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Ministro da Saúde cobra relatório sobre situação financeira para liberar recursos para a Santa Casa

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Afirmação foi dada na manhã desta segunda-feira, durante lançamento da 17ª Semana de Vacinação nas Américas, em Cuiabá

O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o Governo Federal só destinará recursos para a Santa Casa de Misericórdia, após o hospital fornecer um relatório sobre a real situação e que se encontra e como pretende investir os valores que serão repassados. Com as atividades paralisadas deste o dia 11 de março, a unidade filantrópica tem uma dívida que ultrapassa R$ 100 milhões – com funcionários e com fornecedores.

“O hospital precisa demonstrar primeiro qual impacto, o plano, o planejamento, quem são as pessoas, aonde nós vamos chegar com o investimento de dinheiro público. Está muito difícil para o cidadão pagar imposto. Não é por conta de um apelo de uma instituição A, B ou C que a gente vai deixar de ter um profundo zelo pelo dinheiro público”, disse o ministro nesta segunda-feira (22) durante visita à Cuiabá para lançamento da 17ª Semana de Vacinação nas Américas (SVA).

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Para o ministro, logo que a Santa Casa apresentar de forma oficial, a sua verdadeira situação financeira, o Ministério da Saúde deverá liberar os recursos para o hospital. “Nós estamos aguardando o final de como isso vai ser para podermos ver onde a União pode ajudar. A gente tem que ter muita seriedade nesse momento. Havendo seriedade na apresentação dos números, pode ter certeza que o Ministério da Saúde vai aportar recursos aqui em Cuiabá”, ressaltou.

Mandetta defende que a direção da Santa Casa, Governo do Estado e prefeitura de Cuiabá também estreitem o diálogo para que a situação do hospital seja sanada. “Talvez o caminho melhor seja o diálogo entre as partes que estão lá dentro e o poder público. O Ministério da Saúde olha com muita atenção e preocupação. É importante deixar claro a responsabilidade dos gestores que criaram essa situação, a responsabilidade dos gestores filantrópicos. Se a gente conseguir que a sociedade entenda porque as coisas chegaram ao ponto que chegaram, aí todos nós poderemos ser atores do nosso tempo e enfrentarmos esse problema”.

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Malouf admite ter administrado caixa 2 na campanha de Taques junto com ex-secretário

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De acordo com o empresário, ele recebeu R$ 260 mil de R$ 3 milhões investidos na campanha

O empresário Alan Malouf admitiu em depoimento prestado nesta segunda-feira (19) à delegada Ana Cristina Mendes na Sétima Vara Criminal de Cuiabá, que foi o responsável ao lado do ex-secretário Júlio Modesto por operar caixa 2 na campanha eleitoral de 2014 que elegeu Pedro Taques (PSDB) governador do estado. O depoimento faz parte da ação penal que apura irregularidades na Secretaria Estadual de Educação (Seduc) por meio de pagamento de propina por empresários em troca licitações para construção e reforma de escolas no valor de R$ 56 milhões.

Ele informou que o grupo seria composto por três núcleos: de agentes públicos, de operações e de empresários. Estes último, eram responsáveis por angariar o recurso, de forma ilegal, para a campanha de Taques. Modesto, segundo Malouf, era o responsável por recolher o dinheiro junto aos empresários para pagar as dívidas da campanha.

Malouf afirmou ainda que aceitou participara do esquema apenas pra tentar recuperar o dinheiro que havia investido na campanha do tucano. “Dos “R$ 10 milhões investidos na campanha, recebi somente R$ 260 mil, sendo R$ 3 milhões meus e o restante de mais 3 empresários”.

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Questionado se Taques sabia do esquema, o empresário garantiu que sim. “Pedro Taques sabia, inclusive da Seduc, é natural ele negar”.

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MP vê crime de coação de ex-secretário contra delegado e juiz envia inquérito para a Sétima Vara

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Flávio Stringueta chegou a registrar um boletim de ocorrência contra Rogers por ameaça de morte em 2017

O juiz João Bosco Soares da Silva, da Décima Vara Criminal, encaminhou para a Sétima Vara Criminal de Cuiabá um inquérito que investiga o delegado Rogers Jarbas por crime de coação no curso de processo por supostamente tentar atrapalhar as investigações sobre o esquema de grampo ilegais que ficou conhecido por “Grampolandia Pantaneira” quando ela atuava com secretário estadual de Segurança Pública.

Em março do ano passado, Jarbas foi acusado pelo delegado Flávio Stringueta de ameaça de morte no estacionamento de um supermercado em Cuiabá. Stringueta atuou na investigação do caso dos grampos.

“No tocante aos fatos ocorridos nas dependências do Supermercado Big Lar, constata-se a presença de indícios suficientes a caracterizar a prática do crime de coação ao curso do processo, cujo inquérito primitivo tramita perante o Superior Tribunal de Justiça em razão da avocação do feito que apura a denominada ‘Grampolândia Pantaneira’, onde um dos investigados é a pessoa de Rogers. Chega-se a esta conclusão (de que a tipificação adequada é de coação ao curso do processo) a partir das informações colhidas no curso da investigação, a revelar que a investida do ex-secretário Rogers em tentar conversar com o Flávio Stringueta teve como plano de fundo o fato deste último ter atuado diretamente no caso dos ‘grampos clandestinos’ (na modalidade barriga de aluguel), ocorridos no berço do Poder Executivo deste Estado”, diz trecho do parecer no Ministério Público Estadual (MPE).

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Roger Jarbas foi preso em setembro de 2017, durante a dedflagração da “Operação Esdras”, por suposta tentativa de atrapalhar as investigações sobre os grampos ilegais em Mato Grosso. Há indícios de que o ex-secretário, além de tentar atrapalhar a investigação, também cometeu abuso de autoridade, usurpação de função pública, denúncia caluniosa e prevaricação.

Além de Roger Jarbas, foram presos o coronel Airton Siqueira (secretário de Justiça e Direitos Humanos), coronel da PM Evandro Alexandre Lesco, Helen Christy Carvalho Dias Lesco (mulher de Lesco), Paulo Taques (ex-secretário chefe da Casa Civil), o sargento PM João Ricardo Soler e o empresário José Marilson.

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