conecte-se conosco


Política Nacional

Ministro diz que governo vai divulgar preços esperados dos combustíveis após a redução de impostos

Publicado

O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, disse que o governo vai divulgar uma tabela com os preços esperados dos combustíveis em cada estado após a sanção da lei que limita a tributação estadual (LC 194/22). Sachsida repetiu, porém, que o governo não tem como interferir nos preços praticados pela Petrobras, apesar de ser acionista majoritário da empresa.

Sachsida foi questionado por deputados da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara sobre a fiscalização dos preços dos combustíveis nos postos. Onze estados e o Distrito Federal questionam a redução dos impostos estaduais no Supremo Tribunal Federal. Segundo o ministro, o preço da gasolina “tem que cair, em média, de R$ 7,39 para R$ 5,84”.

O deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), presidente da comissão, criticou a postura da Petrobras que, segundo ele, tem um lucro esperado de R$ 150 bilhões para este ano.

“Nós estamos fazendo caixa em cima do sacrifício do povo brasileiro. O ministro Paulo Guedes, que eu tenho respeito por ele, colocou desde o início da sua gestão que o Brasil estava se transformando no paraíso dos rentistas. E a Petrobras virou, sem dúvida alguma, o paraíso dos acionistas. Será que esse é o caminho? No ano passado, a Petrobras teve aproximadamente R$ 110 bilhões de resultados. Este ano vai para mais de R$ 150 bilhões dos quais o governo vai pegar R$ 40 bilhões”.

Wesley Amaral/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Reajustes dos preços de combustível e de energia elétrica. Adolfo Sachsida - MINISTRO DE MINAS E ENERGIA DO BRASIL
Sachsida: governo não tem como interferir nos preços praticados

Silvio Costa Filho sugeriu a criação de uma conta de estabilização com os dividendos que a União recebe da empresa para reduzir mais os preços, mas Adolfo Sachsida disse que a medida pode gerar instabilidade no mercado.

“O mercado vai dizer que tem risco fiscal. Na hora que diz isso, o risco país aumenta e aí a taxa de câmbio desvaloriza. Quando ela desvaloriza, aumenta o preço do combustível. Na hora que aumentar o combustível, o que acontece com a conta de estabilização? Precisa colocar mais dinheiro nela”, explicou.

Ele também criticou a ideia de taxar uma parte dos lucros da empresa porque, de acordo com o ministro, o momento agora, no mundo inteiro, é de reduzir impostos.

Para o deputado José Medeiros (PL-MT), existem limites para o que é possível fazer em relação aos preços dos combustíveis, visto que 30% dos produtos vêm de fora.

“Não adianta dourar a pílula. Ninguém vai comprar petróleo caro lá fora e vender barato aqui. Então, se a gente depende destes 30%, nós vamos estar sempre dependendo disso aí e não vai ter quem vai fazer mágica para baixar”.

Política de preço
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) contestou o governo, afirmando que a política de Preço de Paridade Internacional poderia ser modificada e que o descontrole da inflação está provocando um dano maior às contas públicas.

“Nós produzimos o barril do petróleo 60% mais barato que o resto do mundo. Nós poderíamos ter controlado. Ao não controlar, nós quebramos o trabalhador, que está no consignado porque aumentou o juro. Mesmo a União recebendo R$ 30 bilhões, ela aumentou a taxa Selic. 1% da taxa Selic é R$ 50 bilhões de endividamento do Estado brasileiro. Que conta é essa? A União recebe R$ 30 bilhões e deixa uma dívida interna de R$ 200 bilhões?”, questionou.

Já o deputado Danilo Forte (União-CE) criticou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que, segundo ele, tem adotado medidas para aumentar as tarifas, enquanto o esforço dos parlamentares foi no sentido de reduzir impostos. Ele citou o reajuste das bandeiras tarifárias de escassez hídrica quando o momento é de reservatórios cheios.

Reportagem – Sílvia Mugnatto
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados Federais

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política Nacional

Entenda as regras do debate da Band para governador de São Paulo

Publicado

Candidatos ao governo de SP participarão do debate na Band
Divulgação

Candidatos ao governo de SP participarão do debate na Band

Neste domingo (7), a Band realizará o primeiro debate eleitoral para governador de São Paulo, reunindo os candidatos Elvis Cezar (PDT), Fernando Haddad (PT), Rodrigo Garcia (PSDB), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Vinicius Poit (Novo). O encontro, que terá a mediação de Rodolfo Schneider, teve suas regras definidas no dia 21 de julho, quando as equipes de campanha se encontraram com a produção da emissora.

O debate terá três blocos, permitindo que os postulantes ao cargo discutam e apresentem propostas para que os eleitores do estado escolham aquela que se identificam mais para resolver os problemas do estado paulista. Será a primeira vez que os cinco primeiros colocados nas pesquisas de intenções de votos concorrerão ao Palácio dos Bandeirantes como cabeça de chapa.

Elvis, candidato apoiado por Ciro Gomes (PDT), comandou a cidade de Santana de Parnaíba de 2014 a 2020, enquanto Haddad, que é apadrinhado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi ministro da Educação de 2004 a 2012 e foi prefeito de São Paulo entre 2013 até 2016.

O carioca Tarcísio de Freitas  fez parte do governo Bolsonaro como ministro da Infraestrutura (2019 a 2022) e agora busca ser o governador do estado paulista. Rodrigo Garcia venceu a eleição de 2018 como vice de João Doria (PSDB) e virou chefe do executivo estadual em abril, após o empresário renunciar para se lançar pré-candidato à presidência e, consequentemente, a fastando-se da política tempos depois . Por fim, Poit se tornou deputado federal em 2019 e tentará surpreender na eleição deste ano.

Saiba como serão as regras de cada bloco:

Primeiro bloco

Perguntas programáticas escolhidas pela produção da Band serão feitas para cada candidato. Eles terão um minuto para responder, seguindo essa ordem, conforme sorteio feito pelo canal: Rodrigo Garcia, Tarcísio de Freitas, Vinicius Poit, Elvis Cezar e Fernando Haddad.

Na sequência, cada candidato poderá fazer uma pergunta para um adversário da sua escolha. Dessa vez, a ordem será a seguinte: Fernando Haddad, Rodrigo Garcia, Tarcísio de Freitas, Vinicius Poit e Elvis Cezar.

O questionamento terá, no máximo, um minuto. Já quem for responder terá, no mínimo, um minuto e, no máximo, quatro minutos para se posicionar sobre o tema. A réplica será de um minuto e a tréplica será o tempo que o candidato deixar guardado da sua primeira resposta.

Segundo bloco

A Band convidou jornalistas para fazer perguntas aos candidatos. Cada profissional escolherá um nome para indagar e, na sequência, uma outra pessoa para comentar a resposta. No fim, todos precisam responder e comentar.

Cada pergunta terá um minuto, a resposta não poderá passar de dois minutos, o limite do comentário é de um minuto e a réplica também vai ter, no máximo, 60 segundos.

Terceiro bloco

A rodada voltará ao esquema em que um candidato pergunta ao outro. Haddad será o primeiro a perguntar, seguido por Rodrigo Garcia, Tarcísio de Freitas, Vinicius Poit e Elvis Cezar. Todos perguntam e todos respondem.

O candidato terá um minuto para perguntar, enquanto seu adversário terá um minuto, no mínimo, para responder e, no máximo, quatro. O tempo que sobrar, poderá ser usado na tréplica. A réplica será de um minuto.

No fim da rodada, os candidatos farão as considerações finais. O sorteio definiu a seguinte ordem: Fernando Haddad, Elvis Cezar, Vinícius Poit, Tarcísio de Freitas e Rodrigo Garcia.

Direito de resposta

O candidato que se sentir ofendido, seja moral ou pessoal, poderá solicitar ao mediador o direito de resposta. Um comitê formado por dois jornalistas e advogado fará a avaliação do pedido. Caso o direito de resposta seja autorizado, o candidato terá 45 segundos para se defender.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

Continue lendo

Política Nacional

Vice abandona chapa do PT no Ceará após sofrer ataques nas redes

Publicado

Renata Almeida não será mais vice de Elmano
Reprodução/Instagram

Renata Almeida não será mais vice de Elmano

Neste sábado (6), Renata Almeida (MDB) comunicou que estava desistindo de fazer parte da chapa do PT para o governo do Ceará como vice de Elmano Freitas (PT). Ela declarou que os motivos são os ataques que vem sofrendo nas redes sociais.

“Diante da série de ataques que tenho recebido nas redes sociais desde o momento em que meu nome foi anunciado como pré-candidata ao governo, com muitas fake news que atingem duramente minha honra e de minha família, resolvo renunciar à minha candidatura”, escreveu no Instagram.

Elmano Freitas (PT) se solidarizou com Renata e afirmou aos seus seguidores que sua equipe já discute um novo nome para ocupar o cargo de vice na chapa. “Solidariedade à Renata Almeida diante de ataques sofridos por ela e pela família nas redes sociais, e respeito à sua decisão pessoal de sair da disputa. A campanha discute novo nome para seguirmos firmes na luta por um Ceará cada vez mais forte”, postou.

Liderando com folga as pesquisas eleitorais para o Senado pelo Ceará, o ex-governador Camilo Santana (PT) também manifestou apoio a Almeida. “Respeitamos a decisão pessoal de Renata Almeida de sair da disputa na vice e prestamos solidariedade pelos ataques que sofreu junto com sua família nas redes sociais. O projeto segue firme. Nossa luta é por um Ceará cada vez mais justo e solidário, livre da intolerância e do ódio”.

Elmano lançou sua candidatura após o PT romper com o PDT no estado. O grupo pedetista que apoia Ciro Gomes resolveu ter como candidato Roberto Cláudio , rifando a governadora Izolda Cela, que tinha o apoio de Cid Gomes e Camilo Santana.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

Fonte: IG Política

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana