 4ª Turma da Corte votou, por unanimidade, pela suspensão das cobranças até a prolação da sentença pelo juízo de primeira instância. A decisão do colegiado foi proferida na última semana (14/7).

O homem ajuizou a ação contra o Banco Santander e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), requerendo a tutela de urgência para suspender o desconto. O juízo da 4ª Vara Federal de Criciúma (SC), responsável pelo julgamento do caso no primeiro grau, negou a concessão da tutela antecipada.

O beneficiário interpôs um agravo de instrumento junto ao TRF4. Ele alegou no recurso que nunca recebeu o valor do empréstimo. Sustentou ainda que o documento de contrato de empréstimo apresentado pelo banco não foi assinado por ele. O autor salientou também a distância do local de residência dele, no interior de Santa Catarina, e o local de assinatura do contrato, em São Paulo, onde ele declarou nunca ter ido.

O juiz federal convocado Sergio Renato Tejada Garcia, relator do processo no Tribunal, entendeu que existem indícios de fraude na contratação do empréstimo e que o perigo de dano ao autor é inquestionável, considerando que o desconto compromete parte substancial de sua aposentadoria. “Em contrapartida, a instituição financeira não sofrerá impacto relevante, decorrente da suspensão temporária dos descontos em folha de pagamento, os quais poderão ser prontamente restabelecidos na hipótese de improcedência da ação”, destacou o magistrado em sua manifestação.

Dessa forma, o processo segue tramitando e ainda deverá ter o mérito julgado pela Justiça Federal catarinense.

Fonte: TRF4

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